domingo 18 de março de 2018

Carne Doce

Carne Doce

Foto: Felipe Gabriel

A banda Carne Doce, formada por Aderson Maia, João Victor Santana, Macloys Aquino, Ricardo Machado e Salma Jô, sobe ao palco do Auditório Ibirapuera para fazer o show de despedida da turnê de Princesa (2016), o segundo álbum de sua carreira. O espetáculo marcará também o lançamento da versão em vinil do disco (com edição do selo EAEO Records).

“Lançar o trabalho em LP nesse momento coroa o final da turnê de Princesa”, fala a vocalista Salma Jô. “Como nele não cabem todas as faixas que existem no CD, nós tivemos que tirar algumas músicas [caso de “Carne Lab”, “Sombra” e “Pai”]”.

No repertório da apresentação, além das composições de Princesa – como “Amiga”, “Cetapensâno” e “Falo” –, não vão faltar músicas do disco anterior do quinteto (Carne Doce, 2014) e outras que farão parte de seu terceiro álbum – ainda em fase de produção e com previsão de lançamento para o segundo semestre deste ano.

“Nós estamos terminando de arranjar as músicas do disco, que ainda não tem nome”, conta Salma. “Ele não é conceitual, não foi baseado em nenhum tema específico. Mas eu sinto que, de uma forma geral, as músicas estão mais tristes, escuras, introspectivas e menos agitadas e ansiosas que as dos álbuns anteriores.”

A cantora acrescenta que entre os motivos para que o novo trabalho seja produzido de maneira “menos solar” está o momento político e social do Brasil e do mundo, além de algumas experiências pelas quais a banda, em geral, e Salma, em particular, passaram com Princesa – que aborda em suas letras temas como o feminismo, o feminino e a política.

“As pessoas estão vivendo um misto de muita ansiedade com muita falta de sentido por causa do contexto da internet. Existe uma geração que já nasceu nesse mundo tão estimulante, competitivo e com mil coisas acontecendo ao mesmo tempo, mas com poucas coisas que realmente dão sentido à vida. E isso se reflete no nosso trabalho”, diz a vocalista. “Com o Princesa, percebi que me atrevi muito e assumi responsabilidades que não estava esperando. Entrei num terreno muito complexo e conflituoso, que é o terreno da política, do feminino e do feminismo. Não me arrependo disso, mas foi uma experiência muito forte ver essa idolatria (ora positiva, ora negativa) e sentir essa cobrança não só como letrista, mas como militante, artista, pessoa mesmo.” Ela continua: “Criaram uma expectativa muito maior do que a que pensei que teria que cumprir com esse trabalho. E essa confusão, essa dificuldade e esse ressentimento também vão ser refletidos no nosso terceiro disco”.

O quinteto de Goiânia, que em 2017 participou de vários festivais Brasil afora – como Popload, Bananada, Mada, Barulhinho e Vaca Amarela –, já está confirmado neste ano para o Faro (Circo Voador, Rio de Janeiro, 9 de março), o Saravá (Florianópolis, 11 de março) e o Bananada (Goiânia, 12 de maio), entre outros eventos, e diz que em 2018 espera se apresentar em regiões do país onde ainda não tocou, aumentando cada vez mais o seu público e crescendo como grupo.

“O ano de 2017 foi muito bom, porque nós ampliamos o nosso público, dobramos a nossa agenda e a banda cresceu bastante”, fala Salma. “Com esse terceiro disco que está por vir, ficamos com mais responsabilidade, com mais ansiedade em manter esse público e a boa crítica que conquistamos. A ideia é tocar nos lugares em que ainda não tocamos, como no Norte do país, e fazer mais apresentações no Nordeste.”

A apresentação conta com interpretação na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Compre aqui o seu ingresso.

  • Dia:

    domingo 18 de março de 2018

  • Horários:

    às 19h

  • Duração:

    90 minutos (aproximadamente)

  • Ingressos:

    R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)

  • Classificação Indicativa:

    14 anos

  • bilheteria

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