O que acontece em uma audiência de investigação de paternidade?

Perguntado por: ojaques . Última atualização: 27 de maio de 2023
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A investigação de paternidade é uma ação judicial que ocorre quando o investigado se recusa a contribuir para a elucidação dos fatos extrajudicialmente ou se nega a submeter-se ao teste de DNA ou, ainda, quando, realizado o teste com resultado positivo, se recusa ao reconhecimento da criança.

A doutrina elenca dois modos de reconhecimento de paternidade além do reconhecimento voluntário , também chamado de espontâneo, de acordo com os termos do artigo 1.609 do Código Civil ou também através de sentença judicial, conforme os termos dos artigos 1.616 e 1.628 do Código Civil de 2002, nos casos de adoção ou ...

Mesmo com exame de DNA negativo, o homem registrado como pai é obrigado a pagar pensão, entende TJ. Reconhecimento voluntário da paternidade é irrevogável. Sendo assim, mesmo que o resultado do exame de DNA seja negativo, o homem registrado como pai da criança está obrigado a pagar pensão alimentícia.

É válido ressaltar que, apesar do DNA poder ser pago pelo poder público, o tempo de espera é longo. Por isso, é ideal considerar os meios particulares para o exame. Quem paga é o autor do processo. Mas, caso a paternidade seja comprovada, o réu deve ressarci-lo.

Descobri que NÃO SOU O PAI BIOLÓGICO DO MEU FILHO. E agora? Diante desta situação, é possível requerer judicialmente a DESCONSTITUIÇÃO DA PATERNIDADE através de uma AÇÃO NEGATÓRIA DE PATERNIDADE.

INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE
observado o mínimo de R$3.750,00.

Quem tem legitimidade para ajuizar ação negatória de paternidade? Somente o pai registral tem legitimidade para requerer este tipo de demanda, uma vez que se trata de direito personalíssimo do indivíduo.

Isso ocorre porque o DNA de cada ser é formado pelos genes da mãe e do pai. Somente em casos raríssimos de mutação genética seria possível admitir a diferença de um gene, mas não de dois ou mais. Daí o grau de certeza de 100% quando o resultado é negativo.

Para os ministros, a prova de relacionamento casual entre a mãe e o suposto pai de seu filho, junto com os outros indícios colhidos no processo, como a recusa sistemática do investigado em se submeter ao exame de DNA, é suficiente para que seja reconhecida a paternidade.

Com o resultado positivo, o pai, via de regra, efetua o reconhecimento de paternidade perante o Ministério Público, realizando-se o encaminhamento do termo de reconhecimento ao registro civil, para averbação do nome do pai e dos avós paternos no assento de nascimento da criança.

Em exames para definir a paternidade o resultado é sempre comparativo. Metade do DNA do filho (a) vem da mãe e a outra metade do suposto pai. Após essa análise, é realizado um cálculo para definir o índice de paternidade, que nunca é menor que 9,99% (nos casos de inclusão de paternidade).

E a resposta é: não só pode, como deve! Se o pai desconfia da paternidade, ele vai contestar o seu pedido e pode solicitar um exame de DNA. Se a criança já estiver registrada no nome dele, o juiz vai fixar a pensão e ele vai ter que pagar.

Mesmo com exame de DNA negativo, homem é obrigado a pagar pensão, entende TJ. Reconhecimento voluntário da paternidade é irrevogável. Sendo assim, mesmo que o resultado do exame de DNA seja negativo, o homem registrado como pai da criança está obrigado a pagar pensão alimentícia.

Além de alimentação no valor da pensão alimentícia deve incluir outras despesas ordinárias como moradia, assistência médica, educação, vestuário, cultura e lazer.

A realização de exame de DNA pelo pai sem autorização da mãe que exclua a paternidade não constitui, por si, ato ilícito e ofensivo ao patrimônio imaterial da mãe e do próprio menor, sendo desse último o direito de ter reconhecido o verdadeiro pai.

Reconhecimento da paternidade
Tais medidas incluem notificar as mães para que compareçam perante o ofício ou secretaria judicial com documento de identidade e, se possível, certidão de nascimento do filho. Querendo, devem informar os dados (nome e endereço) do suposto pai, caso não constem do registro de nascimento.

O resultado do teste aparece em porcentagens, mas geralmente com as descrições na frente e na parte de baixo vem escrito a probabilidade da paternidade ou a exclusão da mesma. Entre em contato com o laboratório Freire e saiba mais.

Alienação Parental:
Se a mãe, ou qualquer guardião, usar a dívida de pensão como motivo para impedir o filho de ver o pai, isso pode ser visto como alienação parental. Tal prática pode acarretar sérias consequências jurídicas.

Assim, de acordo com os artigos 1.637 e 1.638 do Código Civil, as hipóteses em que o pai ou a mãe poderão perder a guarda é quando comprovada a falta, omissão ou o abuso em relação aos filhos.

Vale destacar que a proibição de visitas só pode ocorrer por determinação judicial e, desde que provado que pai ou mãe expõe o menor a algum tipo de situação de risco, como de morte, de consumo de bebida alcoólica, de entrada a locais proibidos para menores de 18 anos ou em casos de agressividade.