Como tratar o transtorno Conversivo?

Perguntado por: alima . Última atualização: 18 de maio de 2023
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O tratamento do transtorno conversivo geralmente é multidisciplinar. Um dos pilares é o acompanhamento psiquiátrico, fundamentado no relacionamento médico-paciente transparente, confiável e consistente. A participação de um bom neurologista também é bem-vinda, uma vez que essa condição gera reflexos motores.

A crise conversiva constitui um motivo de urgência, outrora mais frequente mas ainda comum, manifestando-se tipicamente com um ou mais sintomas pseudo-neurológicos de tipo motor (esfera voluntária) ou sensorial – paralisia, cegueira, surdez, mutismo, parestesias, etc., de instalação súbita e frequentemente aparatosa.

Transtornos dissociativos estão associados a transtornos relacionados a trauma e estresse; (transtorno de estresse agudo e transtorno de estresse pós-traumático), que podem incluir sintomas dissociativos (p. ex., amnésia, flashbacks, entorpecimento, despersonalização/desrealização).

O que é a Conversão? A Conversão é uma condição em que sinais de agitação psicológica são sentidos de forma física. A condição é assim chamada para descrever um problema de saúde que começa com uma crise mental ou emocional (incidente assustador por exemplo) e converte-se para um problema físico.

Esse termo é utilizado para designar a forma sintomática da neurose em que o conflito psíquico se simboliza em sintomas corporais diversos, sejam eles de maior intensidade, como uma crise emocional com teatralidade, ou mais duradouros, como anestesias e paralisias histéricas.

A síndrome conversiva é entendida como a perda / alteração de alguma função motora ou sensorial que se assemelha com a presença de uma causa neurológica sendo responsável pelo quadro.

Sintomas. As pessoas com transtorno de conversão podem sofrer sintomas dramáticos como cegueira, visão dupla, fraqueza ou paralisia, espasmos musculares, convulsões, perda de equilíbrio, pele entorpecida, perda de memória, dificuldades de deglutição, tiques motores ou mesmo alucinações (entre muitos outros).

Enquanto as crises epilépticas convulsivas apresentam padrão estereotipado dos movimentos motores, com perda da consciência, uma convulsão conversiva varia de uma crise para outra, sem perda da consciência, embora com alterações do estado mental.

O tratamento varia de acordo com o transtorno dissociativo que a pessoa sofre. Em geral, psicoterapia pode ajudar bastante a elaborar os traumas e diminuir os sintomas, auxiliando a controlar melhor os estados dissociativos. No entanto, geralmente não há cura definitiva para esses transtornos.

Os transtornos dissociativos ou de conversão se caracterizam por uma perda parcial ou completa das funções normais de integração das lembranças, da consciência, da identidade e das sensações imediatas, e do controle dos movimentos corporais.

CID 10 – F44 – Transtornos dissociativos (de conversão)

Quais são as doenças mentais elegíveis para receber o benefício? Episódios depressivos, esquizofrenia, psicose não-orgânica não especificada, transtorno afetivo bipolar, transtorno depressivo recorrente, transtornos esquizoafetivos, transtornos mentais, etc.

Deste modo, se adotarmos a dicotomia mente-corpo, podemos dizer que o fenômeno em questão é eminentemente mental. Já o sintoma psicossomático seria um fenômeno diferente de uma conversão histérica, visto que o primeiro incide sobre o próprio corpo e não sobre a representação do corpo, como na histeria.

O tratamento psiquiátrico é realizado por meio de um diagnóstico com base no DSM (manual de transtornos mentais) e se dá com a prescrição de remédio aliado à psicoterapia. A função do remédio é a de amenizar os sintomas do paciente.

No século XIX, o tratamento ao doente mental incluía medidas físicas como duchas, banhos frios, chicotadas, máquinas giratórias e sangrias. Aos poucos, com o avanço das teorias organicistas, o que era considerado como doença moral passa a ser compreendido também como uma doença orgânica.

Dentro do campo das neuroses há basicamente três grupos de categorias pelas quais os processos de defesa se desenvolvem: a histeria, a obsessão e a fobia.

As neuroses são tratadas com psicoterapia e/ou psicanálise. A abordagem cognitiva-comportamental é a mais recomendada para o tratamento, pois trabalha na forma como a pessoa vê, sente e pensa em relação ao sofrimento e a dor emocional.

A histeria vem sendo objeto de estudo desde os primórdios da medicina, na Grécia Antiga com Hipócrates. O diagnóstico para a pessoa histérica era conhecido como neurose histérica ou histeria de conversão. Hoje o diagnóstico é nomeado como transtorno dissociativo ou conversivo.