Quais os conhecimentos mais importantes revelados pela egiptologia?

Perguntado por: avilela . Última atualização: 21 de maio de 2023
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- Vida dos faraós e as dinastias. - Religião e mitologia dos antigos egípcios. - Arte egípcia (pinturas, esculturas). - Arquitetura egípcia (pirâmides, templos, palácios e casas).

Os escribas eram os únicos que dominavam a leitura e a escrita dos hieróglifos.

A civilização egípcia desenvolveu conhecimentos nas áreas de matemática e astronomia. Entre os conhecimentos mais utilizados pelos egípcios estavam: raiz quadrada, frações, cálculos da área do círculo e do trapézio.

Os deuses representavam diversas dimensões da vida, e isso acontecia também quando o assunto era o céu. O que conhecemos como astronomia egípcia foi desenvolvida principalmente entre 3500 e 2580 a.C., e está relacionada não só à espiritualidade, mas também à economia e às questões práticas do dia a dia.

Entretanto, a história da egiptologia, ciência que trata de tudo quanto se relaciona ao antigo Egito, é mais recente. Ela se formou, no século XVIII, a partir da expedição de Napoleão Bonaparte e os estudos da missão cultural que o conquistador levou para o Egito (BAKOS, 2003: 1).

Jean-François Champollion (1790 -1832), o homem que decifrou a pedra da Rosetta, é considerado pai da egiptologia. Apesar da sua importância histórica, não havia até hoje um museu que lhe fosse dedicado.

No antigo Egito, vemos que houve muita importância nas conveniências sociais, onde há regras morais e comportamentais bem rigorosas. Os ensinamentos são de pai para filho e do mestre escriba para o discípulo, sendo que há sempre uma continuidade da transmissão do ensino de geração em geração.

A escrita egípcia também era muito importante para os egípcios, pois era ela que permitia a divulgação de idéias, comunicação e controle de impostos. Dentro das paredes internas das pirâmides era possível ver textos sobre a vida do faraó, mensagens e orações.

Os escribas eram formados nas escolas, sobretudo de Mênfis, uma das capitais do Antigo Egito. Deviam saber ler, escrever, desenhar, pintar, bem como dominar na perfeição o idioma, a literatura e a história do seu país.

As maiores contribuições dos egípcios foram: os fundamentos de aritmética, geometria, filosofia, religião, engenharia, medicina; o relógio do sol; o sistema de escrita e as técnicas agrícolas.

São exemplos da cultura egípcia antiga: o processo de mumificação, a literatura, a escrita, a arquitetura, a engenharia e a religião.

Da Biblioteca e Farol de Alexandria à Grande Pirâmide de Gizé, os antigos egípcios produziram várias maravilhas do mundo, revolucionaram a arquitetura e a construção, criaram alguns dos primeiros sistemas de matemática e medicina do mundo e estabeleceram a linguagem e a arte que se espalham pelo mundo.

No Egito, existia a Biblioteca Faraônica Imhotep, que armazenava todos os seus tratados de medicina e cirurgia. Atribui-se a ele os primeiros tratados médicos escritos. Imhotep diagnosticou e tratou mais de 200 doenças: 15 doenças do abdômen, 11 da bexiga, 10 do reto, 29 dos olhos e 18 da pele, cabelo, unhas e língua.

Os egípcios antigos aprenderam muito sobre a anatomia humana graças à tradição de mumificação. Ao preparar os mortos para sua viagem rumo ao além, podiam analisar as partes do corpo e associá-las com as doenças que a pessoa havia contraído em vida.

A Astronomia egípcia elaborou calendários, utilizados na construção das pirâmides e desenvolveu instrumentos astronômicos (LOPES, 2001).

Os egípcios eram politeístas (acreditavam em vários deuses). De acordo com este povo, os deuses possuíam poderes específicos e atuavam na vida das pessoas. Havia também deuses que possuíam o corpo formado por parte humana e parte de animal sagrado.

A antiga sociedade egípcia estava dividida de maneira rígida e nela praticamente não havia mobilidade social. No topo da sociedade encontrava-se o Faraó e sua imensidão de parentes. O faraó era venerado como um verdadeiro deus, pois era considerado como o intermediário entre os seres humanos e as demais divindades.

Menés

Por volta de 3200 a.C., Menés (também conhecido pelos nomes “Meni”, “Narmer” e “Men”), governante do Alto Egito, realizou o processo de unificação dos dois reinos formados ao longo do Rio Nilo. Por meio desta ação se transformou no primeiro Faraó da história egípcia.

Os Egípcios antigos atribuíam a invenção da escrita ao seu deus Tot, também por eles considerado inventor da linguagem e da magia, daí o seu título popular "senhor das palavras divinas".

A religião egípcia era politeísta, e entre os principais deuses do Egito estavam: Amon, Rá, Ísis e Osíris. Dois conceitos muito importantes na religiosidade egípcia eram ma'at e heka. O conceito de ma'at se referia à harmonia que os deuses procuravam manter no Universo.

Amon

Amon - Rei dos deuses egípcios do panteão. Seu nome significa “O oculto”, era a personificação dos ventos. Tinha a forma humana com a cabeça de carneiro. Amon faz parte do “Tríade Tebana”, junto com a sua esposa Mut e seu filho Khonsu (lua).