Quais os primeiros sinais de enfisema?

Perguntado por: adomingues . Última atualização: 20 de maio de 2023
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Sintomas: O principal sintoma de enfisema é a falta de fôlego ou a sensação de não estar inalando ar suficiente. A pessoa pode visitar o médico inicialmente porque sentiu falta de ar durante uma atividade, mas à medida que a doença progride esse sintoma pode ficar presente todo o tempo.

Tabagismo leva 20 anos para desenvolver DPOC
Quando chegam nos pulmões, as inúmeras substâncias prejudiciais presentes na composição do cigarro promovem uma irritação dos brônquios.

Conforme explicado, o enfisema pulmonar se caracteriza como uma doença crônica e progressiva. Isso significa que o quadro tende a se agravar com o passar do tempo. Infelizmente, ele não pode ser revertido.

O diagnóstico é feito com base nos sintomas apresentados pelo paciente e pela análise de seu histórico de vida. Para complementar o diagnóstico, o médico pode solicitar exames de imagem, como a tomografia do tórax, e a prova da função pulmonar, conhecida como espirometria.

De acordo com o pneumologista Mauro Gomes, a tosse provocada pelo enfisema pulmonar e pela bronquite crônica normalmente possui a expectoração de catarro. Porém, os pacientes também podem apresentar tosse seca. Como este é um dos principais sintomas dos problemas, é sempre bom estar atento.

Entre 2 a 12 semanas, a circulação melhora e a função pulmonar aumenta. Entre 1-9 meses, a tosse e a falta de ar diminuem. Dentro de 5 a 15 anos, o risco de AVC é reduzido ao de um não fumante. Em 10 anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão é cerca de metade da de um fumante.

O tipo de medicação mais utilizado é o broncodilatador, que é inalado com a bombinha e vai direto para os pulmões.

Valores abaixo de 90% podem indicar a presença de alguma doença capaz de reduzir a eficiência das trocas gasosas entre o pulmão e o sangue, como asma, pneumonia, enfisema, insuficiência cardíaca, dentre outras.

As principais causas
Os fumantes são os mais propensos a desenvolver enfisema, devido às toxinas e fumaça presentes no cigarro. Mas, qualquer pessoa exposta frequentemente à condições e substâncias nocivas também podem desenvolver DPOC.

Ele se dá por alterações importantes nas estruturas do pulmão, prejudicando seu bom funcionamento e dificultando a respiração do paciente. As estruturas alteradas pelo Enfisema Pulmonar são os alvéolos pulmonares, eles sofrem tantas alterações de fatores externos, que diminuem a capacidade respiratória do pulmão.

Na maioria dos casos e na dependência do grau do enfisema pulmonar, a pessoa poderá conviver com o problema. Contudo, em casos muito avançados, pode necessitar do uso contínuo de oxigênio domiciliar. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo.

Para quem já sofre de uma doença pulmonar, as temperaturas baixas podem piorar a situação. Então, como proteger seus pulmões no frio? Dê a seu corpo um tempo para se acostumar com as temperaturas baixas. Ao sair, cubra a boca e o nariz levemente com uma echarpe ou cachecol aquecido.

O fator de risco mais importante é o tabagismo, que precisa ter ocorrido por um longo período para causar dano, então fica difícil definir uma idade precisa. Em geral, a doença surge depois dos 50 ou até 60 anos de idade.

Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
Uma das mais graves enfermidades causadas em função do tabagismo é a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, mais conhecida como DPOC. Quem desenvolve essa condição perde a função pulmonar de maneira irreversível, em razão da destruição dos alvéolos.

O enfisema é dividido em três grupos principais: enfisema centroacinar, enfisema panacinar e enfisema acinar distal (parasseptal), e há ainda o enfisema irregular. O enfisema centroacinar se localiza nos bronquíolos respiratórios logo distais aos bronquíolos terminais e o restante do ácino é preservado.

Enfisema é um termo que descreve mudanças estruturais no pulmão associadas à doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), mas não é câncer. As duas doenças pulmonares compartilham importantes fatores de risco, principalmente devido à exposição à fumaça do cigarro.

Quando os brônquios ficam mais estreitados e produzem muito catarro, resulta em bronquite crônica. Se os alvéolos começam a se romper e formam bolhas, caracteriza-se como enfisema.

Além disso, a doença pode afetar a capacidade de realizar atividades diárias, incluindo a cuidar de si mesmo e de andar. Tudo isso pode levar a uma incapacidade para o trabalho a longo prazo, e é por isso que essas pessoas têm direito ao benefício do BPC-Loas.

A falta de ar constante pode ser identificada pelos seguintes sinais:

  • dificuldade para puxar o ar;
  • cansaço;
  • tontura;
  • enjoos;
  • tremores;
  • confusão mental;
  • visão embaçada, entre outros.

Os pulmões e suas estruturas até podem se regenerar e permitir melhora na qualidade de vida, mas os danos acumulados são irreparáveis. Ao cessar o tabagismo, a recuperação começa imediatamente. Mesmo após anos fumando, alguns meses são suficientes para promover melhora na qualidade de vida da maioria dos fumantes.

A água ajudará a eliminar a nicotina e a amenizar o efeito de desidratação causada pela presença desta substância no corpo.