sexta 21 de setembro de 2018

Romulo Fróes

Romulo Fróes

Foto: Luan Cardoso

O cantor e compositor Romulo Fróes faz o show de lançamento de O Disco das Horas, oitavo álbum de sua carreira, acompanhado por uma banda formada por Allan Abbadia (trombone), Amilcar Rodrigues (trompete e flugelhorn), Daniel Oliveira (clarone), Fábio Sá (baixo acústico), Filipe Nader (sax barítono e alto), Juliana Perdigão (clarinete, clarone, flauta e voz), Pedro Gongom (bateria), Rodrigo Campos (guitarra) e Thiago França (sax tenor e flauta) – que também é autor dos arranjos e assina a direção musical.

Cada canção do novo trabalho é intitulada como uma hora específica, que vai da “Primeira Hora” à “Décima Terceira Hora”. Segundo o cantor, a história de O Disco das Horas foge das demais de sua trajetória artística, já que o material utilizado para compor o álbum “caiu em suas mãos” sem que ele esperasse por isso. Ele conta que desde o final de 2016 estava pensando em produzir um novo trabalho, quando de repente, em janeiro de 2017, recebeu por e-mail um conjunto de letras enviadas pelo parceiro musical e amigo Nuno Ramos. Em sequência, divididas em números (numa espécie de capítulos), essas letras conversavam entre si, descrevendo a jornada amorosa de um casal.

“Resumidamente, nesse e-mail o Nuno disse que estava em uma escala em Roma, esperando o voo, e aproveitou para escrever. Ele não sabia muito bem, naquele momento, se eram várias letras ou uma letra só, como se fosse uma suíte, um poema dividido em partes”, conta Romulo. “Ele mandou as primeiras oito letras, que compus imediatamente. Depois, chegaram mais quatro. E ele ainda resolveu enviar uma 13a, que acabou sendo musicada pelo Clima, outro grande parceiro meu.”

A respeito da sonoridade, Romulo explica que o álbum traz influências suas, como a das orquestras brasileiras, e de Thiago, mais jazzísticas, mas que são apenas referências. “Composto o repertório, chamei o Thiago França e dei total liberdade para arranjar as músicas, passando, é claro, minhas referências pessoais, as que eu achava ter a ver com o que eu queria para esse trabalho, sobretudo as gravações de Jamelão cantando Lupicínio Rodrigues acompanhado pela Orquestra Tabajara – que eu considero a santíssima trindade do meu pai, a quem o disco é dedicado”, fala Romulo. “O Thiago acrescentou as dele, que passam por outras orquestras e por arranjadores brasileiros como Moacir Santos e Tom Jobim, mas também pelo jazz, gênero com o qual ele tem proximidade, e sobretudo, nesse trabalho, por discos de artistas como Charles Mingus, Gil Evans e Miles Davis.”

Romulo destaca ainda que uma das curiosidades do trabalho é que, ao escutá-lo por completo, a sensação do ouvinte é de um grande looping infinito. “Ao escrever os arranjos, o Thiago obedeceu à ordem enviada pelo Nuno, pensando os arranjos individuais de cada canção, em uma sequência que formasse um único arranjo para o disco todo, reforçando o caráter de suíte imaginado por Nuno. Tanto que o tema melódico que abre a ‘Primeira Hora’ é o mesmo ouvido ao fim da ‘Décima Terceira Hora’”, explica. “Se você ouvir o álbum inteiro na sequência em que ele foi concebido, é como se ele estivesse em looping. Um correspondente poético inscrito no arranjo que dialoga diretamente com o último verso de O Disco das Horas: ‘me leva até o começo’.”

A apresentação conta com interpretação na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Compre aqui o seu ingresso.


 

 

  • Dia:

    sexta 21 de setembro de 2018

  • Horários:

    às 21h | Abertura da casa: 90 minutos antes do espetáculo

  • Duração:

    90 minutos (aproximadamente)

  • Ingressos:

    R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)

  • Classificação Indicativa:

    livre para todos os públicos

  • bilheteria

2018 Auditório Ibirapuera - Alguns direitos reservados