Como era a mesa da ceia na época de Jesus?

Perguntado por: ipeixoto . Última atualização: 27 de maio de 2023
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Esqueça a boa e velha mesa: ao contrário do que achava Leonardo da Vinci, a Santa Ceia provavelmente aconteceu em torno de um triclínio, um móvel baixinho e em forma de U que era o mais empregado em celebrações da Antigüidade.

A ideia é que nunca falte alimentos para esta família. Ou melhor, que esta casa seja abençoada com abundância e prosperidade, por meio do trabalho de cada pessoa e representada com alimentos sobre a mesa ou na cozinha.

Pedro fez sinais a João, que se assentava junto a Jesus e que no momento reclinava a cabeça sobre o peito do Senhor, para que perguntasse qual seria o traidor.

A fermentação na época acontecia em grandes jarros de barro, chamados de ânforas, que eram enterrados no chão para manter a temperatura constante (igual ao método dos vinhos elaborados hoje na Geórgia). Ele era então armazenado em câmaras subterrâneas, onde a temperatura era fresca e estável.

Tinha como base o pão e o vinho, – vide a Santa Ceia – que ainda hoje são simbolicamente representados na Comunhão, momento mais importante da missa. Azeite de oliva era essencial e figos, tâmaras, romãs, nozes, grão de bico, lentilhas, queijos, cordeiro e carne de bode também eram bastante consumidos.

Jesus participa em dez refeições narradas no Evangelho de Lucas (Lc 5,27; 7,36; 9,10; 10,38; 11,37; 14,1; 19,1.5-7; 22,7; 24,30 e 24,42). Isso nos chama muito a atenção, pois indica a importância que o terceiro evangelista dedicava ao ato de alimentar-se.

Doze apóstolos sentados à mesa com Jesus Cristo.

Refeições para Jesus eram oportunidades naturais para conectar corações, aquecer almas e oferecer a Esperança. Ele se unia à “mesa” com a consciência da preciosidade do outro, da comunhão que o Pai quer ter e da presença do Espírito Santo. Mesa é um lugar de consciência: de quem somos, do próximo e da Trindade.

A mesa é um sinal de encontro e comunhão; ao mesmo tempo que sinaliza, ela realiza aquilo que sinaliza, ou seja, a inter-comum-união.

Através do princípio da mesa, a autora, que é uma das mais reconhecidas conferencistas e escritoras cristãs da América do Norte, destaca que o simples fato de abandonar um hábito como o de sentar-se à mesa e compartilhar a refeição faz com que o indivíduo acabe por se esquecer de valores considerados fundamentais na ...

Nesse dia, relembra-se a última ceia de Cristo com seus discípulos, ocasião em que Jesus instituiu a Eucaristia, isto é, o pão e o vinho passaram a simbolizar seu corpo e seu sangue.

Os Evangelhos não coincidem na data da sua realização, sendo apontada alternativamente no dia 14 de Nissan - o primeiro dia dos Ázimos (Evangelhos Sinópticos, ou seja, Mateus, Lucas e Marcos) - ou no dia anterior à Páscoa (São João), mas certamente na tarde anterior à morte de Cristo.

Eles estavam à mesa em meio à ceia da Páscoa quando o Senhor pegou um pedaço de pão, molhou provavelmente em uma tigela com molho de carne ou ervas e o deu a Judas.

Foram eles André, João, Simão Pedro, Filipe, Natanael, Tiago e Levi Mateus.

Bebendo do vinho, embriagou-se e se pôs nu dentro de sua tenda”. O vinho é uma bebida muito mais antiga que a chegada do Messias na terra, cerca de 4.000 a.C.. Quando nasceu Jesus, as bebidas mais seguras da época eram o vinho e a cerveja, por conta da contaminação da água.

Efetivamente, as bebidas alcoólicas são por várias vezes condenadas no decorrer dos textos bíblicos e, por isso, acredita-se que o vinho bebido na Última Ceia era apenas o sumo natural proveniente da uva e não possuía qualquer teor alcoólico.