O que Freud fala sobre a tristeza?

Perguntado por: hhilario . Última atualização: 23 de maio de 2023
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Freud (1895/1996c) afirma que a melancolia é acompanhada de uma anestesia sexual psíquica, na qual o indivíduo não apresenta desejo sexual. Em relação à depressão, ele a aproxima da neurose de angústia.

De acordo com Silva (2020), Freud percebeu que a ansiedade é uma condição que afeta excessivamente o ser humano, pois seus distúrbios estão associados às reações do organismo diante de situações estimulantes, sendo um estado altamente desgastante e que tira as pessoas do controle de suas próprias vidas.

A distinção primordial entre a tristeza e a depressão melancólica está relacionada aos diferentes níveis que elas ocupam na vida psíquica do sujeito. A melancolia é caracterizada como um distúrbio da ordem do humor e não do sentimento, como a tristeza (Bloc, Souza, & Moreira, 2016).

Para Freud, o luto se relaciona, de mais a mais, a uma reação natural, ou seja, a uma reação esperada diante da perda de um objeto amado. Dessa forma, não pode ser sempre entendido como um processo patológico, mas como uma condição que deverá ser superada com o tempo.

A frase “Se você ama, sofre. Se não ama, adoece” é uma das mais populares de Sigmund Freud. Ela está incluída na sua obra “Introdução ao narcisismo,” e atualmente a encontramos circulando nas redes sociais.

Dessa forma, o pensamento, para Freud, é a contraparte psíquica da ação, uma vez que ele corresponde a deslocamentos de energia mental que visam a descarga motora da excitação.

Sigmund Freud — É possível que a morte em si não seja uma necessidade biológica. Talvez os homens morram porque queiram morrer. Assim como o amor e o ódio pela mesma pessoa coexistem dentro de nós, a vida é uma mistura do desejo de viver com o desejo ambivalente de morrer.

Ele acreditava que boa parte daquilo que vivemos — emoções, impulsos e crenças — surge a partir de nosso inconsciente e não é visível pela mente consciente. Lembranças traumáticas, por exemplo, ficam “bloqueadas” na memória de um indivíduo, mas continuam ativas sem sabermos e podem reaparecer em certas circunstâncias.

“Olhe para dentro, para as suas profundezas, aprenda primeiro a se conhecer.” “Só a experiência própria é capaz de tornar sábio o ser humano.” “O caráter de um homem é formado pelas pessoas que escolheu para conviver.” “Um dia, quando olhares para trás, verás que os dias mais belos foram aqueles em que lutaste.”

A ansiedade, para Freud, tem uma relação com a expectativa, sendo a ansiedade por algo. O verdadeiro perigo é conhecido, sendo que a ansiedade realística é quando existe por esse perigo conhecido. Já a ansiedade neurótica é quando existe um perigo desconhecido, que ainda tem que ser descoberto.

Entretanto, é importante destacar que a psicanálise considera a depressão como uma manifestação atenuada da melancolia, sendo a primeira uma patologia presente nas estruturas neuróticas e a segunda uma patologia ligada às psicoses ou às neuroses narcísicas (JULIEN, 2013).

A ansiedade é uma reação normal a uma ameaça ou a um estresse psicológico. A ansiedade normal tem sua raiz no medo e desempenha um importante papel na sobrevivência. Quando uma pessoa se vê perante uma situação perigosa, a ansiedade desencadeia uma resposta de luta ou fuga.

A tristeza pode se apresentar em diferentes graus de intensidade, variando desde a tristeza passageira, que normalmente dura alguns minutos ou horas, à tristeza profunda, que pode persistir por vários dias ou semanas, além de ser um sinal de problemas mais complexos, como a depressão.

A tristeza profunda costuma ser definida como uma dor na alma. Uma forma de mostrar o quanto aquilo é intenso e interno, como uma “coisa” que vem de dentro e que, nem sempre, tem uma justificativa clara.

Os cinco estágios do luto descritos por ela:

  • Primeiro estágio: negação e isolamento. ...
  • Segundo estágio: raiva. ...
  • Terceiro estágio: barganha. ...
  • Quarto estágio: depressão. ...
  • Quinto estágio: aceitação.

Assim como são as emoções, com cada um sentindo-as de uma maneira, o luto é a mesma coisa. Cada pessoa tem a sua própria experiência, forma de sentir aquilo e passar pelo luto, pela interferência da sua personalidade e vivência.

A duração do luto difere de pessoa para pessoa, mas, segundo a psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross analisou em seu livro “Sobre a Morte e o Morrer”, de 1969, são 5 os estágios do luto. São eles: negação, raiva, negociação, depressão e aceitação.