Quais são as fontes da felicidade para a filosofia?

Perguntado por: oourique . Última atualização: 17 de maio de 2023
4.5 / 5 19 votos

Foram reconhecidas como fontes de felicidades por diferentes filósofos coisas como a abundância material e o reconhecimento dos outros cidadãos (Aristóteles), a existência dos prazeres e ausência de dores (Epicuro), agir de acordo com aquilo que exige a moral (Kant) e agir de maneira livre, mesmo que os resultados ...

Platão (427 a.C./347 a.C.), o qual considerava que todas as coisas têm sua função. Assim, como a função do olho é ver e a do ouvido, ouvir, a função da alma é ser virtuosa e justa, de modo que, exercendo a virtude e a justiça, ela obtem a felicidade.

O pensamento de Aristóteles é que a felicidade (eudemonia) só pode ser alcançada por meio de uma “excelência da alma”. A virtude/excelência pode ser intelectual, adquirida a partir da natureza e aperfeiçoada pelo ensino, e moral, adquirida por hábito.

Para os filósofos antigos a felicidade é algo que não pode ser comprado, pois é autoconhecimento, é agir de acordo como o Bem e a Justiça Eterna, ou agir de forma ética em uma medida, em todas as ações humanas.

A felicidade para Aristóteles, filósofo grego, é a finalidade das ações humanas. É compreendida como o maior bem do homem e relaciona-se com o viver bem e o fazer o bem. Ele acreditava na felicidade como o fim completo da vida.

Na verdade, a ideia de felicidade tem grande importância para a origem da filosofia. Ela faz parte das primeiras reflexões filosóficas sobre ética, que foram elaboradas na Grécia antiga. Vamos, então, acompanhar a evolução histórica dessa ideia fazendo uma viagem pela história da filosofia.

Nesse sentido, para Platão, a felicidade é o resultado final de uma vida dedicada a um conhecimento progressivo até se atingir a ideia do bem, o que poderia ser sintetizado na seguinte fórmula: conhecimento = bondade/justiça = felicidade.

A felicidade para Sócrates é a obtenção do maior prazer possível e disponível ao ser humano; este agiria de forma a obter o máximo prazer.

Segundo o autor, a felicidade consiste em uma atividade da alma conforme a virtude. É o bem supremo, que tem um fim em si mesmo, sendo almejado por todos. O que constitui a felicidade são as ações virtuosas, e as atividades viciosas conduzem o contrário.

Epicurismo é uma corrente filosófica baseada na busca pela felicidade. A felicidade para os epicuristas consiste em uma vida pautada pelo autoconhecimento, pela amizade e pela prudência.

Por isso, para esse filósofo, o caminho da felicidade é o do abandono das ilusões dos sentidos em direção ao mundo das ideias, até alcançar o conhecimento supremo da realidade, correspondente a ideia do bem.

O conceito Freudiano de felicidade é ao mesmo tempo a obtenção de prazer e evitação de desprazer. Assim, todos os homens desejam a felicidade, obter prazer intenso e interminável, e a ausência completa de desprazer.

Foram reconhecidas como fontes de felicidades por diferentes filósofos coisas como a abundância material e o reconhecimento dos outros cidadãos (Aristóteles), a existência dos prazeres e ausência de dores (Epicuro), agir de acordo com aquilo que exige a moral (Kant) e agir de maneira livre, mesmo que os resultados ...

Felicidade é na verdade a soma de três coisas diferentes: prazer, engajamento e significado.