O que é ausência cerebral?

Perguntado por: epadilha . Última atualização: 26 de maio de 2023
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“Uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos e se expressa por crises epilépticas repetidas.” Está aí a relação entre essas duas condições: a epilepsia pode se manifestar por crises de ausência e outras crises epilépticas.

Crise de ausência típica: apatia ou olhar perdido, com duração de 5 a 10 segundos, interrompendo as atividades antes normais; pode ser induzida por hiperventilação. Pode ser induzida por hiperventilação. Crises de ausência atípicas: início e término menos diferenciados, geralmente não precipitadas por hiperventilação.

Uma Crise de Ausência é um tipo de crise epiléptica mais comum na primeira fase da vida de uma pessoa, e é caracterizada por interrupções breves da consciência. Ou seja, nessas condições, o corpo físico da criança está presente, porém a sua consciência não está.

As crises de ausência são um tipo específico de crise convulsiva, caracterizadas pela interrupção abrupta da atividade e da capacidade de resposta com movimentos associados mínimos, se houver. Uma convulsão é um episódio de atividade cerebral anormal. As crises de ausência podem acontecer mais de 100 vezes por dia.

Quem tem epilepsia pode dirigir, mas a lei estabelece regras específicas. Apesar da possibilidade de crises, ter epilepsia não está entre as restrições da legislação brasileira para que se tire a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O médico capacitado para diagnosticar e tratar a crise de ausência é o neurologista.

A crise do tipo “ausência” é conhecida como “desligamentos”. A pessoa fica com o olhar fixo, perde contato com o meio por alguns segundos. Por ser de curtíssima duração, muitas vezes não é percebida pelos familiares e/ou professores.

O corpo sofre contrações musculares intensas e involuntárias. A pessoa se debate, pode ficar arroxeada, lábios e dentes ficam cerrados e há salivação excessiva. Na maioria das vezes, ocorre perda de consciência. Essa é a descrição feita por quem já presenciou uma crise convulsiva, condição que ocorre repentinamente.

Os pacientes portadores de epilepsia têm, potencialmente, condições de desenvolver alterações de ordem cognitiva e/ou psíquicas, seja pela multiplicidade de possibilidades de desenvolvimento do foco irritativo cerebral ou proporcional à diversificação de funcionalidade dos grupamentos neuronais.

Exames complementares são importantes para auxiliar no diagnóstico, como o eletroencefalograma, a tomografia de crânio e a ressonância magnética do cérebro. O diagnóstico apropriado da epilepsia e do tipo de crise apresentado pelo paciente permite a escolha do tratamento adequado.

Se o portador de epilepsia restar incapacitado para o labor ou para atividade habitual por mais de quinze dias consecutivos, poderá requerer o auxílio-doença (auxílio por incapacidade temporária) diretamente na autarquia previdenciária, nos termos dos artigos 59 ao 64 da Lei de Benefícios.

Durante essa crise geralmente existe uma desconexão total ou parcial do momento, sem nenhum tipo de comunicação com o que está acontecendo. A respiração pode ficar mais lenta e o olhar mais “vazio”. Também é comum que alguém em shutdown queira ficar deitado no chão ou totalmente imóvel.

Se o paciente apresenta algumas características clínicas, o médico está autorizado a fechar o diagnóstico de transtorno do espectro do autismo.

O TEA também possui níveis e espectros diferentes, o que também influencia na idade (Williams et ai. 2008). Enquanto uma criança com Transtorno Autista é comumente diagnosticada por volta dos 3 anos e meio, outra com síndrome de Asperger só tem o diagnóstico fechado, em média, com 9 anos.

Os sintomas das crises parciais podem ser confundidos com outros distúrbios neurológicos, como enxaqueca ou doença mental.

A epilepsia é mais um sintoma do que a causa da disfunção cerebral e sua característica mais comum é a convulsão. As crises epilépticas podem causar alterações no cérebro, bem como alterações cognitivas e neuropsicológicas. As funções cognitivas mais afetadas pela epilepsia incluem memória, aprendizagem e linguagem.