O que é uma mãe suficientemente boa?

Perguntado por: eramos2 . Última atualização: 20 de maio de 2023
4.8 / 5 14 votos

A “mãe suficientemente boa” pode ser pensada como herdeira de uma relação de vida, aquela para quem a feminilidade e a condição de mulher possam estar assumidas e asseguradas, proibindo-se de fechar o prazer e a sexualidade feminina no estatuto de mãe.

Uma boa mãe não é aquela que faz todas as vontades do filho, mas sim a que encontra o equilibro entre o “sim” e o “não”. Não é aquela que está necessariamente presente em todos os momentos, mas que sabe que as vezes é preciso se ausentar para oferecer um futuro melhor.

A falta de holding adequado provoca uma alteração no desenvolvimento, cria-se uma “casca” (o falso self) em extensão da qual o individuo cresce, enquanto o “núcleo” (o verdadeiro self) permanece oculto e sem poder se desenvolver. O falso self surge pela incapacidade materna de interpretar as necessidades da criança.

Winnicott vai destacar que a “mãe suficientemente boa” efetua uma adaptação ativa que exige uma preocupação fácil e sem ressentimentos. O que nos remete, de novo, à história das mulheres, quando submetidas a uma realidade que lhes dificultou ou impediu a descoberta criativa do mundo.

Abaixo estão algumas qualidades e atitudes de uma boa mãe que você pode usar como orientação em sua jornada para se tornar uma boa mãe:

  1. É Forte. ...
  2. Ama de forma incondicional. ...
  3. Ora pelos filhos. ...
  4. Abre a boca com sabedoria. ...
  5. Demonstra afeto e carinho. ...
  6. Ensina. ...
  7. Cria tempo de qualidade.

Essas três funções da “mãe suficientemente boa” facilitam o desdobramento do processo de maturação, que abrange três tarefas principais: a integração (propiciada pelo holding), a personalização (propiciada pelo handling) e a relação objetal (propiciada pela apresentação dos objetos) (Winnicott, 1999).

Consequências A falta materna pode gerar: desequilíbrios emocionais insegurança sentimento de rejeição complexo de inferioridade irritabilidade depressão distúrbios do sono a sensação de não pertencimento dependência de relações amorosas Porém todos esses resultados podem ser evitados ou minimizados, o que dependerá do ...

Winnicott enfatiza que uma das funções maternas mais preciosas é prover oportunidades ao bebê para ele estar só, enquanto ela está presente de maneira confiável. É uma situação paradoxal, dado que é a presença materna confiável que permite ao bebê estar só e desfrutar desse estado.

Amor de Mãe é aquele amor cheio de carinho e aconchego, proteção e cuidado, presença e amizade, referência e inspiração. Amor de mãe é admiração por tudo que você é e faz, é o amor mais puro e incondicional que existe, é sentir carinho em cada atitude e em cada momento.

A "mãe", é mais que uma nutridora da natureza, ela é a guardiã, apontada pelos céus para seus filhos. Sua influência sobre a vida deles não tem limites. No livro de Timóteo, o Apóstolo Paulo afirma que, a mulher é salva pela "teknogonia".

Suas principais causas são os transtornos congênitos e perinatais, muitas vezes associados a agentes infecciosos deletérios à organogênese fetal, tais como os vírus da rubéola, da imunodeficiência humana (HIV), o vírus Zika, o citomegalovírus; o Treponema pallidum e o Toxoplasma gondii.

Acúmulo de funções e carga mental
Assim, passamos a acumular funções, e isso gera culpa e exaustão, porque ao mesmo tempo que estamos sempre tentando dar conta de tudo, também sentimos que não conseguimos realizar todas as tarefas e funções bem.

Por isso a frase do psicanalista diz que a boa mãe é aquela que se torna desnecessária. Torna-se desnecessária não quer dizer ser desnecessária. Ou seja, um bebê, uma criança na primeira e na segunda infância precisa de cuidados. (Juridicamente, até os 16 anos o indivíduo é tido como totalmente incapaz).

Winnicott, enfatizando o desenvolvimento emocional primitivo, conceitos de regressão, preocupação materna primária, holding, objetos e fenômenos transicionais, falso self, angústias catastróficas e suas relações com a prática clínica.

Dependência e ambiente em Winnicott
Na teoria winnicottiana aparecem 3 fases de dependência: absoluta; relativa e rumo à independência. Na dependência absoluta não há separação entre corpo e meio; ainda não existe Eu configurado; o indivíduo é completamente dependente do ambiente.

A Função Materna é considerada pela Psicanálise, como função necessária para a estruturação e desenvolvimento do psiquismo da criança. Esta não precisa ser necessariamente exercida pela mãe real, podendo também ser exercida pelo pai, pela avó, tia, babá, entre outros.

Para ser uma boa mãe, muitas mulheres acreditam que precisam doar-se completamente e atender a todas as expectativas e interesses de seus filhos, acreditam na perfeição da maternidade e sofrem constantemente com a sensação de estarem sempre abaixo das expectativas sociais relacionadas à maternidade.