sexta 8 de março de 2019

Drik Barbosa

Drik Barbosa

Foto: Luciana Faria

A cantora e compositora Drik Barbosa, integrante do coletivo Rimas & Melodias, sobe ao palco – acompanhada pelo DJ Faul, pela backing vocal Kelly Souza e pelo multi-instrumentista Rodrigo Santos – para apresentar as músicas de Espelho (2018), seu primeiro EP. O show conta com a participação das cantoras Bia Ferreira e Yzalú e do grupo Slam das Minas.

“Será um encontro de mulheres que estão lutando, em várias vertentes, por uma coisa só: o respeito pela nossa liberdade e segurança enquanto mulher, e pela nossa voz, que é silenciada, enquanto mulher preta”, diz Drik Barbosa. “Além de ser uma data que marca a luta de muitas de nós [8 de março é o Dia Internacional da Mulher], é importante ter no palco, nesse dia, mulheres que se expressam por meio da arte, passando a nossa mensagem, que é de luta, de autoestima, de que somos livres para cantar, criar, ter nossa opinião e nossos corpos respeitados em todo lugar.”

O repertório da apresentação é composto das músicas de Espelho, todas autorais, que transitam pelo rap e pelo R&B – como “Inconsequente”, “Banho de Chuva”, “Melanina” e a faixa-título –, alguns singles e colaborações que a rapper fez ao longo de sua carreia, além de canções das artistas convidadas.

“Como minha linguagem e mensagem são bastante parecidas com as da Bia, da Yzalú e do Slam das Minas, funciona bem mesclar os versos das nossas composições no repertório do show”, explica Drik. “Espelho fala muito sobre identificação, sobre minhas vivências, que podem ser as mesmas de outras mulheres, já que são questões que todas temos de enfrentar, seja em maior ou menor escala. Escrevi esse trabalho para isso. Ele comunica a partir da música.”

Sobre o espaço que vem sendo dado às mulheres na música, em geral, e no cenário hip-hop, em particular, a cantora diz que ele vem crescendo, mas ainda está longe do ideal. Segundo ela, falta respeito com a presença, a mensagem e a opinião das mulheres não só no meio musical, mas também na sociedade como um todo, além do reconhecimento do trabalho feminino.

“Temos uma minoria de mulheres atuando na música brasileira e no rap não é diferente. Ainda mais por ser um gênero majoritariamente masculino. Até quem não acompanha o movimento hip-hop tem essa noção de que, quando você fala em rapper ou MC, sempre vem primeiro um homem à cabeça. Mas são muitas as artistas trabalhando nesse meio, apesar do pouco espaço”, fala Drik. “Dentro do rap, criamos caminhos para poder cantar e passar a nossa mensagem, já que as nossas questões são silenciadas – principalmente, as da mulher preta. Então, precisamos melhorar a sociedade para melhorar a nossa luta dentro da arte, da música. Isso é cultural, não é simples de solucionar. Depende de um todo”, fala. “É preciso que as outras pessoas comecem a perceber e respeitar aquilo que nós temos feito.”

A apresentação conta com interpretação na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Compre aqui o seu ingresso.

  • Dia:

    sexta 8 de março de 2019

  • Horários:

    às 21h | Abertura da casa: 90 minutos antes do espetáculo

  • Duração:

    70 minutos (aproximadamente)

  • Ingressos:

    R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)

  • Classificação Indicativa:

    livre para todos os públicos

  • bilheteria

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