É possível se aposentar por tendinite?

Perguntado por: lcavalcante . Última atualização: 25 de maio de 2023
4.2 / 5 5 votos

Sim, a tendinite pode dar direito ao afastamento pelo INSS, desde que o trabalhador esteja incapacitado para suas atividades. Essa incapacidade pode ser temporária ou permanente e será isso que irá definir o tipo de benefício que o INSS irá fornecer ao segurado.

Quem tem Tendinite pode ter direito a receber o Auxílio-Acidente de até 50% a mais no salário. A L.E.R (lesão por esforço repetitivo), também conhecida como Tendinite, trata-se de uma doença que tem a sua origem no trabalho. Como o próprio nome sugere, é a inflamação dos tendões provocada pelo movimento repetitivo.

– Laudo do médico ortopedista atestando que a tendinite crônica causa limitações nos movimentos comuns da pessoa; Com a tendinite crônica a ergonomia fica muito prejudicada. Esta condição impede que a pessoa complete os seus movimentos comuns, como abrir e fechar as mãos ou mesmo levanta o braço acima dos ombros.

Agora, se você possui tendinite, mas a origem da doença não tem qualquer relação com o seu trabalho e as atividades que você desempenha, não se trata de doença ocupacional. Neste último caso, vai haver a exigência dos 12 meses de carência, isto é, você deve ter, no mínimo, 12 meses pagos ao INSS.

Se não for tratada corretamente, a tendinite pode se tornar uma doença crônica, fazendo com que a pessoa sempre sinta dor naquele local, além de ir desenvolvendo gradualmente uma atrofia muscular acompanhada de dificuldade para realizar movimentos e carregar peso naquela região específica do corpo.

No caso da tendinite, pelo fato de ela ser considerada uma doença ocupacional, isso faz com que o requisito da carência seja dispensado. Agora, se você possui tendinite, mas a origem da doença não tem qualquer relação com o seu trabalho e as atividades que você desempenha, não se trata de doença ocupacional.

Ultrassonografia no diagnóstico da tendinite e eletroneuromiografia no diagnóstico da neuropatia periférica e da radiculopatia do membro superior - visão do reumatologista *

Para ter direito à indenização por tendinite, você precisa preencher 3 requisitos:

  1. Comprovar que adoeceu.
  2. Mostrar que a doença foi causada pelo trabalho.
  3. Mostrar que a empresa não tomou providências para evitar que você adoecesse.

Um movimento abrupto ou excessivo pode provocar uma inflamação. Quando isso acontece, o ideal é interromper qualquer exercício e mesmo uma caminhada.

Desta forma, para identificar com precisão e avaliar os ligamentos e tendões com objetivo de controle de uma lesão e até mesmo entender a sua evolução, os médicos indicam exames de imagem, principalmente a ultrassonografia e a ressonância magnética. Métodos rápidos, indolores e sem radiação ionizante.

Os sintomas incluem dor, inchaço e sensibilidade ao toque na área afetada. Quando não tratada adequadamente, a tendinite pode se tornar crônica e levar à ruptura do tendão. A tendinose é uma condição mais avançada, caracterizada pela degeneração dos tendões.

Sim, a tendinite pode dar direito ao afastamento pelo INSS, desde que o trabalhador esteja incapacitado para suas atividades. Essa incapacidade pode ser temporária ou permanente e será isso que irá definir o tipo de benefício que o INSS irá fornecer ao segurado.

O repouso, associado ao uso de gelo, manobras de compressão e elevação do membro afectado permitem uma redução da inflamação e da dor, permitindo a recuperação de uma tendinite em alguns dias ou semanas. As tendinopatias demoram entre dois a seis meses a recuperar.

O CID M65 representa inflamações que comprometem as bainhas tendíneas e os tendões.

Qual o médico que cuida de Tendinite? Para o diagnóstico e tratamento da tendinite o médico reumatologista é o mais indicado. Ele ajuda no tratamento de problemas inflamatórios das articulações e tecidos que as cercam (ossos, músculos, tendões e ligamentos).

A partir de 13/11/2019, a média aritmética simples de 100% (cem por cento) dos seus salários de contribuição passou a ser considerada no cálculo do auxílio-doença, e não mais os 80% (oitenta) como era feito antes da Reforma da Previdência.