Porque o autismo tem o símbolo do quebra-cabeça?

Perguntado por: lmatiass . Última atualização: 23 de maio de 2023
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Esse símbolo foi produzido em 1963 por Gerald Gasson, membro do National Autistic Society em Londres, que o criou para simbolizar as dificuldades de compreensão enfrentadas pelas pessoas com o TEA.

O laço estampado com um quebra-cabeça colorido — símbolo mundial de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) — poderá ser usado em estabelecimentos públicos e privados para indicar prioridade a pessoas nessa condição.

Os símbolos que nós Autistas elegemos são o infinito vermelho, a cor vermelha, e nosso mascote, animal símbolo do autismo, é o gato.

Devido ao TEA ser considerado uma deficiência majoritariamente masculina, a cor escolhida para representar o autismo foi o azul, que está simbolicamente e tradicionalmente ligada ao universo masculino.

A etiologia do transtorno do espectro autista ainda permanece desconhecida. Evidências científicas apontam que não há uma causa única, mas sim a interação de fatores genéticos e ambientais.

Quanto a sua frequência, possui uma predileção a meninos, com frequência de quatro meninos para uma menina. O desenvolvimento de uma criança está intimamente ligado ao cromossomo X. Lembrando sobre o cariótipo, o menino possui um cromossomo X e um Y enquanto a menina apresenta-se com dois cromossomos X.

O dia 2 de abril foi instituído em 2007 pela ONU (Organização das Nações Unidas) como o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. Foi escolhida a cor azul porque o autismo atinge muito mais meninos do que meninas na proporção de 4 meninos para 1 menina, fato que a ciência ainda não consegue explicar.

O Dia Mundial do Orgulho Autista foi criado para promover mais informação e conscientização sobre o autismo e estimular o respeito à diversidade e à inclusão social de autistas de todo o Brasil e do mundo. O autismo é um transtorno da saúde muito discutido na atualidade.

Esse símbolo foi produzido em 1963 por Gerald Gasson, membro do National Autistic Society em Londres, que o criou para simbolizar as dificuldades de compreensão enfrentadas pelas pessoas com o TEA.

A peça de quebra-cabeças se tornou amplamente reconhecida como um símbolo de conscientização e solidariedade com as pessoas com autismo em todo o mundo. O laço (com o desenho das peças de quebra cabeça) é um símbolo comum utilizado em campanhas de conscientização.

O quebra cabeça é um símbolo que representa a complexidade do Transtorno de Espectro Autista — TEA. Foi usado pela primeira vez em 1963 e popularizado pela Autism Speaks, entidade norte americana. A ideia é usar o quebra cabeça para simbolizar as dificuldades de compreensão enfrentadas pelas pessoas com autismo.

“No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, Flor de Cerejeira é referência nacional”, diz vereador João César Mattogrosso. Celebrado anualmente em 2 de abril, a data foi criada pela Organização das Nações Unidas em dezembro de 2007 para a conscientização acerca dessa questão.

Quebra-cabeça
Tem a intenção de mostrar as dificuldades de compreensão enfrentadas pelas pessoas com TEA. Entretanto, as comunidades autistas acreditam que o símbolo representa que as pessoas com o transtorno apresentam dificuldades de compreensão e não se encaixam na sociedade.

Os quatro tipos de autismo

  • Síndrome de Asperger. ...
  • Transtorno invasivo do desenvolvimento. ...
  • Transtorno autista. ...
  • Transtorno desintegrativo da infância. ...
  • Diagnóstico e níveis do Transtorno do Espectro Autista.

No autismo, o azul estimula o sentimento de calma e de maior equilíbrio para as pessoas. Ou seja, em uma sobrecarga sensorial, o azul auxilia para o bem-estar da criança, trazendo mais tranquilidade e leveza ao Autista. As cores laranja e amarela, por serem muito próximas, pode ajudar no estímulo social dos pequenos.

O outro é com o desenho de um quebra-cabeça, símbolo do autismo. O cordão de girassol foi criado em 2016 na Europa.

Para a concessão do benefício, é necessário que o grau de autismo da pessoa seja considerado grave, ou seja, que haja comprometimento significativo nas áreas de comunicação, interação social e comportamento.

Um estudo publicado no periódico Jama em 2015 analisou crianças cujas mães tiveram diabete gestacional na 26ª semana de gravidez e concluiu um risco 42% maior de desenvolver algum tipo de transtorno do espectro autista.

Cérebro mais rápido em certas áreas e mais lento em outras
Isso mostra que o que chamamos de “hierarquia de tempos neurais” ocorre de uma maneira diferente no cérebro de pessoas autistas. De acordo com a publicação, pessoas autistas têm um processamento muito mais rápido de sinais sensoriais.

Pessoas diagnosticadas com o Nível 1 apresentam menos interesse ou dificuldade em iniciar interações sociais, respostas atípicas ou não sucedidas para abertura social, falência na conversação e tentativas de fazer amigos de forma estranha e mal sucedida.

Estudos recentes descobriram que os pais de autistas têm uma quantidade maior de mudanças epigenéticas em seus espermatozoides em comparação com os pais de filhos típicos. Isso sugere que o epigenoma do espermatozoide pode desempenhar um papel na transmissão do risco genético para o autismo.