sábado 31 de março de 2018

Música no Foyer | gRUPO êBA!

Música no Foyer | gRUPO êBA!

Foto: Lais Gouvea

Formado por Amanda Lioli, Brunna Talita e Li Albano, o gRUPO êBA! – que estuda a cultura popular da infância e a cultura surda – traz para o foyer do Auditório Ibirapuera Pé de Sonho e Outras Histórias, espetáculo interativo de contação de histórias narrado em português e na Língua Brasileira de Sinais (Libras). A apresentação, intermeada por brincadeiras e com acompanhamento percussivo e visual, conta com a participação especial das também contadoras de histórias Catharine Moreira (Libras) e Laruama Alves (português e Libras) e do músico Renato Ribeiro (violão).

“Pela primeira vez nós vamos apresentar o espetáculo com mais pessoas, com um acompanhamento musical mais encorpado e com um novo formato. Ele marca outra etapa do grupo, que passa a ter outro olhar para contar histórias”, fala Li Albano. “Cath, Laru e Renato têm trabalhado conosco e acrescentado muito. O encontro com uma atriz e contadora surda (Catharine) é importante para as pessoas verem uma artista surda se apresentando e para todos nós, que juntos acabamos trocando e nos comunicando melhor. Isso também tira um pouco o surdo do lugar de apenas espectador.”

A apresentação reúne as narrativas “Pé de Sonho” (do livro homônimo lançado pelo grupo, em 2015), “João Esperto Leva o Presente Certo” (adaptada do livro homônimo de Candace Fleming e G. Brian Kara) e “O Fantasma Amarelo” (adaptada do livro A Arte de Ler e Contar Histórias, de Malba Tahan). Há interação do grupo com o público.

“ ‘O Fantasma Amarelo’ fala sobre uma princesa que encontra um fantasma. Sem saber o que fazer, ela pede ajuda ao seu pai. O rei decide então pregar uma peça nele”, explica Li. “ ‘João Esperto Leva o Presente Certo’ conta a saga de um menino pobre que foi convidado para a festa de uma princesa. Como não sabia o que levar de presente, ele faz um bolo todo enfeitado. Mas no caminho até o castelo acaba passando por vários percalços e aventuras. Já ‘Pé de Sonho’ é sobre uma menina que começa a sentir uma coceirinha na cabeça e tenta descobrir o que está causando aquilo.”

O gRUPO êBA! surgiu em 2012 depois que Li, Amanda e Brunna se conheceram em um curso no Instituto Brincante, em São Paulo. A ideia das artistas foi juntar contação de histórias, brincadeiras e Língua Brasileira de Sinais como recurso artístico e estético, já pensando a narração como um encontro do português com a Libras. O intuito do trio é apresentar aos ouvintes a realidade da cultura surda de forma lúdica e interativa, em todas as ações que desenvolve (apresentações, oficinas e workshops), mas sempre com a preocupação de como colocar as brincadeiras para o público surdo.

A contadora acrescenta que foi Amanda (que também é pedagoga) quem propôs fazer as apresentações do êBA! em Língua Brasileira de Sinais e em português, já que estava estudando para ser intérprete de Libras. Na época, Brunna (também pedagoga) já atuava na carreira de contadora de histórias, mas sem envolvimento com a comunidade surda. E a própria Li, que é psicóloga e também estudante de Libras, estava começando a fazer pesquisa na área da surdez e pensando em como utilizar música para brincar com os surdos.

“Achei bacana a ideia de pensar em apresentações que desde o princípio estivessem voltadas para o público surdo. Sempre achei a língua de sinais muito forte e artística. Mesmo para quem não conhece é muito bacana ver. Então, pegamos um livro de história infantil e tentamos montar um espetáculo. Deu muito certo”, diz Li Albano. “No geral, o que acontece é o ouvinte conseguir brincar com os sinais mesmo sem saber Libras. Muitos adultos e crianças saem da apresentação sabendo fazer vários deles. E nós não paramos para ensinar, o objetivo não é ter uma aula de Libras. Mas enquanto interagem, no clima da brincadeira, a comunicação e o aprendizado acontecem.”

 

 

 

  • Dia:

    sábado 31 de março de 2018

  • Horários:

    às 16h

  • Duração:

    90 minutos (aproximadamente)

  • Ingressos:

    Gratuito. Entrada por ordem de chegada ao foyer do Auditório Ibirapuera.

  • Classificação Indicativa:

    livre para todos os públicos

  • bilheteria

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