O que é prolapso total?

Perguntado por: ddorneles2 . Última atualização: 30 de maio de 2023
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No prolapso da vagina, a parte superior da vagina cai em direção à parte inferior, de modo que a vagina vira do avesso. A parte superior pode cair parcial ou totalmente através da vagina, projetando-se para fora do corpo e causando o prolapso vaginal total.

Prolapso genital, conhecido popularmente como bexiga caída, é um distúrbio provocado pela perda de sustentação não só da bexiga urinária, mas também de órgãos como a uretra, útero, intestino, reto e segmentos vaginais por causa da fragilidade dos músculos que constituem o assoalho pélvico.

O prolapso genital é uma condição ginecológica que não ameaça a vida, mas é causa importante de morbidade. É doença comum que pode afetar intensamente a qualidade de vida das pacientes, causando impacto psicológico, social e financeiro1.

Algumas pacientes podem ter todos os tipos de prolapsos associados, necessitando correção de todos os defeitos. A cirurgia pode ser por via vaginal com uso ou não de telas, ou por via abdominal laparoscópica ou robótica, a depender de cada caso.

De acordo com a gravidade do prolapso uterino, idade e condição geral da paciente, a cirurgia é um procedimento indispensável. Normalmente, essa indicação ocorre quando o grau do prolapso é o 3 ou 4, quando o útero começa a se projetar para fora da vagina ou já está em eversão completa.

O prolapso vaginal total pode causar dor ao se sentar ou caminhar. É possível que ulcerações surjam na vagina saliente e causem sangramento e corrimento. Assim como é o caso do prolapso de útero, o prolapso de vagina pode causar problemas com a micção.

Diagnóstico do prolapso uterino e apical
Confirma-se o diagnóstico do prolapso uterino ou vaginal por exame com espéculo ou exame pélvico bimanual. Raramente, úlceras vaginais exigem biópsia para excluir câncer. Incontinência urinária.

Para diagnosticar e classificar o prolapso
Além da história clínica, a avaliação ginecológica envolve o exame físico feito por compartimentos, buscando separadamente a presença de procidência da parede vaginal anterior, da posterior ou do ápice vaginal.

Pode, sim. Contudo, dependendo do grau de prolapso, a penetração pode ser mais difícil e causar desconforto. E, se a mulher se sentir confortável e sem dor, pode ter relação normalmente, pois o sexo não piora a condição.

“O tratamento dos prolapsos genitais é geralmente cirúrgico, porém, medidas de prevenção como uma boa assistência ao parto, fisioterapias pré e pós-parto, boa alimentação e cuidados com o peso corporal e esforços repetidos são medidas para se evitar o aparecimento dos prolapsos”, ressalta o urologista.

O prolapso de órgãos pélvicos ocorre com mais frequência em mulheres que tiveram vários partos normais e o risco aumenta com cada parto. Tanto a gravidez como o parto podem vir a danificar os nervos, causando fraqueza muscular.

O primeiro grau é aquele em que o útero atinge a parte superior da vagina. O segundo, por sua vez, faz com que o útero desce até o introito vaginal (extremidade inferior da vagina). O terceiro grau do prolapso uterino acontece quando o útero desce para o introito vaginal.

O tratamento para o prolapso genital é cirúrgico e visa à recolocação dos órgãos na posição adequada e ao reforço da musculatura. Leia mais na entrevista. O prolapso genital é mais conhecido como “bexiga caída”, mas também pode acometer, além da bexiga, a uretra, o útero e o reto.

Nos pacientes em que o prolapso retal é causado por prisão de ventre, o tratamento também inclui medicamentos laxantes, aumento da ingestão de alimentos ricos em fibras e ingestão de cerca de 2 litros de água por dia, para tentar reduzir o esforço a evacuar e tentar que o problema não volte a acontecer.

A duração é de aproximadamente 45 minutos e a paciente é liberada do hospital 3 horas após o procedimento, sem sondas ou curativos.

O tratamento para o prolapso uterino é indicado de acordo com o grau da descida do útero. A terapia hormonal e a fisioterapia específica podem ajudar a aliviar os sintomas, além do uso de pessários vaginais, dispositivos de silicone são colocados na vagina e servem de apoio para os órgãos prolapsados.

Isso porque, o médico urologista é a especialidade mais preparada para diagnosticar disfunções do assoalho pélvico, assim como auxiliar e tirar todas as dúvidas em relação a musculatura pélvica.

O fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, com os exercícios de Kegel e o pompoarismo, representam o pilar do tratamento fisioterápico e indicada no prolapso grau 1 e 2. A fisioterapia auxilia tanto no tratamento, como na prevenção do prolapso dos órgãos pélvico.

Uma histerectomia por via vaginal devida a prolapso requer um período de recuperação de cerca de 6 semanas.

Uma vez estabelecido, não há exercício físico que possa reverter o prolapso vaginal. Se possível, desenvolva esses exercícios diariamente, ou encaixe-os na rotina. Entre outros exercícios pélvicos adicionais, que podem ser incluídos no dia a dia, estão os agachamentos, pontes e pranchas.