Para que serve o exame de lactato?

Perguntado por: abarbosa . Última atualização: 19 de maio de 2023
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A dosagem de lactato é um exame de sangue que mede a quantidade de ácido lático presente no sangue. O ácido lático é um subproduto normal do metabolismo da glicose que é produzido quando o corpo não consegue obter oxigênio suficiente para atender às necessidades musculares durante o exercício.

Por que fazer este exame? Para detectar altos níveis de lactato no sangue, que pode indicar falta de oxigênio (hipoxia) ou a presença de outras doenças/estados clínicos que causam excesso na produção ou retirada insuficiente do lactato do sangue.

No dia a dia do plantão, a causa mais comum de aumento do lactato é a má perfusão sistêmica: a redução na oferta e/ou captação de oxigênio nos tecidos favorece o metabolismo celular anaeróbio, com maior produção do ácido lático.

Os autores especularam que, no começo da evolução da sepse, os níveis aumenta- dos de lactato respondem rapidamente às melhoras do for- necimento de oxigênio aos tecidos (que é o principal efeito do aumento do débito cardíaco, por meio da ressuscitação hídrica, e da melhora da pressão de perfusão, pelo uso de ...

Já o lactato terá, prioritariamente, dois destinos: ser utilizado como principal substrato da gliconeogênese (equação II) ou ser oxidado pelo SNC, coração, músculos (equação III).

Níveis superiores a 4,0 mmol/L podem indicar fadiga muscular, lesão muscular, falta de oxigênio nos tecidos ou outras condições médicas.

O que fazer então? O tratamento é o suporte hemodinâmico. A correção da acidose com bicarbonato ou diálise é tema controverso e não há suporte robusto na literatura. Muitos autores recomendam repor bicarbonato se pH < 7,15-7,20.

Em condições normais, a maioria do lactato é produzida pelos eritrócitos, mas durante exercício ou atividade física intensa, o músculo produz grandes quantidades de lactato, devido à condição de insuficiente oxigenação do músculo nestas situações.

Há atualmente diferentes maneiras de se obter o limiar de lactato. O método mais utilizado é através de protocolo de campo que se utiliza da coleta de pequena amostra de sangue capilar (retirado do lobo da orelha externa ou mesmo da ponta do dedo).

O resultado é fornecido em segundos e pode ser usado para avaliar o desempenho físico ou para monitorar a evolução de uma doença relacionada ao ácido lático.

Realizar coleta utilizando o tubo com o anticoagulante correspondente ao exame, homogeneizar, centrifugar a amostra, separar o plasma em tubo transporte de material e acondicionar conforme estabelecido para o exame. Transportar refrigerado (2°C a 8°C). A amostra é estável por até 14 dias refrigerada entre 2°C e 8°C.

O aumento das concentrações de lactato seria responsável pela queda do pH e íons H+ e pelo aumento do tamponamento pelo bicarbonato de sódio, cujos produtos finais são água e CO2. Dessa forma existiria relação de causa e efeito entre o aumento do lactato plasmático e as alterações respiratórias.

Assim, o acumulo do lactato nas células musculares ocorre quando a necessidade energética não consegue acompanhar o tamponamento, sendo rapidamente transportado para a corrente sanguínea por meio de difusão facilitada (MCARDLE;KATCH; KATCH, 2016).

Na maioria das vezes, a sepse é causada por infecção com certos tipos de bactérias. Raramente, fungos, tais como Candida, causam sepse. Infecções que podem levar à sepse começam mais comumente nos pulmões, abdômen ou trato urinário. Na maioria das pessoas, essas infecções não levam à sepse.

Quais as causas do choque séptico? Geralmente, o choque séptico é causado por uma infecção bacteriana. Vírus e fungos também podem causar o choque séptico. As toxinas liberadas pelos agentes invasores podem causar danos graves aos tecidos e resultar em funções reduzidas dos órgãos e pressão arterial baixa.

A infecção generalizada (sepse) pode estar localizada em apenas um órgão, como por exemplo, o pulmão, mas pode vir a comprometer o funcionamento de vários órgãos, entre eles, os rins. O colapso do rim, gera a IRA – Insuficiência Renal Aguda, que paralisa as funções do órgão, gerando danos imediatos ao corpo.

Os níveis de ácido láctico podem aumentar durante o exercício extenuante e quando certas doenças ou distúrbios reduzam o fluxo de sangue e oxigênio. A acidez reduz o pH do sangue e torna a respiração mais profunda e mais rápida, porque o corpo tenta liberar o excesso de ácido no sangue .

Ácido láctico ou lactato sanguíneo
O ácido lático não é produzido pelo organismo durante o exercício e é diferente do lactato sanguíneo, pois contém um próton adicional. Essa diferença é muito pequena, daí a confusão, mas o corpo produz e usa lactato sanguíneo, não ácido lático. É um erro comum.