Pode falar portador de deficiência é errado?

Perguntado por: esampaio . Última atualização: 2 de junho de 2023
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As deficiências são reais e não há porque serem disfarçadas, por isto, não tenha receio em usar a palavra deficiência”, diz. Os termos “portador de deficiência” e “portador de necessidades especiais (PNE)” não devem ser mais usados. O correto é usar apenas “pessoa com deficiência” ou na forma abreviada “PcD”.

Muitas vezes adotado para se referir a estudantes com deficiência, seu uso é equivocado. Afinal, a educação inclusiva diz respeito a todos, e não apenas a alunos da Educação Especial. “Aluno sem deficiência” seria a expressão mais apropriada.

“pessoas portadoras de deficiência”.
Pela lei do menor esforço, logo reduziram este termo para “portadores de deficiência”. O “portar uma deficiência” passou a ser um valor agregado à pessoa. A deficiência passou a ser um detalhe da pessoa.

Definitivamente não! Não é a deficiência que torna alguém especial, todos somos especiais pra alguém em alguma área da vida porque temos qualidades, independente de ter deficiência ou não! Esse talvez seja um dos piores termos, existe até quem fique ofendido com ele.

Termos como “criança especial”, “portador de necessidades especiais”, “portador de autismo” não são utilizados. Pela lei, o termo correto é Criança com Deficiência ou Pessoa com Deficiência. O mesmo vale para a preferência na utilização do termo pessoa autista e não pessoa com autismo.

Pessoa com deficiência é aquela que tem impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental, intelectual ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, podem ter obstruída sua participação plena e efetiva na sociedade, em igualdade de condições com as demais pessoas. O conceito está expresso no art.

ALUNO COM DEFICIÊNCIA
É a maneira mais adequada para se referir genericamente aos estudantes com deficiência. NÃO USE: Não fale “aluno de inclusão”: a escola deve incluir a todos. Também é errado falar aluno normal, o que sugere que a deficiência é anormal.

TERMO CORRETO: pessoa com deficiência intelectual (esta deficiência ainda é conhecida como deficiência mental). O termo deficiente, usado como substantivo (por ex.: o deficiente intelectual), tende a desaparecer, exceto em títulos de matérias jornalísticas por motivo de economia de espaço.

pessoas especiais”.
O adjetivo “especiais” permanece como uma simples palavra, sem agregar valor diferenciado às pessoas com deficiência. O “especial” não é qualificativo exclusivo das pessoas que têm deficiência, pois ele se aplica a qualquer pessoa.

Quando falamos de inclusão, falamos de uma inovação, de uma sociedade que se percebe heterogênea e que permite que apareçam as diferenças.

A década de 90 estreia uma nova nomenclatura, a fim de encerrar a estigma, dessa vez surge “pessoas com necessidades especiais” e seus derivados como criança especial, aluno especial etc. No século XXI, surge o termo que é utilizado até os dias atuais: “pessoa com deficiência”.

Desde o Ano internacional da Pessoa com Deficiência, em 1981, passamos a adotar a expressão “Pessoa deficiente”, enfatizado com isso a pessoa com uma limitação.

Considera-se discriminação em razão da deficiência toda forma de distinção, restrição ou exclusão que prejudique, impeça ou anule direitos e liberdades fundamentais da pessoa com deficiência.

Utilizar esse termo acaba se tornando um ato de capacitismo, e causa a impressão de que uma pessoa com deficiência não é capaz de viver normalmente em sociedade por possuir “necessidades especiais”, ou ser “pessoal especial” e, consequentemente, diferente dos demais.

Nada de dizer aluno especial, aluno portador de deficiência ou aluno autista, esquizofrênico, etc. Pode parecer um excesso de cuidado, mas utilizar os termos mais adequados demonstra o seu respeito e o seu conhecimento a sobre da condição destas pessoas.

A lei define que pessoa com deficiência é aquela que tem impedimentos de longo prazo (pelo menos 2 anos) de natureza física, mental, intelectual, ou sensorial. Os impedimentos podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade,em igualdade de condições com as demais pessoas.

Um erro comum, mas prejudicial, é identificar pessoas com esquizofrenia simplesmente como um diagnóstico clínico. O termo inapropriado “esquizofrênico” é comumente utilizado pelo público e até mesmo por profissionais de saúde para se referir a uma pessoa que vive com esquizofrenia.

Ao se referir à uma pessoa com autismo é importante usar linguagem respeitosa e neutra. Evitar termos pejorativos e usar: “pessoa com autismo” ou “autista”, caso não saiba o nome da pessoa, se souber, refira-se a ela sempre e, simplesmente, pelo seu nome.

Esses termos, na verdade, são abreviações das nomenclaturas: Neuroatípicos e Neurotípicos. Eles são uma maneira correta de se referir a pessoas com autismo, sem autismo ou até mesmo outros tipos de transtornos.

13. Deficiente mental (quando se referir a uma pessoa com transtorno mental) TERMOS CORRETOS: pessoa com transtorno mental, paciente psiquiátrico. Consultar BRASIL (2001), “lei sobre os direitos das pessoas com transtorno mental.

As várias deficiências podem agrupar-se em quatro conjuntos distintos, sendo eles:

  • Deficiência visual.
  • Deficiência motora.
  • Deficiência mental.
  • Deficiência auditiva.
  • Paralisia cerebral.