sexta 21 de abril de 2017

Música no Foyer

Música no Foyer

O cantor, compositor e arranjador Wilson Alves se apresenta no foyer do Auditório Ibirapuera para fazer o show de lançamento de seu primeiro trabalho solo. Acompanhado por uma banda*, ele mostra um repertório de músicas autorais, além de composições de nomes como Caetano Veloso, Zé Kéti, Racionais MC’s e Rodrigo Campos. A apresentação tem ainda a participação especial da cantora Aninha Ferrini.

O EP Wilson Alves surgiu, segundo o artista, de uma necessidade pessoal de falar um pouco sobre a força e o universo da periferia. “Eu sempre morei no Capão Redondo e comecei a compor cedo, aos 13 anos”, conta Wilson. “Esse tema sempre foi recorrente na maioria das minhas composições, que falam sobre a periferia como lugar, espaço físico e ambiente, mas também sobre os seus personagens, suas histórias de vida e sobre o que tenho vivido ali nesse tempo todo.”

Composto de seis canções autorais com formações instrumentais diferentes, o repertório do disco reflete as várias referências e influências musicais do artista, que foi aluno da Escola do Auditório de 2007 a 2012, onde se formou em canto. Com licenciatura em música, Wilson atua como assistente de regente do Coro da Escola (que tem como regente titular Daniel Reginato) desde 2013, é regente e arranjador de corais infantis, juvenis e adultos e professor de musicalizacão em diversas escolas de São Paulo.

“Minhas primeiras referências musicais na periferia foram o rap e o reggae”, conta. “Quando entrei na Escola do Auditório, conheci o samba, a MPB e outros gêneros que contribuíram muito para as minhas canções, que têm uma estética mais voltada para o rap, mas bem mais elaboradas no sentido harmônico e melódico”, explica. “Os discos de Vinícius Calderoni (Para Abrir os Paladares) e Rodrigo Campos (São Mateus Não É um Lugar Assim Tão Longe) também foram muito importantes para a criação do meu EP. Calderoni é um compositor paulistano que tem essa estética de usar uma instrumentação diferente. E o trabalho do Campos também fala sobre esse universo periférico.”

O cantor acrescenta que essa preocupação de trazer à tona, por meio da música, a reflexão sobre assuntos do cotidiano que são comuns à coletividade, acontece desde os tempos da Escola do Auditório. “Nosso trabalho com o Coro da Escola e nas aulas de canto sempre envolveu a discussão e a reflexão daquilo que estávamos falando”, conta. “Isso é primordial para quem faz arte e trabalha nessa área. Refletir e mostrar opções para outras pessoas que não tiveram essa oportunidade é muito importante.”

A respeito dos arranjos do disco, Wilson explica que eles foram feitos “meio no escuro”’. “Meu fazer artístico era ligado ao grupo vocal Seis Canta (que se apresenta dia 14 de abril no foyer do Auditório), do qual sou um dos integrantes”, conta. “Minhas composições estavam engavetadas até então. Eu já as tinha cantando, mas nunca escutado. Então, pedi ajuda aos amigos – que ouviram e opinaram sobre cada uma delas – e fui escrevendo os arranjos”, diz. “Tudo foi muito bem pensado para esse disco. Eu queria que ele tivesse mesmo a minha cara.”

*Músicos que acompanham Wilson Alves
Beatriz Pacheco (saxofone soprano), Danilo Rocha (saxofone alto), Jonatan Carvalho Goes (bateria), Kesia Pessoa (clarinete), Liw Ferreira (violão e guitarra), Luan Charles (trompete), Rogério Clementino (baixo) e Valber Oliveira (trombone).

O evento conta com interpretação na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

 

  • Dia:

    sexta 21 de abril de 2017

  • Horários:

    às 17h

  • Duração:

    60 minutos (aproximadamente)

  • Ingressos:

    Gratuito. Entrada por ordem de chegada ao foyer do Auditório Ibirapuera.

  • Classificação Indicativa:

    12 anos

  • bilheteria

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