O que é BMD na densitometria óssea?

Perguntado por: dcaetano . Última atualização: 20 de maio de 2023
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O exame de densitometria óssea avalia, como resultado final, a “resistência” óssea. Por sua vez, a “resistência” óssea é o resultado da, qualidade do osso, ou seja, da densidade mineral óssea (DMO ou BMD, do inglês, bone mineral density).

Densidade mineral óssea (BMD): fazer uma vez e pronto.

Embora em adultos a BMC (bone mineral content) e a BMD (BMC/área) possam ser usadas como medidas da massa óssea, em crianças e adolescentes a BMC é mais sensível para avaliar longitudinalmente a aquisição do tecido ósseo.

Quando a osteoporose é grave? É considerada grave quando a densidade óssea está muito baixa e o risco de fraturas é elevado. O risco de fraturas é avaliado por meio de exames de densitometria óssea e outros fatores de risco, como idade, sexo, histórico familiar, entre outros.

Este desvio padrão, ou T-score, é usado para definir o diagnóstico de osteoporose segundo os critérios da Organização Mundial da Saúde: valores até (-1) desvios padrão (d.p) da média são considerados normais, valores entre (-1,1) e (-2,4) d.p. definem osteopenia e valores ³ (-2,5) d.p. diagnosticam osteoporose.

Segundo os critérios estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), para os efeitos de diagnóstico, a osteopenia é considerada quando a pessoa apresenta densidade mineral dos ossos entre -1% e -2,4%, sendo valores até -1% considerados dentro dos parâmetros normais ao avanço da idade.

Por se tratar de um teste de diagnóstico simples, a densitometria óssea pode ser laudada a distância com o suporte da telemedicina, através de um processo ágil. Primeiro, um médico ou técnico em radiologia conduz o exame, captando imagens dos ossos do paciente com um equipamento digital.

A diferença é bem simples: quando o médico identifica, por exemplo, através de um exame de raio x, uma perda óssea inferior a 30%, neste caso temos um diagnóstico de osteopenia. Quando a perda é maior que 80% é considerada osteoporose.

É um exame realizado para definir massa óssea em regiões como coluna lombar e fêmur e fazer diagnóstico de osteoporose.

O diagnóstico de osteoporose é feito pela medida da densidade mineral óssea (DMO); valores menores do que 2,5 desvios padrão (DP) ou mais abaixo da DMO média em adultos jovens saudáveis apontam para osteoporose, enquanto valores entre –1 e –2,5 DP são considerados osteopenia.

Sabe-se que doenças degenerativas, calcificações vasculares, e fraturas por compressão podem levar ao aumento localizado na DMO. Por outro lado, quando o aumento na DMO é generalizado, pode estar associado a doenças genéticas, além de uma variedade de doenças endócrinas, metabólicas, infecciosas, ou neoplásicas².

Durante a puberdade, o aumento anual da densidade mineral óssea (DMO) eleva-se chegando a um máximo nos estádios III e IV de Tanner. Após a finalização da puberdade, o aumento anual da DMO diminui progressivamente, mantendo-se em níveis inferiores até a idade de 21 - 25 anos, quando a DMO estabiliza-se.

Os locais mais comumente avaliados densitometricamente são a coluna (L1-L4) e o quadril (colo de fêmur, fêmur total). O T-score é utilizado para predizer o risco de fratura e classificar a síndrome osteoporótica em mulheres pós-menopausadas (Tabela 5).

A diferença está nas dores nas costas, redução da estatura e deformação na coluna, sintomas relatados com frequência na doença. Enquanto a osteopenia é um quadro que pode ser revertido ou protelado, a osteoporose é uma doença sem cura e difícil de reverter.

Na parte média, encontramos a coluna torácica com suas 12 vértebras – de cima para baixo chamamos de Torácica 1 (T1), Torácica 2 (T2) e, assim, sucessivamente, até T12.

Interpretação das imagens do exame de RM
As mais comuns na coluna são o T1, T2 e o STIR. Nestas imagens identificamos as estruturas anatômicas através de áreas de hipossinal (escuras) ou hipersinal (brancas). Alterações na distribuição normal do sinal em cada sequência podem identificar diferentes tipos de lesões.

A osteoporose não tem cura e, infelizmente, não é possível reverter a perda óssea completamente. Especialistas defendem, portanto, as medidas preventivas, que evitam ou retardam o desenvolvimento da doença.

Estágio 4 – Nesta fase, a osteoporose é muito grave. O risco de fraturas é maior do que no estágio três, e podem existir sintomas. A perda óssea grave no estágio 4 leva a alterações na coluna, como postura curvada e perda de altura, além de uma ou mais fraturas.

Se você tem Osteoporose, alguns tipos de exercícios podem não ser recomendados: Exercícios de alto impacto. Atividades como pular ou correr podem causar fraturas nos ossos enfraquecidos. Evite movimentos bruscos e rápidos em geral.

Normal Até -1 Osteopenia Entre -1 e -2,5 Osteoporose Igual ou inferior a -2,5 Osteoporose estabelecida Igual ou inferior a -2,5 associada a fratura por fragilidade óssea * Critérios estabelecidos para coluna lombar, colo do fêmur ou terço médio do rádio.