Por que congelar a placenta?

Perguntado por: oflores . Última atualização: 27 de maio de 2023
4.7 / 5 18 votos

Ela precisa ser congelada para que as proteínas parem de atuar, ou fixada em formol. Uma vez congelada, a placenta pode ser descongelada sem maiores riscos. A forma mais segura seria fazer o carimbo e descartá-la, ou plantá-la, virando adubo.

No Sudão, a placenta é considerada o espírito gêmeo da criança, e acreditam que ela deverá ser enterrada em um local que representa as expectativas e esperanças dos pais em relação ao filho. Os aborígenes a usam para fazer colares, para ajudar no crescimento saudável da criança e protegê-la contra doenças.

Descarte - Placenta (1)
As placentas são consideradas como resíduo infectante, vão para o saco branco leitoso, depois fica armazenada em uma geladeira por 2 dias, quando é recolhida pela empresa que recolhe e incinera este resíduo infectante.

Depois de cumprir sua função durante nove meses, a placenta é naturalmente expulsa do corpo pelas contrações no parto normal – na cesárea, é retirada após o recém-nascido. O fim da ligação entre ela e o bebê termina quando o corte do cordão umbilical é realizado e, geralmente, segue para o lixo orgânico do hospital.

Após o parto, a placenta geralmente se solta do útero e a mulher pode expulsar a placenta sozinha ou com a ajuda de um médico ou parteira.

Porém, se a idéia é levar a placenta para casa no intuito de vendê-la, deve-se lembrar da Lei 9.434/97, que em seu Art. 15, prevê como crime a venda de tecidos, órgãos (como é o caso da placenta) ou partes do corpo humano, com a pena de reclusão de 3 a 8 anos e multa de 200 a 360 dias-multa.

Médicos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos (EUA) não recomendam a ingestão de placenta, pois o ato pode levar à infecção por bactérias, como o estreptococo do grupo B, causando problemas graves nos pulmões, cérebro, sangue, ossos e articulações em bebês recém-nascidos.

Geralmente, a mãe consegue empurrar a placenta para fora sozinha. Contudo, em muitos hospitais, assim que o bebê nasce, administra-se ocitocina à mulher (por via intravenosa ou intramuscular) e massageia-se o abdômen periodicamente para ajudar o útero a se contrair e expelir a placenta.

Logo após o parto, a mulher perde uma quantidade significativa de sangue e de nutrientes “A prática de ingerir a placenta in natura oferece benefícios imediatos para a mulher após o parto, como aporte de ferro e aporte hormonal, e por isso pode ajudar a recompor todas essas vitaminas e nutrientes perdidas no parto”, ...

O hábito de ingerir a placenta após o parto vem ganhando popularidade no mundo devido à divulgação de seus possíveis efeitos benéficos, como redução do risco de depressão pós-parto, melhora na recuperação da mulher e aumento na produção de leite.

A placenta é uma estrutura temporária que desempenha funções essenciais para a manutenção e o desenvolvimento do feto dentro do útero, garantindo sua saúde e proteção. Ela fornece a nutrição, a remoção de resíduos, a proteção imunológica, além de desempenhar a síntese de hormônios essenciais durante a gestação.

A placenta é constituída por tecido materno e embrionário. Tem como função fornecer nutrientes e imunidade, realizar trocas gasosas e remover excretas do embrião. A placenta é um órgão em formato de disco que é formado pela união do endométrio e membranas extraembrionárias.

Ciência alerta para os riscos desta prática
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda, apenas, o corte tardio do cordão umbilical, quatro a cinco minutos após o nascimento do bebé, segundo as novas guidelines da organização, publicadas no início do ano passado.

Tenha uma alimentação saudável e balanceada, com muitas frutas, legumes e verduras frescas e poucos alimentos processados, açucarados e fritos. Exercite-se regularmente durante a gestação para aumentar o suprimento de oxigênio do seu corpo.