O que é uma igreja gótica?

Perguntado por: emedeiros . Última atualização: 19 de maio de 2023
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A Arquitetura Gótica refere-se a um estilo arquitetônico que vigorou durante a Baixa Idade Média (século X ao XV). As igrejas, as catedrais, as basílicas e os mosteiros são as principais referências da arquitetura gótica. Por isso, a arte gótica é também conhecida como a “arte das catedrais”.

A ideia de Arquitetura Gótica se refere ao movimento que dominou o estilo de construções do séculos 10 ao 15, correspondente à Baixa Idade Média. Nesse período, a maioria das obras era feita com finalidade religiosa e, por isso, essa tendência também é chamada de “arte das catedrais”.

o interior da arquitetura românica é escuro, já o da gótica é arejado e iluminado; a gótica não apresenta muitas estruturas de suporte, enquanto a românica tem grandes pilares em seu interior; a gótica conta com muitas gárgulas, o que não acontece com a românica.

Religião e simbolismo
A subcultura gótica é laica, ou seja, é neutra à qualquer religião. É comum pessoas de fora da subcultura pensarem que os góticos estão diretamente ligados à esoterismo, anticristianismo e satanismo, sendo tal afirmação uma ideia equivocada.

Vestem-se de preto, usam maquilhagem carregada em tons escuros e ouvem música com letras obscuras e melancólicas. Estas são as principais características dos jovens góticos, estilo que foi agora alvo de um estudo por parte da Universidade de Oxford.

O “mundo dos góticos” é uma mistura de morbidez, horror, música e arte. Os adeptos da filosofia gótica adoram caminhar, à noite, em cemitérios e ir à bares e boates decorados com caixões, velas, caveiras, crucifixos, correntes, facas, e outros objetos relacionados com tortura e morte.

Contudo, diz-se que a cor preta é usada para simbolizar diferentes coisas como morte, medo, noite, escuridão, e outras características comuns como crenças góticas, música, belas artes e literatura.

Os godos (em gótico: Gut-þiuda; em alemão: Goten; em Sueco antigo Gutar; em latim: Gothi) eram uma tribo germânica, composta por uma amálgama de grupos e clãs com diversos líderes. A sua origem é objeto de controvérsias.

Quando falamos em arquitetura gótica no Brasil, na verdade, estamos nos referindo ao neogótico, uma vez que esse estilo não surgiu na Idade Média por aqui, mas apenas no final do século XIX. Entre alguns exemplos, podemos citar: Catedral de Sé (São Paulo) – que conta com vitrais, estrutura vertical e gárgulas.

A Catedral de Sevilha é a maior catedral gótica do mundo. No entanto, sua planta não tem a forma de cruz latina própria deste tipo de templo; ela é quadrada. O motivo é que foi construída sobre uma antiga mesquita que era a maior da cidade, adaptando-se à estrutura que existia.

Podemos citar como grandes expoentes da pintura gótica o italiano Giotto di Bondone (1267-1337) e o holandês Jan Van Eyck (1390-1441).

Catedral de Notre-Dame

Catedral de Notre-Dame
A arquitetura gótica mais visitada do mundo está localizada em Paris, na Île de la Cité. A construção erguida sobre as ruínas de pequenas igrejas possui 35 metros de altura, 48 metros de largura e 130 metros de comprimento.

A primeira catedral gótica foi a de Saint-Denis, na França. A mais famosa é a catedral de Notre-Dame, em Paris. O termo gótico foi cunhado possivelmente por Giorgio Vassari (1511-1574), durante o Renascimento, como uma forma pejorativa para comparar com o estilo clássico.

Ela se caracterizava por suas altas abóbadas e arcos pontiagudos, janelas altas com vitrais coloridos e uma ênfase na luz e na verticalidade. A origem da arquitetura gótica está relacionada com a ascensão do estilo românico, conhecido pela robustez, paredes grossas e poucas aberturas.

A cruz gótica simboliza o lado sombrio e obscuro da fé, dor e mistério. Ela marca o estilo gótico e é mais uma tendência da moda do que propriamente um símbolo de fé, muito utilizada em tatuagens e, de modo geral, na estética adotada por góticos e punks do fim do século XX, que usam a cruz como adereço de moda.

O movimento gótico não se resumia apenas a atitudes estéticas e musicais, ele traduzia uma nova atitude diante do mundo, mais interiorizada, instrospectiva, expressando o que seus adeptos sentiam com relação à existência. Eles se autodenominavam góticos, pois compartilhavam a mesma paixão pelo som que cultuavam.

A moda gótica é reconhecida pelo seu vestuário preto. Ted Polhemus descreveu a moda gótica como uma "profusão de veludos pretos, rendas, meia arrastão e couro tingido de púrpura ou roxo, firmemente espartilhos atados, luvas, precárias jóias ou símbolos retratando religiosidade, temas filosóficos ou ocultistas".