É muito ruim ter HPV?

Perguntado por: rboaventura . Última atualização: 25 de maio de 2023
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É considerado uma infecção sexualmente transmissível (IST) e é a causa de mais de 70% dos casos de câncer de colo de útero (os tipos mais frequentes que culminam em tumores são o HPV 16 e o 18).

não é vergonhoso ter hpv. o que tem que buscar é tratar. tratar saber que se tá com lesão se não tá com lesão. e buscar aí o tratamento.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, são registrados 150 tipos de HPV, sendo que 13 são considerados condicionantes ao desenvolvimento de câncer, especialmente o de colo do útero, o qual estima-se 16.370 novos casos em 2018.

Não existe um tratamento específico para o vírus em si, mas felizmente, o nosso sistema imunológico costumar dar conta da eliminação do vírus. Quando isso não acontece e surge uma lesão pré-maligna relacionada ao HPV, podemos removê-las. Certamente, quando falamos em HPV, a palavra de ordem é prevenção com vacinação.

Assim como ocorre nas verrugas simples, a maioria das infecções pelo HPV que provoca verrugas genitais é subclínica. Cerca de 80 a 90% dos pacientes ficam livres do HPV de forma espontânea após 1 ou 2 anos, e muitos nem ficam sabendo que estiveram infectados, pois não chegaram a desenvolver verrugas aparentes.

Os subtipos de HPV listados como de alto risco oferecem elevadas chances de evolução para tumores malignos, quando se tornam uma infecção persistente, demandando acompanhamento especializado.

Devo me preocupar? Nem toda verruga na área genital é HPV. Cada caso deve ser avaliado com seu médico ginecologista/urologista, que pode pedir exames mais detalhados (como biópsia) para investigar melhor.

Você pode ter o vírus guardado no seu organismo (em fase latente) e desenvolver lesões anos depois, quando estiver com o seu atual namorado. Ainda, pode até ser que ele tenha de fato te transmitido o HPV, mas, pelo mesmo motivo, pode ter sido contaminado anos antes de vocês terem se conhecido.

Não é incomum uma reação de desespero quando se descobre estar infectada pelo vírus HPV. Seu mundo acaba e o stress emocional e a ansiedade tomam conta de sua vida. E todos esses medos e angústias são justificados pelo seu desconhecimento sobre essa infecção.

Converse com seu parceiro(a) para procurar uma avaliação médica imediatamente e realizar o tratamento logo no início, receber todas orientações e informações, evitando problemas futuros. E você também procure sua ginecologista para esclarecimentos maiores sobre o assunto.

O artigo 130 do Código Penal descreve o delito de perigo de contágio venéreo, que consiste no ato de colocar alguém em risco de contaminação por ato sexual, sabendo que possui doença que pode ser transmitida, mas deixa de informar o parceiro. A pena prevista é de 3 meses a 1 ano de detenção e multa.

SINTOMAS. O HPV pode ser sintomático clínico e subclínico. Quando sintomático clínico, o principal sinal da doença é o aparecimento de verrugas genitais na vagina, pênis e ânus. É possível também o aparecimento de prurido, queimação, dor e sangramento.

Existe cura para o HPV em mulheres? Não há cura para o HPV, porém existe como tratar o HPV para controlar a doença. Estima-se que, em torno de 95% das pessoas que contraem HPV, o sistema imunológico é capaz de eliminar completamente o vírus, sem apresentar quaisquer sinais da doença no corpo humano.

HPV tem cura, mas pode evoluir para câncer se não for tratado.

O diagnóstico da infecção pelo HPV se faz pelo exame preventivo (Papanicolau) e também pelos exames de biologia molecular, em que se avalia a presença do DNA do vírus nas células do material coletado, através de técnicas moleculares.

Realizar a vacina contra o HPV diminui a chance de recidiva das lesões. Entre em contato para saber mais sobre esse e demais assuntos com a ginecologista e obstétrica Dra. Maria Claudia.

HPV na boca é contagioso? Sim. A transmissão ocorre através de autoinoculação, beijo e da prática de sexo oral. Muitos fatores podem estar atrelados ao risco de infecção pelo vírus, como muitos parceiros sexuais, o uso abusivo de cigarro, tabaco e álcool e outras doenças sexualmente transmissíveis.

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