O que acontece se a moleira fechar com 2 meses?

Perguntado por: ebarros . Última atualização: 22 de maio de 2023
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Caso essa região se solidifique antes do tempo considerado normal, entre os 3 e 4 meses, poderão aparecer dificuldades no desenvolvimento cerebral do bebê e o pediatra poderá indicar um procedimento cirúrgico para que o cérebro consiga crescer.

Para saber se a moleira do bebê fechou, é só ficar atento se o local está ficando mais firme, mas o recomendado é o diagnóstico de um profissional. No caso do pediatra, ele vai fazer uma avaliação e ainda a medição da cabeça, para analisar como está o desenvolvimento dessa região.

A moleira do bebê não pode ser pressionada e deve ser observada caso apresente anomalias como: mudança no formato, pulsação excessiva e alteração do tamanho. Caso apresente algum desses sinais, um médico deverá ser consultado para melhor acompanhamento do caso.

Causas e incidência – Algumas mutações genéticas podem estar relacionadas a casos de craniossinostose, mas quando a relação é não sindrômica (sem fator genético), essa deformidade craniana pode ser classificada em escafocefalia, trigonocefalia, plagiocefalia ou braquicefalia, e isso varia de acordo com o tipo de ...

A cranioestenose pode afetar a aprendizagem e a aplicação do conhecimento devido às possíveis limitações funcionais, atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor e outras sequelas associadas. Isso pode influenciar áreas como a cognição, a memória, a atenção, as habilidades acadêmicas e o desenvolvimento da linguagem.

Esse fechamento precoce da moleira é chamada de cranioestenose, mais conhecida como “doença da moleira fechada”. Alguns bebês têm craniossinostose porque herdaram certas características genéticas de um ou de ambos os pais.

Recebemos em nossos consultórios, com muita frequência bebês com a fontanela reduzida ou fechada. O fechamento das fontanelas variam consideravelmente, e NÃO DEVEM ser motivos de preocupação em relação ao desenvolvimento cerebral.

Quais os sintomas da cranioestenose? A apresentação clínica mais comum é a queixa de formato incomum da cabeça no primeiro ano de vida. Pode se perceber uma cabeça longa e estreita (escafocefalia/dolicocefalia), triangular na frente (trigonocefalia), larga e achatada (braquicefalia) ou torta (plagiocefalia).

A cranioestenose ou craniossinostose é a fusão prematura (e anormal) de uma ou mais suturas cranianas. A forma do crânio se modifica, levando a alguns tipos de deformidades cranianas, com consequências não somente estéticas, mas também podendo comprometer o adequado desenvolvimento neurológico da criança.

Existem duas moleiras: uma na parte frontal, bem no topo da cabeça da criança, e outra na parte traseira. A de trás costuma fechar antes da frente, até os dois meses de vida. A da frente leva mais tempo, podendo chegar a 18 meses até fechar totalmente.

Mede cerca de 1 a 3 centímetros ao nascer, mas pode ser maior ou menor.

Oferecer ao bebê e à criança água, água de coco, leite materno ou fórmula infantil para satisfazer a sede. A alimentação deve iniciar 4 horas depois da reidratação oral, sendo recomendados alimentos de fácil digestão com o objetivo melhorar o trânsito intestinal.

A orientação geral, defendida tanto pela Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é que os BEBÊS SÓ TOMEM ÁGUA A PARTIR DOS SEIS MESES DE VIDA. Essa recomendação é a mesma para QUEM ESTÁ AMAMENTANDO EXCLUSIVAMENTE, PARA QUEM SEGUE A AMAMENTAÇÃO MISTA OU SÓ COM FÓRMULA.

É normal um bebê de 2 meses “escolher” um lado para manter a cabeça? — Sim, é muito comum bebês manterem uma posição preferencial. O grande problema é que, se for muito recorrente, a cabecinha pode se “ajeitar” nessa posição, fazendo com que os ossos do crânio ganhem uma conformação diferente.

O valor dos materiais necessários para a cirurgia é estimado em R$ 65.100,00 e a família da criança não possui condições de arcar com os gastos.

A cirurgia para tratamento de craniossinostose no HRAC-USP é realizada em conjunto por especialistas em cirurgia craniomaxilofacial e em neurocirurgia e visa remodelar o crânio, prevenindo a hipertensão intracraniana (especialmente nos mais novos), melhorando a respiração e problemas oculares (especialmente nos ...

Qual o melhor tratamento? Sim, o tratamento da craniossinostose é cirúrgico e está indicado assim que se faz o diagnóstico, pois tem os melhores resultados quando realizada até 1 ano de vida.

O tratamento da cranioestenose de escolha é a correção cirúrgica. A cirurgia tem como objetivo restabelecer a forma e tamanho do crânio, evitando complicações. Deve ser realizado idealmente entre os 6 e 12 meses de idade e a técnica escolhida varia de centro para centro.