Porque tirar sangue do pé?

Perguntado por: lcavalcante . Última atualização: 24 de maio de 2023
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O exame tradicional e básico é capaz de detectar 6 doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme (entre outras hemoglobinopatias), fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase.

O Programa Nacional de Triagem Neonatal tem em seu escopo seis doenças: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Doença Falciforme e outras hemoglobinopatias, Fibrose Cística, Hiperplasia Adrenal Congênita e Deficiência de Biotinidase.

Quem deve fazer o teste? Todas as crianças recém-nascidas, a partir de 48 horas de vida até 30 dias do nascimento. Isto porque qualquer pessoa pode ter um filho portador da doença, mesmo que nunca tenha aparecido um caso na família.

Não devemos escolher lugares com terapia ou hidratação intravenosa, locais com cicatrizes ou queimadura, perto de onde foi realizado uma mastectomia, cateterismo ou qualquer outro procedimento cirúrgico, áreas com hematomas, abscessos, que já sofreram trombose (pouco flexíveis) e com múltiplas punções recentes.

Veias na parte inferior do punho não devem ser utilizadas porque, assim como elas, os nervos e tendões estão próximos à superfície da pele nessa área.

A falta do hormônio provoca retardo neuropsicomotor acompanhado de lesões neurológicas irreversíveis, além de outras alterações corporais. O diagnóstico e o tratamento precoce podem prevenir o retardo mental nas crianças que apresentam esta doença.

O sangue é normalmente colhido do calcanhar do bebê, por ser uma parte do corpo rica em vasos sanguíneos e segura para a coleta, mas mesmo com o nome “teste do pezinho”, é possível coletar sangue do braço do bebê. Em outros casos, também pode ser coletado por meio de punção venosa.

O teste do pezinho, para triagem neonatal, deverá ser realizado, preferencialmente, a partir do 3º até o 7º dia de vida (1,2). Nunca antes de 48 horas de vida, pois os resultados podem não ser confiáveis.

Se o resultado do teste estiver alterado, a família deve ser convocada para o bebê fazer novos exames que podem confirmar ou excluir a doença para a qual a triagem foi alterada.

Detecta as 10 doenças do teste Mais e outras 36 importantes doenças (grupo das aminoacidopatias e do ciclo da uréia, distúrbios dos ácidos orgânicos e distúrbios da oxidação dos ácidos graxos). Valor do teste: R$ 300,00 reais.

As doenças detectadas são: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase.

Valor de referência: até 204 ng/ml. A confirmação da doença requer níveis aumentados de cloreto de sódio no suor (iontoforese) e PCR para Fibrose Cística. O diagnóstico neonatal permite intervenções terapêuticas precoces e o aconselhamento genético dos pais (30,31).

O tempo médio decorrido entre a data da chegada da amostra ao laboratório e a emissão dos resultados gira em torno de cinco dias. Lôbo reforça, por fim, a importância da busca pelos resultados por parte da família do bebê. “Tão importante quanto a coleta da amostra é cumprir as orientações assistenciais posteriores.

O Teste Básico, realizado pelo Sistema Único de Saúde, abrange 7 exames para detecção de 13 diferentes doenças. O Teste ampliado é coberto por parte dos principais planos de saúde e abrange um número maior de exames, podendo chegar a mais de 70 diferentes doenças.

As veias dos membros inferiores também podem ser utilizadas para punção periférica, porém são escolhidas apenas quando outros locais não estão disponíveis, devido ao aumento do risco de tromboflebite (1).

Consiste em acessar a corrente sanguínea com a introdução de um dispositivo em uma veia periférica do RN. A punção venosa com cateter sobre agulha é indicada para meios terapêuticos, como a administração de fluidos, eletrólitos, hemoderivados, nutrição parenteral e medicamentos além da finalidade diagnóstica.

As veias de membros inferiores não devem ser utilizadas a menos que seja absolutamente necessário, em virtude do risco de embolias e tromboflebites. Para crianças menores de 03 (três anos) também podem ser consideradas as veias da cabeça. Caso a criança não caminhe, considere as veias do pé.

veias cefálica

As veias cefálica do antebraço e basílica do antebraço são preferíveis para coleta de sangue, mas pode-se usar outras veias do braço e da mão. A veia cefálica está localizada no aspecto lateral (radial) do braço, e a veia basílica no aspecto medial (ulnar).

A melhor veia para a coleta de sangue é a chamada fossa antecubital. Essa é a veia que se destaca exatamente da dobrinha do braço, na parte oposta ao osso do cotovelo. No entanto, não é raro que essa veia não seja muito aparente e que seja necessário puncionar outra veia.