Quais são os sintomas da eosinofilia?

Perguntado por: icastro . Última atualização: 20 de maio de 2023
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Quais são os sintomas? Os sintomas de eosinofilia são a causa da doença. Por exemplo, quando a eosinofilia aparece os sintomas da asma incluem tosse, falta de ar e sibilância (chiado) no peito. Infecções parasitárias podem causar dor abdominal, diarréia, febre, tosse e erupções cutâneas.

Com base nas contagens sanguíneas, a eosinofilia pode ser subdividida em diferentes categorias: Leve (entre 500 e 1500 eosinófilos por microlitro); Moderada (entre 1500 a 5000 eosinófilos por microlitro); Grave (acima de 5000 eosinófilos por microlitro).

Tabela 1: medicações que podem causar eosinofilia

Beta-lactâmicosRanitidinaFenitoína
AINEAlopurinolHctz
SulfaAspirinaAnti-Retrovirais

Corticosteróides, tanto local (inalado, tópica) e sistémica (oral, intramuscular, intravenosa), muitas vezes, aliviam algumas condições alérgicas e reduzem o número de eosinófilos.

Todos nematódeos teciduais causam eosinofilia, geralmente em quantidade superior a 2.000/uL. Nesse grupo estão Trichinella spiralis e Toxocara canis/catis. Ancylostoma brasiliense e caninus, causam larva migrans cutânea e, caso façam ciclo pulmonar, provocam eosinofilia.

A Leucemia Eosinofílica Crônica (LEC) é um tipo específico de leucemia que atinge os eosinófilos. Eosinófilos são um tipo de glóbulo branco que faz parte do sistema imunológico. Estes têm um papel de imunidade protetora contra parasitas e alérgenos.

PAPEL DOS EOSINOFILOS
As duas principais funções conhecidas dos eosinofilos são: 1) como importante defesa contra estágios larvários de infecções parasitárias, e 2) como modulador das reações de hipersensibilidade; pois, tem sido demonstrado que o complexo antígeno-anticorpo atrai os eosinofilos e é por ele fagocitado.

Características gerais dos eosinófilos
Têm formato polimórfico, núcleo bilobulado, com grande mobilidade e inúmeras vesículas cito-plasmáticas. Sua vida média é de aproximada-mente 13 dias, sendo seis dias em desenvolvimento na medula óssea, um dia na circulação e seis dias no tecido.

Quando os eosinófilos estão aumentados podem indicar a presença de algum parasita intestinal ou um processo alérgico. Além disso, outras causas levam a esse quadro. “Alguns tipos de medicamentos podem também causar o aumento dessas células, além de cânceres hematológicos, que são bem mais raros.”

Os eosinófilos liberam a PBM (proteína básica maior) que intoxica os parasitas e causa a sua morte. Os antígenos liberados pelos parasitas também causam RIC específicos (mediado por linfócitos T) e RIH para produção de anticorpos principalmente IgE.

Entretanto, às vezes, principalmente quando o número de eosinófilos é muito alto, o aumento do número de eosinófilos causa inflamação dos tecidos e danos aos órgãos. Os órgãos mais frequentemente afetados são o coração, os pulmões, a pele e o sistema nervoso, mas qualquer órgão pode sofrer danos.

Os principais sintomas associados as parasitoses intestinais são a diarreia, fraqueza, dor abdominal, náuseas e vômitos, anemia, perda de apetite, excesso de produção de gases e anorexia¹,². Sua contaminação se dá pela água ou pelo consumo de alimentos contaminados.

A eosinofilia presente nesta fase não é só sanguínea, mas também tecidual, na tentativa de imobilizar ou mesmo aniquilar o parasito, assim como os altos níveis de IgE específica agem como fator importante no recrutamento de eosinófilos para o local da agressão.

A hemoglobina, as plaquetas e se há presença dos blastos. Caso o resultado do hemograma indique que o nível de hemoglobina está baixo (menor que 12g/dl), plaquetas baixas (menor que 100.000/mm³) e mais de 20% de blastos, há uma grande probabilidade de ser uma leucemia aguda.

Nos casos positivos de leucemia, o resultado do hemograma apresenta alterações na contagem de plaquetas e valores dos glóbulos brancos e vermelhos. No entanto, outras análises laboratoriais como exames de bioquímica e coagulação devem ser realizados para confirmar tal alteração.

Por meio do hemograma (exame de sangue), é possível identificar alterações como escassez de glóbulos vermelhos, alteração na contagem dos glóbulos brancos e menor número de plaquetas, que podem ser o primeiro indício para a doença.

Não existe um valor que define um nível preocupante de leucócitos. Para se ter uma ideia, geralmente, o valor de referência do número de leucócitos pode estar entre 3.500 e 10.000/mm3. O que acontece, geralmente, são os valores estarem um pouco acima ou abaixo deste parâmetro.

Em condições normais são encontrados na medula óssea, na junção entre o córtex e medula do timo, no trato gastrointestinal, ovário, útero, baço e linfonodos, mas não em órgãos como o pulmão, pele e esôfago. A presença de eosinófilos no último desses órgãos está associado a algumas doenças.