Como a hanseníase afeta os nervos?

Perguntado por: exisco4 . Última atualização: 18 de maio de 2023
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A manifestação mais precoce da hanseníase é o envolvimento do nervo cutâneo, resultando primeiramente em perda da sensação térmica e evoluindo para envolver outros sintomas maiores, como dor e tato afetado.

Podem aparecer nervos engrossados e doloridos, diminuição de sensibilidade nas áreas inervadas por eles: olhos, mãos e pés, e diminuição da força dos músculos inervados pelos nervos comprometidos. Essas lesões são responsáveis pelas incapacidades e deformidades características da hanseníase.

Sinais e Sintomas
Dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, inchaço de mãos e pés. Diminuição da força dos músculos das mãos, pés e face devido à inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos. Úlceras de pernas e pés.

“Uma das principais sequelas da hanseníase é a perda parcial ou total e irreversível da sensibilidade em mãos e pés. Isso é um perigo para a qualidade de vida do paciente.

A neuropatia da hanseníase resulta, principalmente, de um processo inflamatório dos nervos periféricos, cuja intensidade, extensão e distribuição dependem da forma clínica, da fase evolutiva da doença e dos fenômenos de agudização durante os episódios reacionais, ou seja, a reação tipo 1 ou reação reversa (RR) e a ...

– manchas brancas ou avermelhadas, geralmente com perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato; – áreas da pele aparentemente normais que têm alteração da sensibilidade e da secreção de suor; – caroços e placas em qualquer local do corpo; – diminuição da força muscular (dificuldade para segurar objetos).

Tipos de Hanseníase
Por fim, existe o tipo de hanseníase virchowiana que é o mais grave e a forma mais disseminada da doença. O paciente diagnosticado nesse estágio sofre com a dificuldade de separar a pele normal da contaminada pelas lesões.

O período de incubação da doença, ou seja, tempo em que os sinais e sintomas se manifestam desde a infecção, dura em média de 2 a 7 anos. Assim que os sinais aparecem, progridem lentamente. “A hanseníase não mata, mas pode causar incapacidade física.

A Hanseníase é uma doença infecciosa que atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz.

Baseado na metodologia de PCR, o Kit NAT Hanseníase obteve registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O exame detecta o DNA do bacilo Mycobacterium leprae, causador do agravo, e pode facilitar a detecção precoce da doença, que atinge, em média, 27 mil pessoas por ano no Brasil.

A principal causa da hanseníase é a bactéria Mycobacterium leprae, também conhecida como bacilo de Hansen. É um parasita que atinge, principalmente, os tecidos epiteliais e nervosos. A infecção ocorre por meio de vias respiratórias ou secreções, até se instalar nos nervos periféricos e no tecido epitelial do doente.

É assegurado o direito de receber auxílio doença e se afastar do trabalho durante a realização do tratamento para a hanseníase. Em casos mais graves, se a doença invalidar permanentemente para o trabalho, a pessoa tem direito à aposentadoria por invalidez.

A hanseníase está na lista de doenças graves que possibilitam ao segurado obter o benefício de Aposentadoria por Invalidez, hoje chamada incapacidade permanente, sem cumprir o período mínimo de carência, que é o tempo mínimo que o indivíduo tem que contribuir para ter direito a um benefício.

A hanseníase e a Polineuropatia Amiloidótica Familiar (PAF) são duas doenças bastante distintas em suas causas e tratamentos, mas fáceis de serem confundidas por apresentarem sintomas parecidos.

“Os indivíduos que abandonam o tratamento da hanseníase podem não ser curados, podendo apresentar novamente os sinais e sintomas da doença, contribuindo para aumento da transmissão e também para o desenvolvimento de formas mais graves e/ou resistentes ao tratamento”, descreve o pesquisador.

Hanseníase virchowiana ou lepromatosa é um dos casos que se desenvolve para um quadro mais grave, provocando a anestesia dos pés e mãos, feridas que podem causar deformidades, atrofia muscular e lesões elevadas na pele. Nesta forma, a doença pode acometer também os órgãos internos.

Vários efeitos colaterais são atribuídos à dapsona9 10, entre os quais: gastrite, cefaléia, fotodermatite, metahemoglobinemia, anemia hemolítica, agranulocitose, hepatite, síndrome sulfona, neuropatia periférica e síndrome nefrótica.

É uma das doenças infecciosas mais comuns associadas ao sistema nervoso periférico. A condição afeta principalmente os nervos das extremidades, a pele, o revestimento do nariz e o trato respiratório superior. Além de produzir úlceras na pele, danos nos nervos e fraqueza muscular.

Os sintomas da neuropatia periférica podem incluir formigamento, dormência e dor nas áreas afetadas. Em casos graves, tendem a causar fraqueza, perda de sensibilidade e dificuldade para mover as regiões do corpo comprometidas.

O Neurologista, em particular o que realizou especialização em doenças neuromusculares, avalia, investiga as etiologias e fatores associados as doenças do sistema nervoso periférico e propõe o tratamento direcionado para cada caso.

Manchas avermelhadas, esbranquiçadas e alteração na sensibilidade da pele: essas são algumas características da hanseníase. A doença que não causa dor física e sim feridas na alma. O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de casos.