O que acontece se eu não tratar o transtorno bipolar?

Perguntado por: opadilha . Última atualização: 27 de maio de 2023
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A falta de tratamento adequado para o quadro compromete seriamente a condição física da massa encefálica e pode gerar danos irreversíveis.

Pesquisas revelam que as pessoas com doença bipolar têm taxas mais elevadas de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, complicações derivadas de hábitos tabágicos, e outros problemas de saúde do que aqueles que não têm nenhum diagnóstico de doença psiquiátrica.

O Transtorno Bipolar compromete, inicialmente, conexões nervosas e, ao longo da doença, há perda de células e atrofia de regiões específicas do cérebro. A perda de conexões, em neuroquímica, é associada com degeneração.

Sintomas de bipolaridade
Nos episódios depressivo, os principais sintomas são: diminuição da disposição para a vida; aumento da necessidade do sono; retração e isolamento; tristeza profunda; falta de vontade para realizar atividades e pensamentos pessimistas, de menos valia e que trazem um ambiente de piora e risco.

Conviver com o transtorno bipolar afetivo com certeza traz grandes consequências para o cotidiano e isso pode ser visto nos relacionamentos. Essas grandes mudanças de humor podem dificultar a comunicação e a socialização.

Doenças psiquiátricas podem agravar o caso
Quanto mais comorbidades com outras doenças psiquiátricas (ansiedade, déficit de atenção, uso de drogas, transtornos alimentares, por exemplo) maiores as chances do diagnóstico correto ser algum tipo de transtorno bipolar e não de depressão clássica.

Os brasileiros que sofrem Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) contarão com a linha completa de tratamento para a doença após a incorporação dos medicamentos Clozapina, Lamotrigina, Olanzapina, Quetiapina e Risperidona.

Além disso, indivíduos que apresentam transtorno bipolar tem maior risco para demência, piorando o quadro de saúde mental do idoso.

Pesquisa feita pelo Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos verificou que pessoas diagnosticadas com transtorno bipolar têm expectativa de vida reduzida em até nove anos, comparadas com a população em geral.

Os tipos de transtorno bipolar
O tipo 1 é o mais grave. “Neste tipo, ocorre o quadro completo, com a presença de fases claramente depressivas e maníacas, debilitando e provocando importantes prejuízos na vida dos pacientes”, afirma o psiquiatra Eduardo Aratangy.

A irritabilidade no transtorno bipolar
Nos episódios de polo maníaco, o humor frequentemente está elevado: alegre, despreocupado, otimista, e acompanhado de um aumento da autoestima que pode variar desde uma autoconfiança sem crítica até uma grandiosidade delirante.

Em episódios de mania ou hipomania, os sintomas têm sentido oposto. A cabeça da pessoa com transtorno bipolar faz com que ela se sinta animada, feliz e eufórica. Além disso, na fase da mania é comum que a autoestima seja melhorada, o corpo fique mais agitado, a atenção seja prejudicada e a fala se mostra compulsiva.

Através da análise de biomarcadores RNA, esse exame é capaz de apontar o quão severa é a depressão do paciente, o risco de desenvolver depressão severa no futuro e o risco de desenvolver distúrbio bipolar.

O transtorno bipolar não tem cura, mas com o tratamento adequado, pode ser controlado. O tratamento normalmente inclui uso de medicamentos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida.

Mas o motivo principal pelo qual bipolares já diagnosticados surtam é: parar de tomar o remédio. Essa é uma infeliz rotina e acomete a maioria dos doentes. Uma vez que já sabemos que o indivíduo tem a doença, há chance para uma nova crise, e o grande desencadeante é o tratamento incorreto.