O que Karl Marx fala sobre a sociedade?

Perguntado por: atavares . Última atualização: 26 de maio de 2023
4 / 5 3 votos

A sociedade para Marx é um fenômeno material e a produção é seu elemento fundamental, é o que a define. Para Marx, a humanidade passou por diversas fases em suas formas de propriedade e estas condicionaram as relações sociais.

O marxismo, na sua forma pura, defende que deve haver uma revolução pela qual a classe operária toma para si os meios de produção e o governo, suprimindo a burguesia e os seus meios de hegemonia e manutenção do poder, que constituem os conjuntos chamados infraestrutura e superestrutura.

Marx saudava a autodestruição do capitalismo. Ele era confiante que uma revolução popular ocorreria e daria origem um sistema comunista que seria mais produtivo e muito mais humano.

Para Marx, portanto, o mundo e o homem são seres históricos, produtos da indústria, do trabalho social, que se modificam de acordo com as suas necessidades em cada época histórica. É a atividade sensível dos homens, o contínuo ato de trabalhar para suprir suas carências que cria permanentemente o mundo.

As revoluções

"As revoluções são a locomotiva da história."
Essa frase revolucionária de Karl Marx afirma ser por meio dos conflitos e lutas sociais que se consegue grandes alterações no curso da história.

Marx acreditava que a educação era parte da superestrutura de controle usada pelas classes dominantes. Por isso, ao aceitar as idéias passadas pela escola à classe dos trabalhadores (que Marx denominava classe proletária) cria uma falsa consciência, que a impede de perceber os interesses de sua classe.

Em seu livro A ideologia alemã, lançado em 1846, Marx aponta a ideologia como uma falsa consciência da realidade. Para ele, ela é um instrumento de ocultamento da realidade utilizado pela classe dirigente para sobrepor-se às demais classes com a aquiescência delas.

A sociedade comunista é caracterizada por processos democráticos, não apenas no sentido da democracia eleitoral, mas no sentido mais amplo de ambientes sociais e de trabalho abertos e colaborativos.

Karl Marx (1818–1883) foi um filósofo e revolucionário socialista alemão. Criou as bases da doutrina comunista, na qual criticou o capitalismo. Com suas obras filosóficas, Marx deu origem a um conjunto de ideias que foram chamadas de Marxismo e se tornou doutrina oficial dos países de regime comunista.

A participação do indivíduo na sociedade está ligada à função que ele desempenha nela. Marx enfatiza a divisão de classes, sendo que a classe que domina sobre as demais produz e dissemina a ideologia que permite que as classes exploradas por meio do trabalho aceitem e validem a exploração que sofrem.

Eliminando a propriedade privada, a burguesia e o capitalismo por completo a sociedade chegaria, conforme a teoria marxista, a um estágio de plena igualdade chamado de comunismo.

Max Weber foi um sociólogo, jurista e economista alemão. O pensador é considerado um dos clássicos da sociologia por ter fundado um método de análise sociológica de extrema importância para o desenvolvimento da sociologia enquanto ciência autônoma e bem fundamentada.

O que o marxismo afirmou é que a natureza humana tem dimensão histórica e, portanto, se transforma. O que o marxismo preservou foi a idéia de que a diversidade de capacidades não permite explicar a desigualdade social que nos divide. É a exploração de uns pelos outros a causa da desigualdade, e não o contrário.

Para Marx, o desenvolvimento da divisão do trabalho no capitalismo opõe as forças intelectuais do processo de produção como propriedade alheia aos produtores que realizam o trabalho manual. O capital, nesse sentido, exerce o poder despótico ao dominar e dirigir as potências intelectuais da produção.

Estes quatro pressupostos são os seguintes: 1. o indivíduo, enquanto ente singular, é um indivíduo natural (corpóreo, concreto, sensível), natural consciente, como elemento da natureza; 2. o indivíduo humano é histórico, resultado do desenvolvimento histórico, portanto não é uma substância perene, eterna, a-histórico, ...

O slogan político "Proletários de todos os países, uni-vos!" (no seu original alemão Proletarier aller Länder, vereinigt euch!), um dos mais famosos gritos de protesto do socialismo, vem do Manifesto Comunista (1848) de Karl Marx e Friedrich Engels.

Desenvolvido pela primeira vez por Karl Marx e Friedrich Engels em meados do século XIX, tem sido a ideologia mais importante do movimento comunista.

Ressalta-se, portanto, que a análise da autora enfatiza a questão social como “parte constitutiva das relações sociais capitalistas” que, condensando múltiplas desigualdades, revela “o anverso do desenvolvimento das forças produtivas do trabalho social” (IAMAMOTO, 2001, p. 10).