Como funciona a mente de uma pessoa com esquizofrenia?

Perguntado por: ecurado . Última atualização: 20 de maio de 2023
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A esquizofrenia é uma doença mental, em que o sujeito pode confundir realidade com imaginário. Os olhos da mente de um esquizofrênico podem estar repletos de ilusões, pensamentos mágicos, superstições, mas também ansiedade, irritabilidade e um mal estar permanente, chamado disforia.

O processo esquizofrênico pode levar anos. Como já mencionei, na fase inicial, a sensação de que algo está acontecendo, mas o paciente não sabe o quê, é caracterizada por muita tensão e ansiedade.

"Os pacientes às vezes escutam vozes, escutam sons que não são reais. Eles podem ter discursos e comportamentos desorganizados. As alucinações mais comuns no caso de esquizofrenia são as auditivas. Nesse quadro, de fato, o paciente escuta vozes que mandam ele fazer alguma coisa.

A esquizofrenia é uma doença mental, em que o sujeito pode confundir realidade com imaginário. Os olhos da mente de um esquizofrênico podem estar repletos de ilusões, pensamentos mágicos, superstições, mas também ansiedade, irritabilidade e um mal estar permanente, chamado disforia.

A história natural da esquizofrenia pode ser dividida em quatro fases: pré-mórbida, prodrômica, progressão e estabilização.

Os principais sintomas da esquizofrenia
Os pacientes podem acreditar em fatos ou acontecimentos que não são verdadeiros e também podem pensar que estão sendo perseguidos. Já os negativos são isolamento social, dificuldades de falar, de organizar o pensamento e de expressar emoções e sentimentos.

Há diversos fatores que podem levar a um surto psicótico, entre eles as condições mentais ou psicológicas do indivíduo, problemas médicos e consumo excessivo de álcool e de outras drogas.

O transtorno psiquiátrico traz prejuízos nas funções cognitivas, na percepção, no afeto, no comportamento e nas atividades sociais. O professor Ary Gadelha, coordenador do Programa de Esquizofrenia da Universidade Federal de São Paulo, reforçou que a doença afeta as regiões associativas do conhecimento no cérebro.

O ideal é que …

  1. Não exista negação em relação à doença. ...
  2. Exista tentativa em entender o doente. ...
  3. Saber reconhecer os sintomas que indicam uma recaída. ...
  4. Buscar ajuda com quem entende do assunto. ...
  5. Evitar o sentimento de culpa. ...
  6. Saber como agir quando acontece uma crise. ...
  7. Ter muita paciência.

Normalmente, as alucinações e os delírios giram em torno do mesmo tema e se mantêm consistentes ao longo do tempo. O esquizofrênico paranoide também pode apresentar fala e escrita confusas, alterações no humor, mudanças na personalidade e desinteresse com a vida social, o que pode resultar em isolamento social.

Manter a calma é importante durante surto de esquizofrenia
O melhor a fazer nessas horas é manter a calma, tentar tranquilizá-lo e procurar o atendimento médico rapidamente. “A principal forma de evitar as crises é o tratamento adequado e a aderência ao tratamento farmacológico.

Os medicamentos antipsicóticos mais recentes (asenapina, clozapina, iloperidona, lurasidona, olanzapina, quetiapina, risperidona e ziprasidona) também bloqueiam os receptores da serotonina, que é outro neurotransmissor. Os especialistas acreditam que essa propriedade pode tornar esses medicamentos mais eficazes.

Existem vários outros caminhos que podem ajudar: Converse com outros ouvintes de voz – isso lhe dará a oportunidade de compartilhar experiências e aprender uns com os outros. Você pode se juntar ou criar um grupo de autoajuda. Ouvintes de voz dizem que é importante discutir suas vozes.

Dentre os fatores possivelmente relacionados à morte súbita nesses pacientes, podemos destacar: ocorrência de doença cardiovascular, a própria esquizofrenia, o uso de medicamentos antipsicóticos, síndrome metabólica e obesidade, estilo de vida inadequado e tabagismo.

Apoio familiar proporciona mais qualidade de vida a paciente com esquizofrenia. Inserir o paciente na sociedade é, de uma forma geral, um fator importante para a qualidade de vida. Uma família engajada no tratamento e que dê suporte ao esquizofrênico ajuda a obter resultados melhores.

A esquizofrenia denominada hebefrênica é a mais grave de todas e acomete mais indivíduos jovens, entre 15 e 25 anos de idade. O transtorno é marcado por sintomas como perturbação dos afetos, comportamento irresponsável e imprevisível, pensamento desorganizado e discurso incoerente.

“Os surtos mais comuns dos pacientes com esquizofrenia são caracterizados por agitação psicomotora, comportamento desorganizado e alterações de sensopercepção, como alucinações e delírios”, afirma a psiquiatra Cristiane Lopes.

Costuma ter início na adolescência (em alguns casos na infância), dificilmente ocorre após os 30 anos de idade. A hereditariedade pode ser um fator de risco maior, assim como o parto traumático (ou com sofrimento fetal) e o uso de drogas.