O que defende o ceticismo?

Perguntado por: oamorim . Última atualização: 20 de maio de 2023
4.9 / 5 3 votos

O ceticismo trata-se de uma corrente filosófica que releva questionamentos sobre ocorrências, opiniões, pensamentos e crenças convencionadas pelo senso comum como verdades. Portanto, essa corrente defende que o indivíduo não pode chegar a nenhuma certeza.

Sua característica principal é desconfiar das certezas, mantendo uma atitude crítica diante de qualquer afirmação dogmática. Desde a Grécia Clássica, os filósofos céticos consideravam que qualquer afirmação pode ser contradita por outra, de igual capacidade de persuasão.

Atualmente, dizemos que uma pessoa cética é alguém que não acredita em nada, mas não é bem assim. Um filósofo cético é aquele que coloca suas crenças e as dos outros sob exame, a fim de verificar se elas são realmente dignas de crédito ou não. Pirro de Elis (360-275 a.C.) é considerado o fundador do ceticismo.

Recordemos a objeção dos céticos à conceção de conhecimento segundo a qual uma crença tem de ser justificada de modo a garantir a sua verdade. Segundo essa objeção, esta conceção é tão exigente que nenhuma crença a pode satisfazer, pelo que não há conhecimento.

Há várias formas de ceticismo: o radical ou teórico, que é aquele que se identifica com o agnosticismo; o metódico, que é apenas uma postura de dúvida num momento inicial do conhecimento, com o intuito consciente de se salvaguardar de qualquer certeza que não seja demonstrada de modo evidente.

Pirro

Por que o ceticismo foi, na história da filosofia, ignorado e traído em sua intenção e valor? O fundador do ceticismo grego foi Pirro (fim do IV séc. a.C.).

Para quem pratica o ceticismo é como se existisse uma distância intransponível sobre o objeto do conhecimento (ou o fato, ou a coisa sobre a qual se quer saber). Com essa atitude, o cético não se deixa aproximar das possibilidades.

Quando falamos de ceticismo, geralmente queremos dizer uma atitude de dúvida em relação ao que os outros proclamam como fatos . Ou seja, a tendência de não acreditar logo de cara nas opiniões, crenças ou declarações de terceiros, a menos que sejam apoiadas pelas evidências necessárias.

adjetivo Que não acredita em nada; que tende a duvidar de tudo; descrente. Sem crenças; que não professa uma religião; desprovido de fé; incrédulo. Diz-se da pessoa partidária do ceticismo, da doutrina segundo a qual seria impossível obter a certeza, num determinado âmbito do conhecimento.

defende que a felicidade consiste em não julgar coisa alguma; mantém uma postura de neutral em todas as questões; questiona tudo o que lhe é apresentado; não admite a existência de dogmas, fenômenos religiosos ou metafísicos.

1 dúvida, descrença, desconfiança, incredulidade, cepticismo, pirronismo, suspeição, suspicácia.

De acordo com os filósofos céticos, todo conhecimento é relativo, pois depende da realidade da pessoa que o possui e das condições do objeto que está sendo analisado.

Acreditavam que a felicidade estaria relacionada a uma vida simples, em acordo com a natureza, e sem as complexidades das regras e valores sociais. Os cínicos eram, então, pessoas que desprezavam os ordenamentos sociais e viviam em circunstâncias consideradas degradantes para um grego, assemelhando-se a animais.

Estão entre as principais características da Filosofia Moderna o ceticismo em relação às crenças antigas e às crenças costumeiras, a valorização da razão, a tentativa de estabelecer os limites do conhecimento humano e do modo como podemos conhecer o mundo verdadeiramente e a valorização de uma vida política que entende ...