Qual a diferença de dopamina e dobutamina?

Perguntado por: umodesto . Última atualização: 22 de maio de 2023
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A dobutamina é cerca de quatro vezes mais potente que a dopamina para estimular a contratilidade miocárdica em baixas concentrações e o volume de ejeção ventricular nos prematuros hipotensos.

A dopamina é um medicamento utilizado para melhorar a pressão arterial, melhorar a força de contração do coração e os batimentos cardíacos em situações de choque grave na qual a queda de pressão arterial não é resolvida quando se administra apenas soro pela veia.

As drogas vasoativas mais utilizadas são as catecolaminas e, dentre elas, destacam-se a adrenalina, a dopamina, a dopexamina, a dobutamina, o isoproterenol e a noradrenalina.

O que é dopamina? A dopamina é um neurotransmissor responsável por levar informações do cérebro para as várias partes do corpo. A substância é conhecida como um dos hormônios da felicidade e quando liberada provoca a sensação de prazer, satisfação e aumenta a motivação.

Dobutamina é um fármaco simpaticomimético desenvolvido nos anos 70 que era usado para tratar a insuficiência cardíaca congestiva e o choque cardiogênico. Aumenta a força de contração e facilita a passagem do impulso elétrico pelo coração.

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A dobutamina pode provocar aumento dos batimentos do coração e da pressão arterial, que geralmente são revertidos pela redução da dose administrada. Pacientes com fibrilação atrial (ritmo irregular dos batimentos cardíacos) e hipertensão (pressão alta) pré-existentes possuem maior chance de apresentar estas reações.

A dobutamina é um derivado de dopamina com propriedades inotrópicas pronunciadas e efeitos cronotrópicos e arritmogênicos menos pronunciados que o isoproterenol. A dobutamina foi avaliada em duas doses, 5 mcg/kg/min e 10 mcg/kg/min, em dois grupos de 10 pacientes cada, durante emergência de bypass cardiopulmonar.

A dopamina e a noradrenalina são os vasopressores mais comumente usados e são recomendados como agentes de escolha em diretrizes internacionais2. Ambos agem por estímulo adrenérgico, sendo que a dopamina tem um maior efeito ß-adrenérgico e a noradrenalina um maior efeito a-adrenérgico.

Dobutamina: é uma droga simpatomimética sintética, com ação predominantemente beta 1 agonista. Esta droga possui baixa afinidade por receptores beta 2 e é quase desprovida de efeitos alfa adrenérgicos.

Dopamina deve ser administrado exclusivamente através de infusão intravenosa com a solução diluída antes da administração. Deve ser utilizada uma veia de grande calibre, preferencialmente o braço, evitando-se extravasamento para que não ocorra uma necrose tissular.

Em muitas UTIs, benzodiazepínicos e haloperidol foram e continuam sendo as drogas mais utilizadas para sedação ou tratamento do delírio, respectivamente.

Noradrenalina na UTI
Como dito, a noradrenalina é um importante vasoconstritor. Assim, é muitas vezes utilizada na UTI no tratamento de pacientes em choque, por exemplo, quando ocorre um desequilíbrio na oxigenação celular.

O termo droga vasoativa é atribuído às substâncias que apresentam efeitos vasculares periféricos, pulmonares ou cardíacos, sejam eles diretos ou indiretos, atuando em pequenas doses e com respostas dose dependente de efeito rápido e curto, por meio de receptores (adrenérgicos) localizados no endotélio vascular.