Quais os riscos da gastrostomia em pacientes idosos?

Perguntado por: abernardes . Última atualização: 25 de maio de 2023
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De acordo com a paliativista, o índice de complicações secundárias que envolvem o procedimento não é baixo, de 30% a 50%, ainda que sejam complicações menores como extravasamento, celulite perístoma, deslocamento e obstrução de sonda, entre outros.

As gastrostomias permanentes apresentam grandes desvantagens, tais como, a operação ser mais delicada e trabalhosa, além disso, o tubo gástrico é construído por procedimentos que causam maior deformidade gástrica, redução do volume e maior riscos de complicações pós-operatórias.

Cerca de 30 dias depois de iniciar a alimentação, 22 por cento dos participantes morreram e, após um ano, apenas 50 por cento ainda estavam vivos. Conforme os relato, entre os que sobreviveram pelo menos 60 dias, a alimentação por sonda pareceu não ter causado efeito relevante na saúde.

A substituição da gastrostomia se dá em casos de rompimento balão, alterações estoma bem como processos infecciosos, obstrução, perda, tempo prolongado e desgaste natural. Em média essa troca acontece a cada 3 meses podendo prorrogar até 1 ano de acordo qualidade e tipo do material adquirido.

As sondas costumam durar cerca de um ano a um ano e meio. Elas podem entupir ou sofrer deterioração ao longo do tempo, o que pode exigir sua retirada e/ou troca.

No momento de alimentar, garanta que seu paciente esteja com a cabeceira elevada. O tronco deve permanecer elevado (30 graus) por 01h (uma hora) após a alimentação. Esse cuidado evita refluxo do alimento para a via aérea, sufocação e pneumonia. Administre água ANTES e DEPOIS de cada alimentação.

Ela permite a alimentação em pacientes que não podem usar a via oral para a sua nutrição diária.

A ingesta de liquido oral deve ser avaliada pela fonoaudiologia, onde ela vai ver se ele ira poder fazer ingesta oral. Em alguns casos é permitido a dieta oral associada a gastrostomia.

Durante o procedimento
O procedimento deve durar de uma a três horas. Seu(sua) filho(a) receberá anestesia e depois ficará na sala de recuperação pós-anestesia por algumas horas. A sonda pode ser colocada com o uso de vários métodos. O médico escolherá aquele que for mais adequado para seu(sua) filho(a).

A gastrostomia é a escolha preferencial para a colocação da sonda, e não a sonda nasogástrica (ou nasoenteral), porque permite ao nutricionista programar com segurança melhor infusão da dieta, proporcionando maior aporte calórico ao paciente.

Por serem resistentes podem permanecer no paciente por longo tempo (5 meses ou mais), sendo necessária a troca somente quando apresentarem problemas como ruptura, obstrução ou mal funcionamento.

O ideal é que a pessoa não se alimente e nem beba água pela boca com o uso da sonda nasogástrica.

Sempre que for receber a dieta o paciente deve estar sentado, ou então, a cabeceira da cama deve estar elevada. Antes de iniciar a dieta, injetar 20ml de água filtrada pela sonda. A dieta pode ser administrada através de frasco e equipo (gotejamento) ou em bolus (seringa).

Benefícios das Gastrostomia:

  • Melhora do estado nutricional;
  • Diminuição das intercorrências respiratórias;
  • Redução da frequência de internações;
  • Redução no tempo de alimentação e a facilidade na administração da alimentação;
  • Qualidade de vida.

Geralmente esse vazamento se deve a um alargamento do trajeto onde ocorre extravasamento do conteúdo gástrico (dieta )ou por uma irritação local e ou infecção. Ideal procurar o cirurgião ou o PS para avaliação.