Como saber que o diabetes está controlada?

Perguntado por: ahilario . Última atualização: 27 de maio de 2023
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Além de se medir com frequência os níveis de glicose no sangue, uma das maneiras de se avaliar se o controle está sendo feito de forma adequada, é medir a hemoglobina A1C, que reflete o nível médio de açúcar no sangue nos últimos 2 a 3 meses, e também é conhecida como hemoglobina glicada ou HbA1C.

Manter a doença controlada é fundamental para que os seus efeitos não interfiram no dia a dia e não ocasionem complicações. A diabetes é uma doença que corresponde à diminuição da produção de insulina no corpo ou, a incapacidade de exercer a sua função corretamente.

É cuidando da alimentação, do peso, com atividade física e com uso dos medicamentos, que as taxas ficarão controladas”, pontua a médica endocrinologista e diretora clínica do CIDH, Marcela França. A especialista complementa que a educação e o acompanhamento profissional devem ser priorizados.

O estado de normalidade da glicemia em jejum é de 70 mg/dl a 100 mg/ld. Uma pessoa é classificada como pré-diabética ao medir a sua glicemia em jejum e atingir entre 100 e 125 mg/dl. Já aqueles que atingem a partir de 126 mg/dl são considerados diabéticos.

Tabela 1. Correlação entre glicemia de jejum e A1C. Adaptado de referência 1.

Hemoglobina glicada A1C< 7,0%
Glicemia pré-prandial70 a 130 mg/dl
Glicemia pós-prandial< 180 mg/dl

A prática de exercícios físicos, segundo a fisioterapeuta, ajuda no controle da glicemia por exigir consumo de glicose. Como na pessoa com diabetes tem mais glicose circulando no sangue, o exercício retira para ser consumido pelo músculo. Logo, se recrutamos mais músculos, maior será o consumo.

A glicose de jejum entre 100 e 125 mg/ dL é chamada de glicemia de jejum alterada. A partir de 126 mg/dL já temos o diagnóstico de diabetes. Na glicose sem jejum, valores acima de 140 mg/dL remetem ao diagnóstico de Intolerância à Glicose e acima de 200mg/dL, também temos o diagnóstico de diabetes.

O diabetes não tem cura, mas...
Em outros casos, exige o uso de medicamentos e/ou insulina para controlar a glicose; Tipo 1: essa variedade é sempre tratada com insulina, planejamento alimentar e atividades físicas, para ajudar a controlar o nível de glicose no sangue.

Normalmente depois de 2 horas da ingestão de uma refeição, nas pessoas normais acontece uma rápida elevação da secreção de insulina, alcançando picos máximos após 1 hora, mas depois de 2 horas a glicose fica em valores inferior a 140 mg/dl.

Se ocorre perda de peso suficiente para normalizar a gordura intra-abdominal/visceral, o estado de “não-diabetes” pode ser atingido e mantido. Assim, podemos dizer com segurança que o diabetes tipo 2 pode, sim, ser revertido.

Formas de tratamento
Inclusive, é praticamente impossível prever se a evolução vai, de fato, ocorrer. A boa notícia é que aproximadamente 2/3 dos pacientes conseguem reverter o quadro de intolerância à glicose para uma normal tolerância à glicose, ou seja, antes que a condição progrida efetivamente para o diabetes.

Alimentos que devem ser evitados
Arroz branco, snacks, massas folhadas, farinha de trigo branca, bolos, pães brancos, biscoitos, waffle; Frutas: melancia, frutas em calda, geleias de frutas e sucos de frutas; Frutas secas: tâmaras, figos, damasco, uva passa, ameixa; Cereais matinais que contém açúcar.

5 frutas para diminuir glicemia alta e glicose

  1. Morangos. Os morangos têm menos calorias e três vezes mais vitamina C do que as outras frutas em geral. ...
  2. Amoras. As amoras são repletas de antioxidantes, ricas em fibras e vitamina C, além de possuir poucos carboidratos e açúcar. ...
  3. Abacate. ...
  4. Arandos ou oxicoco. ...
  5. Mirtilos.

Evite álcool e cigarro. A ingestão regular de álcool eleva as taxas de glicose no sangue e sobrecarrega o fígado — que apresenta dificuldades em realizar um controle glicêmico mesmo sem a interferência da bebida.