O que causou a invasão germânica?

Perguntado por: operalta . Última atualização: 24 de maio de 2023
4.5 / 5 11 votos

A expansão romana sobre o norte da Europa levou a uma série de conflitos dos romanos com os germânicos pelo controle das terras. Tanto o Reno quanto o Danúbio se estabeleceram como fronteiras naturais que separavam as terras romanas das terras germânicas.

O principal motivo levantado pelos historiadores para explicar a grande migração germânica do século V foi a chegada dos hunos – um povo nômade que havia migrado desde as estepes da Ásia Central.

Invasões germânicas
Até o século III d.C., os povos germânicos ficavam em limes, região fronteiriça do Império Romano. A partir desse século, os diferentes povos germânicos começaram a mover-se e a migrar para dentro das terras romanas.

Esses povos, que procuravam invadir o território romano, ou para usar suas terras ou para se protegerem de outras invasões em seus próprios territórios, eram chamados de bárbaros pelos romanos.

Em 416-418, os visigodos invadiram a Espanha e derrotaram os alanos e, em seguida, foram para a França. Os vândalos absorveram os remanescentes dos alanos e, em 429 atravessaram para o Norte da África, deixando a Espanha para os suevos.

Os povos germânicos habitavam o norte da Europa, onde hoje estão localizados países como a Alemanha, Áustria, Dinamarca, Noruega, Suécia, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Reino Unido e parte da França. Como não possuíam alfabeto, não há fontes escritas pelas próprias tribos germânicas.

A região conhecida pelos romanos como Germânia abrigava uma série de povos, genericamente chamados de germânicos, como francos, vândalos, visigodos, ostrogodos, anglos, saxões, jutos, hérulos, burgúndios, lombardos e vários outros.

Assim como outros povos que não tinham os costumes nem falavam a língua dos romanos, os germânicos eram chamados de bárbaros.

Invasões bárbaras
A partir do século III d.C., o Império Romano entrou em crise. Essa decadência estendeu-se até o século V e contou com elementos catastróficos causados pelas invasões bárbaras. Essas invasões aconteceram quando os povos bárbaros (os povos germânicos e outros) começaram a invadir as terras romanas.

A formação de um vasto império proporcionou aos romanos uma série de dificuldades ligadas à manutenção dos limites territoriais com outros povos europeus. Durante o século IV os povos germânicos foram gradativamente atraídos pela disponibilidade de terras férteis e o clima ameno das possessões romanas.

Ao longo do século V, godos (visigodos e ostrogodos), francos, alamanos, vândalos, suevos, burgúndios e outros povos germânicos ocuparam a Gália, a Península Ibérica, a África do Norte, as terras bretãs e a própria Itália, alvo também dos lombardos, no século VI.

Entre todos os reinos bárbaros o reino Franco foi aquele de maior duração e, consequentemente, maior importância para a história européia. Formado a partir da ocupação do território da atual Bélgica pela dinastia merovíngia durante o reinado de Clóvis.

Entre o período de 600 a.C. e 300 a.C. o povo germânico deslocou-se para o sul devido a uma grande piora no clima da Escandinávia, onde o clima seco e quente do sul da Escandinávia tornou-se ainda mais àrido de maneira brusca.

Odoacro

Em 476, as tropas das tribos germânicas orientais dos hérulos, turíngios e esciros se uniram para se rebelar contra Rômulo e o governo de seu pai, sob a liderança de Odoacro, também conhecido como Odovacar. Em 23 de agosto de 476, Odoacro se autoproclamou o primeiro rei da Itália.

Desde a época de Júlio César os bárbaros viveram em paz com os romanos, porém a chegada dos hunos, vindos da Ásia Central, mudaria tudo. Com o avanço dessas tribos guerreiras, os bárbaros germânicos foram empurrados para os territórios romanos.

Eram chamados de bárbaros grupos de pessoas que tinham, além do idioma, outras diferenças em relação aos gregos. Eram povos com cultura, crenças religiosas e até formas de se vestir diferentes, também não tinham o mesmo tipo de governo, de educação e até de engenharia.

O termo foi apropriado pelos romanos, que enxergavam como bárbaros todos aqueles que não praticavam a cultura greco-romana. Na história romana, os povos germânicos ficaram muito conhecidos como bárbaros. Esses povos foram fundamentais na crise que colocou fim no Império Romano do Ocidente, no século V.

Religião dos bárbaros
Praticavam uma religião politeísta, pois adoravam deuses representantes das forças da natureza. Odin era a principal divindade e representava a força do vento e a guerra. Para eles, havia uma vida após a morte, e nela os bravos guerreiros mortos em batalhas poderiam desfrutar de um paraíso.

O cristianismo
Durante esse período, a Igreja estabeleceu seus dogmas e também as heresias, em encontros chamados Concílios. O poder central ficou nas mãos do bispo de Roma, depois conhecido como papa. A maior parte da produção intelectual desse período ficou a cargo da Igreja.

Síntese: A extensão do Império romano, o enfraquecimento do poder militar, problemas económicos, corrupção e instabilidade política e social e as invasões bárbaras, foram as principais causas da queda do Império Romano do Ocidente. O império romano foi substituído por uma nova realidade política, económica e social.

Alemanha, Áustria, Listenstaine, Países Baixos, Luxemburgo e Inglaterra são países germânicos ocidentais. Dinamarca, Islândia, Noruega e Suécia são países germânicos setentrionais. Bélgica (Flandres), Finlândia, Irlanda, Escócia, País de Gales, Luxemburgo e Suíça (Suíça alemã) são países parcialmente germânicos.