Como Kant divide o intelecto humano?

Perguntado por: aramos . Última atualização: 25 de maio de 2023
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Em Kant, há duas principais fontes de conhecimento no sujeito: A sensibilidade, por meio da qual os objetos são dados na intuição. O entendimento, por meio do qual os objetos são pensados nos conceitos.

Nesse sentido, Kant começa a esboçar os limites do conhecimento humano, mostrando que o conhecimento está com base naquilo que é possível conhecer, aquilo que pode ser dado na experiência sensível, além de observar que as estruturas espaço- temporal possibilitam a apreensão dos objetos sensíveis.

No campo moral, Kant formulou uma teoria chamada Metafísica dos costumes, baseada no imperativo categórico, que tenta desfazer qualquer relativismo moral empregando forças para descobrir as máximas ou leis morais universais.

O imperativo categórico em Kant é uma forma a priori, pura, independente do útil ou prejudicial. É uma escolha voluntária racional, por finalidade e não causalidade. Superam-se os interesses e impõe-se o ser moral, o dever. O dever é o princípio supremo de toda a moralidade (moral deontológica).

Para facilitar a compreensão, nos deteremos nos seguintes tipos de juízo: o juízo de fato, o juízo de valor e os juízos kantianos.

No campo da filosofia política Kant apresenta a ideia de Paz Perpétua, como sendo o resultado da história e garantida através da cooperação internacional. Kant defende a existência de Estados organizados pela lei e com a existência de governos republicanos.

"O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele." (Kant)

A Razão é a faculdade do incondicionado e seu limite para conhecer é o fenômeno. Logo, sem função na área do conhecimento, a Razão pensa objetos, ainda que não possam ser conhecidos. Para Kant, a Razão não constitui objetos, mas tem uma função reguladora das ações humanas.

A filosofia teórica de Kant conclui pela impossibilidade de o intelecto produzir conhecimento por si mesmo. A experiência é a origem do conhecimento e o entendimento possui o papel de organizador das informações da sensibilidade.

Os estudiosos do processo de conhecimento apontam para várias fontes, relacionadas de uma maneira ou de outra com as chamadas faculdades da alma ou do espírito humano, e compartilhadas algumas delas pelos animais, como veremos em seguida. Estes são: os órgãos dos sentidos, memória, a imaginação, a razão e a intuição.

A ética de Kant fundamenta-se única e exclusivamente na Razão, as regras são estabelecidas de dentro para fora a partir da razão humana e sua capacidade de criar regras para sua própria conduta. Isso garante a laicidade, independência da religião, e a autonomia, independência de normas e leis, da moral kantiana.

O próprio conceito do entendimento, mesmo não sendo derivado dos sentidos, não é inato, pois ele se origina “por ocasião da experiência”, como por exemplo, o conceito de causa e efeito, que, não fosse pela experiência, não seria percebido.

Conhecimento “a posteriori”, então, é sinônimo de conhecimento empírico. Conhecimento “a priori” é, por definição, aquele que não é conhecimento “a posteriori”. É dizer: é aquele cuja verdade ou falsidade não pode ser suficientemente fundada na experiência.

Esses conhecimentos podem ser classificados em cinco principais vertentes: conhecimento científico, conhecimento teológico, conhecimento empírico, conhecimento filosófico e conhecimento tácito.

Como diz Kant a razão é anterior à experiência (a priori). Já os conteúdos que a razão conhece e com os quais pensa dependem da experiência. “Assim, a experiência fornece a matéria (os conteúdos) do conhecimento para a razão e esta, por sua vez, fornece a forma (universal e necessária) do conhecimento.”[4].

A perspectiva ética de Immanuel Kant é original e diverge do contexto de sua época. A ação moral é livre e deve ser determinada apenas pela razão, por meio de uma vontade boa para que a regra escolhida como princípio da ação possa ser elevada à lei universal.