É possível engravidar com bebê de 2 meses após o parto?

Perguntado por: rgouveia . Última atualização: 17 de maio de 2023
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Muitas mulheres ficam grávidas algumas semanas após o parto ou até mesmo no resguardo, por isso conhecemos famílias com filhos que possuem quase a mesma idade. Portanto, é possível ter uma gravidez após parto, mesmo que o ciclo menstrual ainda não tenha retornado.

Durante a amamentação, a prolactina pode interferir na regularidade da ovulação, então, pode ser mais difícil engravidar, mas não significa que a mulher não engravide durante o puerpério. Por isso as relações sexuais devem acontecer com proteção porque ela pode engravidar de novo, sim.

É possível engravidar durante o aleitamento materno, mas isso não é muito provável. As mamãe que amamentam a livre demanda, ou seja toda a vez que o bebê quer, e que o bebê está em amamentação exclusiva, tem uma chance muito baixa de gestação.

Quando ocorre primeiro sangramento menstrual pós parto e quais as chances de engravidar nesse período? Sabe-se que é possível engravidar antes mesmo da ocorrência da primeira menstruação pós parto, que normalmente se da entre 4 e 24 semanas após o nascimento, dependendo se a mulher está ou não em aleitamento exclusivo.

Isso é um mito. Embora o nível de prolactina – hormônio relacionado com a produção de leite materno – possa dificultar uma nova gestação, os especialistas não sabem explicitar até que ponto isso acontece.

O Ministério da Saúde recomenda que a mulher aguarde cerca de 40 dias para ter a primeira relação sexual após o parto, tempo necessário para o organismo se recuperar.

E também, se houver uma gravidez no resguardo, não haverá tempo necessário para que elas se curem completamente, o que as deixam expostas a infecções. Sem contar que, se for uma gravidez após uma cesárea, existe a recuperação dos cortes do útero e tecidos da pele. A cesárea é uma cirurgia, não se esqueça disso2.

Outro sintoma comum é a presença de um líquido vaginal espesso e transparente, como clara de ovo, chamado muco cervical. Sensibilidade na vulva e nas mamas pode ser outro sinal de que a mulher está ovulando, assim como um aumento discreto na temperatura basal depois da ovulação.

Para contracepção de emergência, a pílula do dia seguinte constituída de levonorgestrel é permitida, pois este é um progestágeno que não interfere no aleitamento. Já aquelas que contêm estrógeno representam um risco, pois podem influir na produção do leite.

Gestação não é contraindicação para amamentação. A gestante pode continuar amamentando se assim desejar e se a gravidez for normal. Deve-se aumentar o aporte calórico e de fluídos. Muitas crianças interrompem a amamentação espontaneamente durante a nova gravidez.

O anticoncepcional na amamentação é indicado com a formulação de apenas um hormônio. A grande maioria deles é a base de progesterona sintética. Esse hormônio natural do corpo da mulher previne a gravidez, mas também é o ideal para colaborar para a continuidade do leite materno até quando a mulher queira amamentar.

A primeira ovulação nas mulheres que não amamentam ocorre entre 6 e 8 semanas após o nascimento do bebê. Nas mulheres que amamentam isso pode acontecer depois de 6 a 8 meses.

É possível engravidar em qualquer momento do mês.
O dia anterior à ovulação e o dia da ovulação em si são os seus dois dias mais férteis. Depois que o óvulo se for (normalmente um dia após a ovulação), você não poderá engravidar até depois que o próximo ciclo menstrual inicie.

Em quanto tempo o útero volta ao normal? De modo geral, 6 semanas é tempo suficiente para que o útero volte ao tamanho e peso normais. No primeiro dia pós-parto ele já se encontra na cicatriz umbilical e após 10 dias ele está na sínfise púbica ( ao nível do osso púbico, logo acima dos pelos pubianos).

Como já citamos acima, realmente as chances de uma mulher engravidar amamentando são mínimas e isso acontece porque a mulher que amamenta em livre demanda, oferecendo o peito ao bebê sempre que solicitado impede que ocorra a ovulação.

Se o seu filho toma leite materno, os hormônios ligados ao aleitamento continuarão agindo no seu corpo e tendem a bloquear a ovulação. Logo, não ocorre a descida do sangue. Só com o maior espaçamento das mamadas e a consequente diminuição da ação hormonal é que a menstruação costuma reaparecer.

Enquanto isso, outro estudo descobriu que 41% das amostras de fluido pré-ejaculatório de 27 homens continham esperma2. Embora esses estudos mostrem que a quantidade de esperma presente era baixa, ainda existe a chance de gravidez.