Porque pessoas se irritam com assobio?

Perguntado por: epires . Última atualização: 2 de junho de 2023
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“Quem tem misofonia fica com o córtex pré-frontal, que é área no cérebro responsável pela atenção, super ativado quando ouve um desses barulhos e sente emoções muito parecidas com angústia, medo e raiva” explica a médica.

Barulho de vômito
Alguns participantes da pesquisa apontaram que foi a imagem mental de alguém vomitando – e não o som em si – que fez o barulho estar no topo da lista.

Aversão e reação forte ao ouvir determinados sons. A palavra Misofonia surge da junção de "miso" (que significa aversão, ódio) com "fonia" (ligado ao som), e é uma patologia que diz respeito ao conjunto de pessoas que produzem reações fortes ao ouvir determinados sons que para a maioria das pessoas são normais.

No cérebro da pessoa, é como se aquele som fosse uma ameaça, seu corpo se prepara para fugir. A princípio são sons comuns, mas o cérebro interpreta de ameaça à vida, aí vem o calor, o coração acelerado, a sudorese. Geralmente a característica é de sons repetitivos”, disse Lisiane Holdefe.

Sintomas misofônicos e hiper-responsividade sensorial também têm sido relatados em crianças portadoras de TOC e em vários outros transtornos neurodesenvolvimentais, como transtorno do déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), transtornos do espectro autista e síndrome do X frágil 8. Cavanna AE, Seri S.

Você sabia que existe ligação entre sensibilidade auditiva e a ansiedade? E é muito mais comum do que imaginamos. Essa hipersensibilidade auditiva caracteriza-se pelo incômodo anormal com diversos sons do ambiente, como buzinas, latidos de cachorro e o tiquetaquear de um relógio, por exemplo.

A associação entre distúrbio de processamento auditivo (DPA) e TDAH é relativamente comum. Muitos pacientes com uma destas condições também apresenta a outra.

A terapia sonora é uma opção de tratamento para a misofonia que envolve o uso de sons específicos para dessensibilizar o paciente para acionar sons. O objetivo da terapia sonora é ajudar o paciente a desenvolver uma resposta mais neutra ou positiva aos sons que desencadeiam sua misofonia.

Sentir incômodo com ruídos excessivamente altos é natural. Contudo ter intolerância a barulhos comuns do dia a dia não é. Essa sensibilidade ao som é conhecida com hiperacusia e causa transtornos na vida de quem sofre com a condição. A hiperacusia é a sensibilidade anormal aos sons de baixa e média intensidade.

Outras opções de tratamento para misofonia e hiperacusia são a terapia cognitiva comportamental, o neurofeedback (técnica utilizada para treinar o cérebro) e a meditação. Elas ajudam o paciente a lidar melhor com a condição e a controlar a misofonia assim como o zumbido.

O pico de som gerado pela erupção do vulcão Krakatoa está muito acima do limite sonoro humano para dor, que é de 130 decibéis. Acima desse número, as pessoas começam a sentir fortes dores no ouvido, o que pode comprometer a audição.

Misofonia e autismo: tem relação? Como falamos, a misofonia está diretamente ligada à hipersensibilidade dos estímulos auditivos, algo bastante comum em pessoas diagnosticadas com autismo. Mas esses diagnósticos diferem por conta dos seus critérios, por isso, um não é sinal do outro.

Pessoas que se irritam facilmente têm o que os psicólogos chamam de baixa tolerância à frustração, o que significa que elas sentem que não merecem se frustrar ou se aborrecer. Esses indivíduos ficam enfurecidos se a situação parece de alguma forma injusta: por exemplo, quando são corrigidas por um pequeno erro.

Pessoas que sofrem de Fonofobia têm medo de barulho, e esse fenômeno é reconhecido como um distúrbio de ansiedade que está relacionado ao som alto e não um transtorno auditivo.

Você já viu uma criança autista tapando os ouvidos em um ambiente com muito barulho? Esse comportamento pode estar ligado a sensibilidade auditiva, uma característica comum em algumas pessoas no Transtorno do Espectro Autista (TEA), que causa desconforto e prejudica o bem-estar.

O diagnóstico e avaliação da hiperacusia, zumbido e misofonia dependem de uma avaliação médica e audiológica. Alguns destes testes são realizados na FONOTOM, entre eles audiometria de alta frequência, pesquisa de limiar de desconforto, inibição residual, emissões otoacústicas e acufenometria.

Falar demais e não ouvir atrapalha, e muito, o relacionamento com outras pessoas, especialmente no ambiente profissional. Entre os sintomas do TDAH observa-se o discurso impulsivo e a espontaneidade indesejada. Pessoas com TDAH falam sem parar, entram e saem da conversa ou apenas falam sobre si mesmas.

Entre os adultos com TDAH, é mais frequente a agressão verbal que a física. Casos de agressividade também são menos frequentes nesse grupo, porque eles tendem a ser menos impulsivos que as crianças. Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade geralmente ocorre em conjunto com outros distúrbios.