O que planejavam os conjurados?

Perguntado por: abarros . Última atualização: 29 de maio de 2023
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Para eles, a Conjuração representava a possibilidade de viver em um país mais liberal, livre do monopólio imposto pela Coroa, garantindo-lhes a liberdade comercial e o controle sobre as ações do governo. Enfim, significava o fim da tutela da metrópole.

Na questão do trabalho escravo, não existia um consenso entre os inconfidentes. Assim, alguns defendiam a libertação dos escravos, mas outros defendiam a permanência da escravidão caso a capitania alcançasse sua independência.

Os inconfidentes (ou conjuradores) estavam muito insatisfeitos com o aumento dos impostos cobrados pela Coroa Portuguesa. Eles entenderam que Minas tinha condições financeiras de se manter sem precisar da interferência de Portugal.

Os conjurados baianos, inspirados pelos princípios iluministas, propunham a independência do Brasil, a instauração de uma república, a abolição do tráfico de escravos, a promoção de reformas urbanas e a garantia de liberdade religiosa.

A Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates aconteceu em Salvador, na Bahia, em 1798, e tinha como objetivos principais o rompimento com Portugal e a abolição da escravidão.

A Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates foi um movimento político popular ocorrido em Salvador, Bahia, em 1798. Tinha como objetivos separar a Bahia de Portugal, abolir a escravatura e atender às reivindicações das camadas pobres da população.

Vistas como as duas mais expressivas revoltas do tempo colonial, a Inconfidência Mineira de 1789 e a Conjuração Baiana de 1798 ficaram conhecidas como as duas revoltas que defendiam a extinção do pacto colonial.

Trata-se do português Joaquim Silvério dos Reis Montenegro Leiria Grutes (1756-1818), conhecido nos livros como Silvério dos Reis e sinônimo de traição ao movimento ocorrido em 1788-1789, a Inconfidência ou Conjuração Mineira, liderado pelo alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (1746 a 1792).

Inconfidência Mineira
Ao lado de companheiros idealistas como ele, planejou e provocou um movimento para tornar o Brasil independente de Portugal. Ele queria um País livre.

A Conjuração Baiana foi resultado da insatisfação das elites com o governo metropolitano que prejudicava as atividades econômicas dessa classe. Além disso, na cidade de Salvador do final do século XVIII, a fome era um problema que afetava a qualidade de vida de todos.

A partir de então nasce o Tiradentes conspirador ou o aglutinador da insatisfação popular que desejava melhorias e progresso econômico, segundo ele, barrados pela administração que gerenciava a capitania de Minas.

Os conjurados foram presos em Minas Gerais por ordem do Visconde de Barbacena e Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes) foi detido no Rio por diligência do Vice-Rei Luís de Vasconcelos e Sousa. O processo prolongou-se até 1792, no Rio de Janeiro, para onde haviam sido conduzidos os acusados.

A devassa contra os conjurados
Por ordem da rainha D. Maria I, em 1790 iniciou- se o processo contra os conjurados, registrados nos Autos da Devassa contra a Inconfidência Mineira, que durou até 1792. Os réus foram acusados de inconfidência, ou seja, falta de fidelidade ao rei.

A Inconfidência Mineira foi a revolta, de caráter republicano e separatista, organizada pela elite socioeconômica da capitania de Minas Gerais contra o domínio colonial português. Também conhecida como Conjuração Mineira, demonstrou a insatisfação local com a política fiscal praticada por Portugal.

A Revolta dos Búzios: liberdade e igualdade
De acordo com o historiador Clóvis Moura, “este movimento foi conduzido por elementos da plebe rebelde e visava a independência e o fim da escravidão. Seus líderes haviam assimilado os princípios da Revolução Francesa”.

Movimento conspiratório ocorrido em Salvador em 1798
Entre essas atividades profissionais estavam os alfaiates, soldados de baixas patentes, artesãos, carregadores, pescadores, sapateiros, pedreiros e vendedores ambulantes. E foi justamente essa classe social que aderiu a Conjuração Baiana.

Diferente do sentido de inconfidência, que significa "infidelidade" ou "deslealdade", a conjuração quer diz "conspiração contra o Estado".