O que se pode dizer sobre a sociedade Babilonica?

Perguntado por: aAvila . Última atualização: 19 de maio de 2023
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Resposta. Resposta: Era uma sociedade que seguia a risca seu código penal, um lugar onde todo e qualquer crime era pago na mesma moeda. E, pela severidade do código, os babilônios costumavam desempenhar do melhor modo possível suas atividades.

Os povos babilônios eram cientificamente inclinados, possuíam uma sociedade estratificada e eram politeístas, sendo estas as suas principais características. Foram inventores de uma série de tecnologias que posteriormente seriam adotadas por muitos povos, como a irrigação.

Os babilônios também desenvolveram um rico e preciso calendário, cujo objetivo principal era conhecer mais sobre as cheias do rio Eufrates e também obter melhores condições para o desenvolvimento da agricultura.

Até o início do império, a economia na Babilônia era baseada na agricultura. A partir do reinado de Nabucodonosor, contudo, o trabalho nas obras passaram a ser importante fonte de renda para a população, que recebia pelos serviços prestados.

Era formada por antigos escravos, homens livres desclassificados (plebe), muitas vezes estrangeiros. Abaixo destes estava a classe dos escravos, wardu, resultante, sobretudo, da guerra, mas também determinada pelo nascimento, em virtude de sua hereditariedade.

Os Babilônios, tão conhecidos por suas antigas observações e cálculos astronômicos, feitos com ábacos, uma invenção do mesmo povo, usavam um sistema de numeração herdado das civilizações Sumérios e acadianos.

A economia era baseada na agricultura, principalmente no cultivo da cevada. A cevada era usada como meio de pagamento de salários e em rações diárias, sendo também utilizada como a base para a manufatura de uma bebida natural: a cerveja.

Religião. Como todos os povos mesopotâmicos a religião dos caldeus era politeísta, com o culto a diversos deuses os quais estavam relacionados com a natureza e os animais. Na porta da cidade da Babilônia foi feito um mosaico de Ishtar, a deusa do amor e protetora da cidade.

O Império da Babilônia ficou excepcionalmente conhecido pelo seu código jurídico, chamado de código de Hamurabi, que se tornou, junto ao seu rei, a maior referência a esta antiga civilização.

Os homens livres podiam ter bens, terras ou exercer atividades comerciais e artesanais. A condição econômica e social lhes permitiam ingressar no conselho da cidade, embora pudesse se tornar escravos caso não pagassem suas dívidas.

Babilônia foi o nome da capital da Suméria, na antiga Mesopotâmia, que atualmente é o Iraque.

A Babilônia tem grande importância histórica. É considerada por pesquisadores como o berço da evolução humana. Isso porque os avanços sociais, políticos, tecnológicos, econômicos e culturais alavancaram o avanço da sociedade.

Segundo relata o Cilindro de Ciro, na origem da queda da Babilónia esteve uma ordem dada pelo deus Marduk ao imperador persa no sentido de conquis- tar a cidade. O deus tutelar da Babilónia pretendia punir o rei Nabónido pelo seu desrespeito pelo culto.

Iraque

Babilônia, assim como Ur e outras cidades de Bíblia, era um dos centros urbanos mais importantes da antiga Mesopotâmia, atual Iraque.

A Babilônia foi absorvida pelo Império Aquemênida em 539 a.C. Um ano antes da morte de Ciro II, em 529 a.C., ele elevou seu filho Cambises II ao governo, tornando-o rei da Babilônia, enquanto ele reservava para si o título mais completo de "rei das (outras) províncias" do império.

Por volta de 1900 a.C., um novo processo de invasão territorial dizimou a dominação dos sumérios e acádios na região mesopotâmica. Dessa vez, os amoritas, povo oriundo da região sul do deserto árabe, fundaram uma nova civilização que tinha a Babilônia como sua cidade principal.

O enfraquecimento dos acádios permitiu a conquista do poder pelos amoritas. Os amoritas eram um povo semita originário do deserto da Arábia que haviam se estabelecido na cidade da Babilônia. Por volta de 1900 a.C., esse povo constituiu um império na região, conhecido como Primeiro Império Babilônico.

Existia uma grande quantidade de reis divinos, à frente dos quais estava Marduk. Importantes eram também Samas, o deus Sol e da justiça, que está representado no Código de Hamurabi; e Ishtar, a deusa do amor e da guerra. Além desses, havia divindades dos mundos inferiores e alguns espíritos angelicais.

Comia-se carnes, pães, legumes, frutas e bolos de mel acompanhados de vinho e de fermentados de cevada ou tâmaras.