O que a Covid faz no estômago?

Perguntado por: ecavalcante . Última atualização: 19 de maio de 2023
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As principais manifestações gastrointestinais foram: anorexia (83,3%), diarreia (29,3%), vômito (0,8%) e dor abdominal (0,4%). Excluindo os casos de anorexia, cerca de 20% dos pacientes tiveram alterações gastrointestinais.

Essas descobertas são reforçadas por uma pesquisa longitudinal, publicada pela Fiocruz Minas em maio de 2022, que avaliou os efeitos da covid-19 em 646 pacientes após 14 meses da infecção – ou seja, mais de um ano depois da infecção. Os resultados mostraram que metade dos pacientes continuou com sintomas.

Segundo a Rede de Pesquisa Solidária, fadiga, dor, tontura, sudorese, calafrios, perda de peso, ansiedade, falta de atenção, alteração no sono, dor nas articulações, perda de memória, tosse, falta de ar e enxaqueca são algumas das sequelas mais comuns em sobreviventes de covid.

As complicações que podem se agravar envolvem principalmente os pulmões, os rins e as condições de doenças preexistentes. Já quadro de sequelas não graves, mas também bem persistentes se relacionam com prejuízos no olfato e paladar, assim como sintomas ansiosos e depressivos.

Diarreia; – Dor no estômago; – Mudanças no ciclo menstrual. As sequelas apareceram em pacientes que tiveram covid-19 leve ou assintomática, moderada ou grave, e em todas as faixas etárias de 18 a 94 anos.

Segundo um levantamento da OMS (Organização Mundial da Saúde), que analisou 55 mil casos confirmados na China, a tosse seca está presente em 68% dos casos , sendo o segundo sinal mais frequente depois da febre. A tosse com catarro esteve presente em 33% deles.

Esse efeito a longo prazo ficou conhecido pelos termos “pós-Covid” ou “Covid longa”, condição reconhecida pela Organização Mundial de Saúde desde outubro de 2021. Os sinais e sintomas da Covid longa podem incluir manifestações novas ou a persistência daquelas que apareceram durante a infecção.

Medicamento antitérmicos, como dipirona e paracetamol, também auxiliam no controle. Como o vírus afeta a respiração, outra recomendação é utilizar umidificador de ar no quarto e tomar banho quente. Essa indicação serve para aliviar a tosse e dor de garganta.

Entretanto, de 15% a 20% dos pacientes vão apresentar sintomas mais severos. O que isso quer dizer? Depois de 5 a 14 dias após o primeiro sintoma, o vírus finalmente consegue chegar ao pulmão, iniciando uma inflamação grave. Nessa fase o organismo até já produziu defesa, mas de forma caótica, desordenada.

A inflamação nos alvéolos leva ao preenchimento desses sacos de ar com líquido, prejudicando a troca gasosa. Assim, nosso sangue não recebe oxigênio suficiente. Além disso, não consegue eliminar o gás carbônico, que é tóxico em grandes quantidades. Tudo isso causa a falta de ar.

Sintomas graves

  • dificuldade intensa para respirar ou desconforto respiratório;
  • pressão duradoura no peito;
  • saturação de oxigênio no sangue < 95%;
  • coloração azulada na região dos lábios ou do rosto (cianose).

Para os casos leves, não há um tratamento específico que seja considerado eficaz pela ciência. Felizmente, a maioria das pessoas se recupera bem dentro de alguns dias apenas com repouso, hidratação e remédios para aliviar os sintomas.

Além disso, infeções do trato respiratório superior (onde se inserem as cordas vocais), como a laringinte e a COVID-19, podem também levar à inflamação das vias aéreas e, consequentemente, alterar a voz.

Sim. De acordo com o Dr. Henrique Mohr, as queixas cognitivas — como desatenção e prejuízo na memória recente — são comuns no pós-covid. “O número conhecido é que mais ou menos um quarto dos pacientes tem algum sintoma neuropsiquiátrico”, comenta o neurologista.