Quais as vantagens da pena de morte?

Perguntado por: ecalixto2 . Última atualização: 22 de maio de 2023
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Os argumentos favoráveis encontrados foram de que a pena capital é uma medida eficaz para combater a criminalidade porque é intimidatória; é uma importante forma de justiça retributiva e reparação do mal cometido; é uma medida mais econômica do que a prisão; é forma de garantir o direito à vida das pessoas e é a única ...

Conclusão da pesquisa: a pena de morte aplicada a um único homicida é capaz de evitar até oito assassinatos. Assim, a partir da execução de um criminoso evita-se a morte de oito pessoas inocentes.

Porém, os resultados verificados demonstram que a aplicação da pena capital não tem impacto expressivo para a redução da criminalidade. Uma das razões, especula-se, é a de que o criminoso tem certeza de que não será alcançado pelo Estado, tampouco punido.

Cada execução custa US$ 25 milhões, afirma documento. 65% dos americanos são pró-pena capital, segundo pesquisa. A pena de morte custa centenas de milhões de dólares aos americanos, mesmo quando não resulta em execução, um absurdo em tempos de crise econômica, destaca um relatório que pede o fim da medida.

No Dia Mundial contra a Pena de Morte, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a pena capital é uma prática cruel e desumana que "não tem mais lugar no século 21".

Neste sentido, ela serve tanto para evitar que o próprio sujeito volte a delinquir quanto que os demais sujeitos da sociedade cometam aquele delito. Quando se fala em prevenção geral, o objetivo é que toda a sociedade veja a consequência de praticar aquele delito e evite delinquir.

História. A última execução realizada pelo Brasil foi do escravo Francisco, em Pilar, em Alagoas, em 28 de abril de 1876, e a última execução de um homem livre foi, segundo os registros oficiais, de José Pereira de Sousa, em Santa Luzia (atual Luziânia), em Goiás. Ele foi enforcado em 30 de outubro de 1861.

Pesquisa Ipec (ex-Ibope) divulgada na segunda-feira (12), encomendada pela Globo, aponta que a população brasileira está dividida quando o assunto é pena de morte: 49% são contrários e 42% favoráveis. A legislação brasileira não prevê punição a crimes com a morte do criminoso.

Kant defende a idéia de que é perfeitamente possível ferir o delinquente com a mal que ele causou ao ofendido, portanto, a pena de morte é uma possibilidade, pois o condenado ceifou a vida de alguém e de igual maneira deve sua vida ser ceifada.

Desse modo, se existisse pena de morte no Brasil, viveríamos um ataque às garantias constitucionalmente previstas, bem como ao princípio da Dignidade Humana, princípio do qual todos os outros são derradeiros. Vida é um bem e um direito inalienável.

De acordo com a legislação, estão passíveis de serem punidos com a vida crimes como traição, motim, revolta ou conspiração e espionagem, sendo que a execução deve se dar por meio de fuzilamento.

Pena de morte no Brasil é exceção à regra
Embora a pena de morte esteja proibida no Brasil em tempos de paz, alguns crimes específicos podem ser punidos com a pena capital em situações de guerra, conforme prevê o Código Penal Militar, no Livro II, intitulado "Dos Crimes Militares em Tempo de Guerra".

Cabe também ao Presidente decretar, nas mesmas condições a mobilização nacional. Por outro lado, caberá também ao Presidente da República a comutação da pena de morte (art. 84, XII da CF) para a pena de reclusão por trinta anos, já que em nosso ordenamento jurídico não há, atualmente, a prisão perpétua.

Hoje, de acordo com a AI, os métodos usados para o cumprimento da pena são decapitação, eletrochoque, enforcamento, fuzilamento e injeção letal.