Como é feito o teste para saber se a medula é compatível?

Perguntado por: ogil9 . Última atualização: 31 de maio de 2023
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A compatibilidade necessária nos transplantes de medula chama-se HLA (Human Leukocyte Antigen). O exame de HLA é feito por laboratórios especializados em uma amostra de sangue simples, como as que são coletadas para fazer um hemograma.

Como se trata de herança genética, a chance de ser compatível é de 25% por irmão. Portanto, quanto mais irmãos houver, maior a probabilidade de um encontrar um doador nesse grupo familiar. Atualmente, porém, a tendência é existirem famílias cada vez menores.

Entre três e cinco semanas após o transplante, muitos pacientes já conseguiram se recuperar de maneira suficiente para deixar o hospital. O paciente é liberado quando a medula óssea estiver produzindo número suficiente de glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas saudáveis e quando não há complicações.

Ela é denominada de Doença de Enxerto Contra Hospedeiro (DECH) ou GVHD(graft-versus-host disease do inglês), popularmente conhecido como rejeição. Acontece que as células do paciente reconhecem as células do doador como 'estranhas' e desencadeiam uma resposta imunológica contra o organismo do paciente.

O procedimento de coleta das células-tronco da medula óssea é seguro, contudo, podem ocorrer complicações relacionadas à anestesia e à coleta propriamente dita, como dor local, que é facilmente controlada com analgésicos comuns, e anemia, relacionada ao volume retirado, mas que em geral é leve e de fácil controle.

Transplante de medula óssea
O transplante de medula pode apresentar o valor de R$300 mil a R$600 mil. Esse custo está relacionado aos procedimentos laboratoriais, que exigem uma verba maior.

O exame é feito por método molecular. É útil para avaliação da compatibilidade entre receptor e doador potencial, sendo possível estabelecer se há identidade para um, dois ou nenhum dos haplótipos.

Punção: Procedimento realizado sob anestesia em que a medula óssea é retirada do interior do osso da bacia, por meio de punções. Requer internação de 24h, podendo ocorrer dor no local da punção, nos primeiros dias, que pode ser amenizada com uso de analgésicos. O tempo de recuperação ocorre em torno de 15 dias.

Pessoas com idade entre 18 a 54 anos e com a saúde em bom estado. um doador compatível no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME).

Estar em bom estado de saúde. Não ter doença infecciosa transmissível pelo sangue (como infecção pelo HIV ou hepatite) Não apresentar história de doença neoplásica (câncer), hematológica ou autoimune (como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide).

Boa tarde! Sabemos que quanto mais jovem o doador, maior a chance de sucesso do transplante, com menos complicações também. Por este motivo a idade limite foi alterada para 35 anos.

A doação só pode ser feita uma vez
Mito. A medula se regenera 15 dias após a doação e não há nenhum tipo de prejuízo à saúde do doador, por isso, o voluntário pode doar sem medo.

Não há chances da doação de medula óssea causar paraplegia porque ela é totalmente diferente da medula espinhal. A medula espinhal e o cérebro formam o sistema nervoso central e ela está localizada dentro da coluna vertebral, já a medula óssea preenche a cavidade interna de alguns grandes ossos.

O oncologista deve analisar o quadro de saúde do paciente e, em seguida, discutir com a pessoa e com a equipe médica se um segundo, ou até mesmo terceiro, transplante de medula óssea pode ser realizado.

O transplante de medula óssea é um tratamento indicado para doenças relacionadas com a fabricação de células do sangue e com deficiências no sistema imunológico. O procedimento é rápido, como uma transfusão de sangue, e dura em média duas horas.

Tratamento

  1. Medicamentos imunossupressores, para estimular a produção da medula óssea;
  2. Antibióticos, quando houver quadros de infecções, devido ao sistema imunológico comprometido;
  3. Transfusões sanguíneas, para aumentar a concentração das células que estiverem em baixa concentração.

“Já identificamos alguns fatores em comum entre esses pacientes. O primeiro deles é a necessidade de mais linhas de tratamento quimioterápico para entrar em remissão da doença. O segundo é não conseguir atingir remissão completa da leucemia antes do transplante.”

Prognóstico para lesões da medula espinhal
Quando não se consegue recuperar a capacidade funcional em 6 meses, é provável que a perda seja permanente. No entanto, vários estudos mostraram que a recuperação é possível em até um ano após a lesão.