Por que mataram Antônio Conselheiro?

Perguntado por: ufurtado . Última atualização: 31 de maio de 2023
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Para acabar com o mau exemplo de Canudos, o governo federal realiza um verdadeiro massacre, pondo fim ao lugar e à vida do Conselheiro.

As principais causas deste conflito, que desencadeou a Guerra de Canudos, estão relacionadas às condições sociais e geográficas da região. As características geográficas e as condições sociais do Nordeste brasileiro formavam um conjunto de fatores geradores de um estado de permanente conflito e revolta social.

Ainda não se sabe exatamente qual foi a causa de sua morte. Especula-se que morreu por conta de ferimentos de granada ou por doença. Sua morte ocorreu dias antes do término da Guerra de Canudos, em 5 de outubro de 1897. O conflito teve início em 1896 na então comunidade de Canudos, no interior da Bahia.

Figura carismática, Antônio Conselheiro adquiriu uma dimensão messiânica ao liderar o Arraial de Canudos, um pequeno vilarejo no Sertão baiano, que atraiu milhares de sertanejos, entre camponeses, indígenas e escravos recém-libertos, e que foi destruído pelo Exército da República na chamada Guerra de Canudos.

Conselheiro era um homem profundamente religioso e acreditava que Deus estava do lado dos oprimidos e não dos opressores; assim defendia que dentro da comunidade, mediados pela fé, todos vivessem uma vida de fraternidade e divisão do trabalho e dos frutos do trabalho.

O papel de Antônio Conselheiro em Canudos foi de liderar a comunidade formada por sertanejos pobres, que se refugiaram na região em busca de melhores condições de vida. Ele pregava a resistência contra o governo e a elite dominante, defendendo um modo de vida simples e comunitário.

Após a Proclamação da República em 1889, Antônio Conselheiro posicionou-se contra a separação do Estado e da Igreja e também contra o casamento civil, isso fez que com sua imagem fosse propagandeada como um “restaurador da monarquia”, um inimigo da República.

Prudente de Moraes ordenou ao ministro da Guerra, marechal Bitencourt, que embarcasse para a Bahia e assumisse o controle direto das operações. Foi então organizada nova expedição, com mais de 5000 homens sob o comando do general Artur Oscar, com a ordem de destruir Canudos.

7 de novembro de 1896 – 5 de outubro de 1897

Antônio Conselheiro (1830-1897) foi um líder religioso e o fundador do arraial do Belo Monte, mais conhecido como Canudos. Foi considerado um fanático religioso na época em que viveu, pois isto foi uma forma do governo republicano justificar o massacre perpetrado contra seus seguidores.

A versão euclidiana caricatural de Antonio Conselheiro – descrito como um monarquista fanático e pregador de catástrofes apocalípticas – caiu como luva para o discurso dos governantes republicanos que buscavam demonizar os “rebeldes de Canudos”, mas passou a ser questionada com o passar do tempo a partir de relatos de ...

O conflito conhecido como Guerra dos Canudos aconteceu no século XIX, pouco tempo depois do famoso evento de Proclamação da República Brasileira: veja que o regime republicano começa em 1889 e a Guerra surge em 1896. Então, o contexto histórico principal era a disputa sobre o sistema governamental vigente no Brasil.

O que houve em Canudos e continua a acontecer hoje, no campo como nas grandes cidades brasileiras, foi o choque do Brasil "oficial e mais claro" contra o Brasil "real e mais escuro".

José Maria de Santo Agostinho

Os impasses foram causados por disputas de terra entre os dois estados e devido a isso ficou conhecido como Contestado. O movimento teve como líder principal o monge peregrino José Maria de Santo Agostinho, personalidade que enfrentou o governo e passou a ser perseguido pelo Estado.

d) Antônio Conselheiro.

Os problemas cresceram com a divulgação das tendências monarquistas de Antonio Conselheiro, para quem a República representava a luta do poder humano contra o poder divino; o beato considerava o casamento civil um desagregador de costumes, uma intromissão em uma questão de competência da igreja.

Um dos principais conflitos da história no país aconteceu em um vilarejo do sertão baiano, liderado por Antônio Conselheiro. O confronto entre os moradores da cidade de Canudos e o exército brasileiro deixou mais de 25 mil pessoas mortas.

Euclides criou, em Os sertões, uma imagem de Canudos como cidade iletrada, dominada por fanatismos e superstições transmitidos de forma oral.

Ele localiza-se num vale cercado de colinas, servido por várias estradas, às margens de um rio intermitente – o Vaza- Barris – no nordeste da Bahia.