sábado 15 de setembro de 2018

Quartabê

Quartabê

Foto: Ilana Bar

A banda Quartabê – formada por Joana Queiroz (clarinete e clarone), Maria Beraldo (clarinete e clarone), Mariá Portugal (bateria) e Chicão (teclas) – sobe ao palco para fazer o show de lançamento de Lição #2: Dorival (Natura Musical/Risco), o terceiro disco de sua carreira.

Diferente dos trabalhos anteriores – Lição #1: Moacir Santos (2015) e Depê (2017) –, que apresentam releituras instrumentais das composições escolhidas para o repertório, Lição #2: Dorival levou o quarteto a trilhar um novo caminho. O processo de pesquisa da obra de Dorival Caymmi fez o grupo optar pela mistura de trechos de várias músicas do compositor, cantor, poeta e violonista baiano, em vez de fazer releituras para a sua obra, o que acarretou a criação de uma peça única, repleta de temas e improvisação.

“Esse disco se tornou um trabalho de composição inspirado no universo do Dorival”, explica Joana Queiroz. “Nós selecionamos algumas músicas, começamos a tocá-las e ficamos pensando o que fazer com elas. Nesse processo, percebemos que cada canção trazia um elemento muito forte, como um ponto de referência que nos chamava mais atenção. Então, ao invés de tocar músicas inteiras, selecionamos vários trechos de diversas composições e fizemos improvisações com eles”, conta. “Depois, observamos o que funcionava e criamos uma grande suíte, que mistura várias músicas do Dorival. Por isso, pela primeira vez, também nos colocamos como autores.”

Joana Queiroz acrescenta que o álbum tenta retratar o universo musical do mestre Dorival Caymmi – influenciado por temáticas como vida baiana, motivos folclóricos, candomblé e nuances da cultura afro-brasileira e pela figura do pescador e do mar – de uma maneira mais contemporânea e com “a cara da banda”, que sempre apresenta a música instrumental de forma não jazzística tradicional e com sonoridades e arranjos marcados por referências diversas.

“Quisemos recriar um pouco desse universo ritualístico do Dorival, que tem muito a ver com repetição. Ele estava muito dentro desse contexto do candomblé, da música afro-brasileira, assim como o Moacir Santos. Mas como não é do nosso universo resolvemos fazer do nosso jeito, tentando aproximar tudo isso da nossa realidade”, fala Joana. “Decidimos que uma das formas de fazer essa aproximação seria por meio da música eletrônica, que também tem essa coisa de repetição, da dança, de a pessoa entrar um pouco ‘no transe’ ”, diz. “Trazemos ainda referências da música contemporânea erudita, em alguns momentos. E um dos nossos diferenciais é justamente apresentar a música instrumental sem aquela característica mais jazzística. Fazemos a função do baixo com os clarones, o synth bass e a MPC, o que também torna nosso trabalho um pouco mais moderno”.

Na ocasião do show, será lançada ainda uma publicação em quadrinhos, ilustrada pela artista Deborah Salles, que fala sobre o processo de criação e gravação do disco. Segundo Joana Queiroz, essa foi uma experiência única e emocionante para a Quartabê, que se viu retratada com propriedade.

“Decidimos que para esse material não fazia sentido contar didaticamente a história do Dorival Caymmi, que já é conhecida do grande público. Então, optamos por mostrar todo o processo do disco, desde a concepção até a realização”, conta Joana. “A Débora esteve presente nos ensaios e foi se aproximando da banda, desenhando, escrevendo sobre nós. Ficou lindo! A forma como ela nos retratou ficou muito próxima do real. Ela foi muito sensível. Foi uma experiência muito emocionante.”

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  • Dia:

    sábado 15 de setembro de 2018

  • Horários:

    às 21h | Abertura da casa: 90 minutos antes do espetáculo

  • Duração:

    60 minutos (aproximadamente)

  • Ingressos:

    R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)

  • Classificação Indicativa:

    livre para todos os públicos

  • bilheteria

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