sábado 20 de maio de 2017

Grupo Bongar

Grupo Bongar

O Grupo Bongar – formado por integrantes do terreiro da nação Xambá, do Quilombo Urbano do Portão do Gelo, em Olinda (PE) – sobe ao palco do Auditório Ibirapuera para fazer o show de lançamento em São Paulo do disco Ogum Iê!. O espetáculo conta com a participação especial de Gabriel da Xambá e do coro feminino da Xambá, formado por Tia Ziza da Xambá, Yngrid da Xambá e Laura da Xambá.

Com direção musical do maestro Letieres Leite, o álbum – homenagem de Guitinho da Xambá, vocalista do Bongar, ao orixá Ogum – é composto de oito faixas, sendo sete de autoria de Guitinho e uma com toadas para os orixás Exú e Ogum (captadas no toque religioso da Casa Xambá), na voz de Ivo da Xambá, babalorixá do Terreiro Xambá.

Ogum Iê! não é apenas um registro fonográfico, mas um projeto de preservação e valorização da criatividade musical desenvolvida pelos jovens do Grupo Bongar”, diz Guitinho da Xambá. “Ele carrega o sentimento de valorização da música negra desenvolvida pela juventude de terreiro de candomblé, conectada a um diálogo entre a tradição e a ressignificação das periferias do Brasil.”

O trabalho, o quinto da carreira do Bongar, apresenta a sonoridade dos tambores ancestrais unida ao som de instrumentos como flauta, violão, cavaquinho, baixo, guitarra, trompete, sax, acordeom e trombone, além de elementos experimentais como latas, antena de TV e tonéis de metal, revelando a atmosfera sonórica do orixá Ogum.

Selecionado pelo programa Rumos Itaú Cultural 2015-2016, o projeto Ogum Iê! – que resultou na gravação do disco – é fruto da pesquisa e da vivência do Grupo Bongar dentro do Terreiro da Xambá, especialmente durante os rituais religiosos.

Sobre o Grupo Bongar e a comunidade quilombola Xambá

Com 15 anos de história, completados em agosto de 2016, o Grupo Bongar é atualmente formado por Guitinho (voz e composição), Shirleno (alfaia, abê, yan e coro), Moisés (congas, ganzá, cobel, melê e coro), Thúlio (voz, caixa, prato, yan, melê e coro), Neta (abê, melê ancó, alfaia, ganzá, cobel, pandeiro e coro) e Beto (ganzá, pandeiro, congas, caixa, prato, cobel, melê e coro). Seus integrantes buscam preservar e valorizar a criatividade musical desenvolvida por jovens de comunidades de terreiro das periferias do país, mas dialogando com outros instrumentos e agregando sonoridades e valores melódicos contemporâneos.

A comunidade quilombola Xambá, situada no subúrbio da cidade de Olinda, é o primeiro quilombo urbano de Pernambuco reconhecido no país e o terceiro da Região Norte-Nordeste. Trata-se de um ponto de manutenção dos cultos afro-brasileiros e de encontro de diversas manifestações da pluralidade cultural pernambucana, como coco, maracatu, afoxé, ciranda e caboclinhos.

Sobre o Rumos Itaú Cultural

O programa Rumos, mantido pelo Itaú Cultural, completa 20 anos em 2017 e é um dos primeiros editais públicos do Brasil para a produção e a difusão de trabalhos de artistas, produtores e pesquisadores brasileiros. Com mais de 52 mil projetos inscritos, de todos os estados do país e do exterior, já contemplou mais de 1.300 propostas, em diversas áreas de expressão e pesquisa, das cinco regiões do país.

A apresentação conta com interpretação na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Compre aqui o seu ingresso.

 

 

  • Dia:

    sábado 20 de maio de 2017

  • Horários:

    às 21h

  • Duração:

    80 minutos (aproximadamente)

  • Ingressos:

    R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)

  • Classificação Indicativa:

    livre para todos os públicos

  • bilheteria

2017 Auditório Ibirapuera - Alguns direitos reservados