É possível ter AVC e não ter sequela?

Perguntado por: nmartins . Última atualização: 20 de maio de 2023
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Todo AVC deixa sequelas? Não, nem todo AVC deixa sequela. A evolução do AVC é muito individual; tem pacientes que não apesentam sequelas e tem pacientes que apresentam sequelas de leves a graves. As sequelas também dependem do tamanho e da área cerebral afetada.

A maioria das pessoas que sofre um acidente vascular cerebral (AVC) sobrevive. Mas metade terá sequelas que levam à dependência total ou parcial.

Quais são os principais sintomas?

  1. Perda súbita da força, formigamento e/ou dormência em um dos lados do corpo.
  2. Dificuldade repentina de falar ou compreender o que se fala.
  3. Perda visual, particularmente quando afeta um lado só
  4. Tontura ou desequilíbrio súbitos.
  5. Dor de cabeça intensa.

As sequelas mais comuns são aquelas relacionadas às estruturas cerebrais irrigadas pela artéria cerebral média, local mais comum dos principais AVCs. Ou seja, são sequelas motoras, com dificuldade para movimentar membros do corpo, para ler, falar, engolir e compreender o que é dito”, afirma o cardiologista Marcus Gaz.

Segundo a American Heart Association e a American Stroke Association (AHA/ASA), o ataque isquêmico transitório, chamado popularmente de mini-AVC, é um episódio transitório de disfunção neurológica causada por focos de isquemia no cérebro, na medula espinal ou na retina, sem que haja infarto cerebral agudo.

Quais os sintomas do avc/derrame cerebral?

  1. Fraqueza de um lado do corpo.
  2. Alteração ou perda de visão.
  3. Dificuldade para falar.
  4. Desvio de rima labial (sorriso torto)
  5. Desequilíbrio e tontura.
  6. Alterações na sensibilidade.
  7. Dores de cabeça fortes e persistentes.
  8. Dificuldade para engolir.

Isquemia cerebral tem cura? Sim, muitos casos de isquemia cerebral têm cura. Para tanto, é preciso realizar um tratamento que desfaça o trombo, êmbolo ou ateroma, liberando a passagem do sangue para todas as áreas do cérebro.

No caso do AVC Isquêmico, a terapia correta — isso se o paciente chegar até 4-4,5 horas do início dos sintomas — é dar o medicamento alteplase, que é um tipo de trombolítico que dissolve o coágulo e restabelece o fluxo de sangue no cérebro.

A ocorrência de um AVC isquêmico reduz a expectativa de vida de uma vítima da doença em 5,5 anos, e de 32,7% da expectativa prevista.

O isquêmico é o mais comum, responsável por 80% dos casos. Já o hemorrágico, que acomete os 20% restantes, é o tipo mais perigoso de AVC devido ao maior risco de morte e sequelas severas à pessoa.

Um ataque isquêmico transitório (AIT) consiste numa alteração da função cerebral que, normalmente, dura menos de uma hora e é causada por um bloqueio temporário do fornecimento de sangue ao cérebro.

Os sintomas da enxaqueca hemiplégica, fraqueza temporária em um lado do corpo, muitas vezes, podem ser confundidos com um acidente vascular cerebral ou AIT.

Todos os pacientes com deterioração neurológica súbita ou acidente vascular cerebral agudo (AVC) devem ser submetidos aos seguintes exames: tomografia de crânio (TC) ou Ressonância nuclear magnética (RNM). Além deles, deve ser avaliada a glicemia e a saturação do paciente com certa frequência.

“Diferente do que muitos pensam, na maioria dos casos, o AVC isquêmico não provoca dores na cabeça. Seus principais sintomas estão relacionados com dificuldades motoras repentinas, perda de sensibilidade, paralisia de um lado do corpo e dificuldades para falar.

AVC: quase dois terços dos pacientes não sobrevivem mais de uma década depois, mostra estudo.

Quando uma pessoa é ferida no lado esquerdo do cérebro, onde o centro de línguas está localizado (que se refletirá no lado direito do corpo), pode sentir a sua fala afectada e as competências linguísticas diminuídas (afasia). Afasia é um distúrbio de linguagem com prejuízo para a comunicação e compreensão auditiva.

O motorista que já sofreu AVC e ficou com algum dano neurológico permanente, motor, neuromuscular ou sensorial, não poderá retornar a dirigir sem passar pela Junta Médica Especial dos Órgãos Executivos de Trânsito. Lá ele será avaliado dentro da Norma 14970, da ABNT.

A recuperação de um acidente vascular cerebral é um processo lento e gradual. Sendo praticamente aceite que o pico de recuperação de um Acidente Vascular Cerebral anda à volta dos 3 meses, podendo ir até aos 6 meses após o Acidente Vascular Cerebral.

Durante um micro-AVC, ocorre uma interrupção temporária no fluxo sanguíneo que normalmente supre uma determinada área do cérebro por alguns minutos, resultando em sintomas semelhantes aos de um AVC completo.