Porque sofremos segundo Freud?

Perguntado por: ioliveira . Última atualização: 23 de maio de 2023
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Nesse sentido vamos dar certa ênfase a dois elementos: medo e consumo. O mal-estar na civilização é uma busca pela fonte da infelicidade humana, do antagonismo entre instintos e cultura e de como a sociedade reprime o indivíduo. Freud argumenta que a civilização pretende proteger os seus integrantes ante o sofrimento.

Freud identificou “três fontes de onde vem o nosso sofrer: a prepotência da natureza, a fragilidade de nosso corpo e a insuficiência das normas que regulam os vínculos humanos na família, no Estado e na sociedade”.

Geralmente atribuímos a origem do sofrimento ao controle, disciplina ou determinação. Sofremos seja pela falta ou pelo excesso de racionalização, de previsibilidade e de segurança.

O sofrimento pode nos fazer desenvolver a capacidade humana de podermos viver em uma harmonia social, trazendo consigo a possiblidade da compreensão humana, no qual todos nós somos participantes da vida, em um contexto individual de escolhas, mas com objetivo comum de evoluir e ser feliz.

Na acepção freudiana, felicidade trata-se da realização do programa do princípio de prazer, ou seja, obter prazer e evitar desprazer. Freud mostra que este programa é irrealizável por limitações não só culturais, como também psíquicas.

Freud acreditava que a personalidade estaria essencialmente formada ao fim da terceira fase, por volta dos cinco anos de idade, quando o indivíduo possivelmente já desenvolveu as estratégias fundamentais para a expressão dos seus impulsos, estratégias essas que estabelecem o núcleo da personalidade.

A psicanálise, que se faz através da conversação, trata as doenças mentais a partir da interpretação desses fenômenos, levando o paciente a identificar as origens de seu problema, o que pode ser o primeiro passo para a cura.

O sofrimento é, pois, uma suposição sobre o que o paciente “sente”, para além do que disso ele pode dizer. Esta suposição dá corpo a um objeto imaginário que passa por causa de toda psicanálise. Invocar um padecer basta para confirmar o bem fundado de um tratamento analítico.

Freud e a Sexualidade
E, como poderia ser esperado, por ser esta a área em que Freud mais se dedicou, também é onde ele mais errou — algumas vezes de forma tão grosseira que sua teorias sobre sexualidade podem ser consideradas tão absurdas quanto defender que a Terra é plana em pleno 2020.

A frase “Se você ama, sofre. Se não ama, adoece” é uma das mais populares de Sigmund Freud. Ela está incluída na sua obra “Introdução ao narcisismo,” e atualmente a encontramos circulando nas redes sociais.

Sobrevivendo as "pancadas" da vida
Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro. A vida é bela, mas também pode ser muito cruel e difícil para algumas pessoas.

“Como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada.” — Sigmund Freud, carta a Martha Bernays, 27 de junho de 1882, no livro… Instagram.

Todo sofrimento tem um sentido, tem relação com o modo como vivemos a nossa própria vida. Por isso, sofrimento precisa ser experimentado, ao invés de ser evitado. Se nos apressamos demais com nossa vida geramos ansiedade, se geramos muita expectativa sobre algo e não acontece como esperado, nos deprimimos.

As 6 causas do sofrimento humano

  • SIMBÓLICA – CONEXÃO DO SER COM AS COISAS. ...
  • FÍSICO - A medicina cuida de questões físicas.
  • FONTE AFETIVA INTERNA (SENSAÇÕES)
  • FONTE AFETIVA EXTERNA (COMUNIDADE)
  • INTELECTUAL – (ACREDITAR EM ALGO ERRADO, DESCONHECIMENTO) ...
  • O que o psicólogo tem que ter – feeling.
  • O paciente não é só um corpo.

Cada criatura tem a aflição que lhe é própria. “As vicissitudes da vida têm, pois, uma causa e, visto que Deus é justo, essa causa há de ser justa.” KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo.

Na carta aos Romanos, Paulo ensina que o sofrimento produz perseverança, paciência, persistência, constância.

Uma das suas funções é despertar a fé. Outro tipo de sofrimento é o de natureza moral. Forja e purifica o caráter, faz com que deixemos de ser dúbios ou tépidos em nossos sentimentos mais básicos. Todos os que têm caráter adquiriram-no vivendo diferentes gradações desse tipo de sofrimento.

Buda disse em certa ocasião: “A dor é inevitável, o sofrimento é opcional.” Isso significa que a dor sempre estará presente em nossa vida, pois sofremos acidentes, vivemos perdas, decepções… O que muda de uma pessoa para outra é a interpretação que se faz desses acontecimentos.