O que fazer depois de perder o bebê?

Perguntado por: upires . Última atualização: 19 de maio de 2023
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ficar em repouso nos dias subsequentes; evitar relações sexuais durante o período de sangramento; retornar ou iniciar o pré-natal; procurar um serviço de saúde se houver sinais de infecção, como febre ou sangramento com odor fétido.

Em algumas mulheres, isso pode ser muito rápido, pode expelir em horas após o aborto”, afirma Aline. Mas, em outros casos, pode ser um processo muito mais lento. “Existem muitas gestantes que, mesmo quando o aborto é detectado, podem demorar semanas para ocorrer essa liberação do saco gestacional”, diz.

Sem a curetagem, os restos placentários apodrecem no útero da mulher, ocasionando infecções gravíssimas, a retirada do útero e até a morte. Embora a curetagem, apesar de a maioria das mulheres desconhecer, não ser um procedimento inofensivo, ela é necessária em casos de abortos provocados.

Recuperação da curetagem
A paciente costuma ter alta no mesmo dia ou no dia seguinte. Após a curetagem, ela pode apresentar sangramento, que pode durar de 7 a 12 dias.

Não existe um tratamento específico para o descolamento do saco gestacional. Na maioria dos casos o sangramento irá parar espontaneamente e em algumas semanas o hematoma retrocoriônico irá desaparecer. O internamento hospitalar não é necessário na maioria das vezes pois o sangramento não é volumoso.

Curetagem: quando é necessário fazer? A curetagem é eficaz em quase 100% dos casos de aborto retido. Por esta razão, se o tratamento expectante e farmacológico não derem certo e quatro semanas depois do diagnóstico o feto ainda estiver retido, é necessário internar a paciente para realizar a curetagem.

Entretanto, é durante a 6ª semana que o saco gestacional começa a aparecer no ultrassom transvaginal. Além disso, em seu interior encontramos a vesícula vitelina, uma estrutura que irá nutrir e levar sangue e oxigênio ao embrião temporariamente.

Ela pode acabar de forma espontânea antes mesmo de ser descoberta. Mas, em alguns casos, o saco gestacional continua crescendo, mesmo sem a possibilidade da gestação evoluir, e libera hormônios que podem fazer o teste de gravidez dar positivo.

Se a gestação foi interrompida antes de 8 semanas, é bem possível que todo o material gestacional possa ser expelido naturalmente, sem que haja necessidade de fazer curetagem. Chamamos essa decisão de conduta expectante. Podemos aguardar por até 4 semanas pela expulsão espontânea.

Apesar da morte do feto, nenhum produto da concepção é eliminado e os sinais da gestação simplesmente desaparecem.

CONCLUSÕES: O uso do misoprostol vaginal é uma segura e eficaz alternativa à curetagem uterina para gestações interrompidas no primeiro trimestre, sendo melhor em gestações até 8ª semana. O intervalo de tempo até o esvaziamento foi menor em gestações que foram interrompidas mais precocemente.

Algumas vezes a curetagem uterina pode ser feita em caráter ambulatorial, no consultório do ginecologista, mas pode também necessitar de internação em hospital, geralmente com a paciente tendo alta no mesmo dia, algumas horas após o procedimento.

A curetagem uterina pode ser feita numa clínica ou hospital, através da introdução de uma cureta, um instrumento cirúrgico, pela vagina e com ela é feita uma raspagem das paredes do útero. Outra forma de curetagem é a introdução de uma cânula de aspiração que é um mecanismo de vácuo, que suga todo conteúdo uterino.

Outro aspecto importante é que no caso de aborto, pela legislação, a mulher tem direito a 2 (duas) semanas de repouso, ficando assegurados seus salários e suas funções exercidas.

A realização de mais de uma curetagem pode estar relacionada com maior ocorrência de abortos posteriores, pois os múltiplos procedimentos podem contribuir para o surgimento de pequenas cicatrizes na parede uterina (sinéquia). Porém, de modo geral, não há problemas em engravidar após curetagem.

a duas semanas. avaliação médico-pericial pelo INSS.