27 de maio de 2012

OCAM – Orquestra de Câmara da ECA – USP

OCAM, Orquestra de Câmara da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, realiza mais dois concertos, últimos de uma agenda de quatro apresentações no mês de maio.

O solista convidado é o gaitista italiano Gianluca Littera, o repertório brasileiríssimo, de compositores como Cartola (1908-1980), Tom Jobim (1927-1994), César Camargo Mariano (1943), Edu Lobo (1943) e Milton Nascimento (1942). Na regência, o maestro Gil Jardim.

A OCAM foi criada em 1995 pelo maestro Olivier Toni, com o propósito de dar suporte às atividades pedagógicas desenvolvidas no Departamento de Música, propiciando, aos alunos de instrumentos, a prática necessária rumo a uma profissionalização competente. Através do programa Santander Universidades, tem o patrocínio do banco Santander desde 2001 e também é patrocinada pela Escola de Comunicações e Artes (ECA/USP) desde 2010. A Ocam tem direção artística e regência titular do maestro Gil Jardim.

O italiano Gianluca Littera descobriu sua paixão pela harmônica cromática ainda na adolescência e tornou-se um dos poucos solistas renomados desse instrumento, transitando pela música clássica, jazz e música brasileira.

É regularmente convidado como solista de orquestras como Kremling String Orchestra (Rússia), Orquestra Sinfônica de Bilbao (Espanha), Milano Classica e Haydn Orchestra Bolzano (Itália), por exemplo.

Sua participação em nossa música data de 2003, quando foi convidado a tocar Concerto para harmônica e orquestra (Villa-Lobos), com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), dirigida por John Neschling. Tocou e gravou, depois, com Banda Mantiqueira, Ivan Lins, Chico Buarque, Dori Caymmi e MPB-4.

Gianluca frequentemente colabora com o prestigiado compositor italiano Enio Morricone, que escreveu especialmente para ele a obra para harmônica e orquestra de câmara Immobile n° 2 e a trilha sonora, também para harmônica e orquestra Immobile n° 3, que inclui alguns dos mais famosos temas de filmes compostos por Morricone, como Os Intocáveis, A Ilha e Investigação de um cidadão acima de qualquer suspeita.

O maestro Gil Jardim é graduado na ECA-USP e tornou-se docente dessa mesma universidade no final de 1984. Desenvolve uma carreira profissional versátil e arrojada, unindo a performance como maestro, a docência, a pesquisa e ainda escreve música para seus projetos especiais. É autor do livro O Estilo Antropofágico de Heitor Villa-Lobos (1985), editado pela Philarmonia Brasileira/VIVO.

Desde 2001 é o Diretor Artístico da OCAM-ECA/USP. A evolução técnica e artística do grupo pode ser sentida ao longo desse período, ampliando as possibilidades pedagógicas do Departamento de Música. Entre os grupos brasileiros que já dirigiu estão a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, Orquestra de Câmara da OSESP e Orquestra Sinfônica Petrobrás. No Exterior, podemos citar a Brooklyn Academy of Music Symphony Orchestra (Nova York) e a Royal Phillarmonic Concert Orchestra (Londres); Camerata Mexicana e Orquestra de Camara Mayo (Buenos Aires).
Na chefia do Departamento de Música da ECA-USP, criou e foi o diretor geral de festivais internacionais de grande repercussão como o Festival Ex Toto Corde (cordas) e Festival Leo Brower I, II e III (com a presença do compositor cubano).

Em 2010, dirigiu o Concerto de comemoração aos 50 anos de Brasília, no Teatro Nacional (Brasília), com o percussionista Naná Vasconcelos, Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro e coro de 120 crianças de Angola, Brasil e Portugal do projeto Língua Mãe, com patrocínio da Petrobras.

Em 2011, voltou a dirigir a Orquestra Jazz Sinfônica, depois de um hiato de mais de 10 anos, tendo como solista o bandolinista Hamilton de Holanda para a realização do Concerto The Mediterranean, de John McLaughlin. Nesse mesmo ano, fez a direção geral do III Festival Internacional de Violão Leo Brouwer.

Programa:

Suíte Milagre dos Peixes (Milton Nascimento/ Arr.: Nelson Ayres)

Intervalo (15 min.)

Flor de Lis (Djavan/ Arr.: Gil Jardim)
Choro Negro/As Rosas não falam (Paulinho da Viola/Cartola/ Arr.:Gil Jardim)
Queimada & Jongo (Paulo Bellinati / Arr.: Gil Jardim)
Vento em Madeira (Léa Freire / Arr.: Léa Freire)
Beija-Flor (César Camargo Mariano / Arr.:Gil Jardim)
Olha Maria (Antonio Carlos Jobim / Arr.: Adail Fernandes)
Nada Sem Você (Ivan Lins / Arr.: Gil Jardim)
Beatriz (Edu Lobo/Chico Buarque / Arr.:Gil Jardim)
Vera Cruz (Milton Nascimento/Fernando Brant / Arr.:Gil Jardim)

Solista convidado: GIANLUCA LITTERA, gaita (Itália)
Regência: Maestro GIL JARDIM

  • Dia:

    27 de maio

  • Horários:

    Domingo, 11h

  • Duração:

    60 min (aproximadamente)

  • Ingressos:

    GRATUITO. Plateia externa do Auditório Ibirapuera

  • Classificação Indicativa:

    Livre para todos os públicos

  • bilheteria

2018 Auditório Ibirapuera - Alguns direitos reservados